Multiculturalismo – mundo sem fronteiras

Multiculturalismo – mundo sem fronteiras

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Recentemente eu comentei aqui no blog sobre o “Não do primeiro ministro italiano a uma Italia multiétnica“. A discussão ainda continua acesa, através de uma entrevista interessantíssima com Benjamin Barber publicada na revista A nº 21 (28/05/09). Para quem não sabe, Barber é o autor do famoso best seller Guerra Santa Contro McMondo traduzido em mais de vinte linguas (em português: Jihad x McMondo: como o Globalismo e o Tribalismo estão transformando o mundo.)

Por que todas essa apresentação? Bem, para que você tenha uma idéia que o cara diz coisas sensatas que são discutidas no mundo inteiro e, portanto, prepare o seu ouvido para aquilo que eu vou falar.

O mundo é multicultural

Esqueça de uma vez por todas o patriotismo exagerado ou conceitos como nacionalismo. A realidade é outra. Aquecimento global, epidemias, mercado, criminalidade, prostituição, tráfico de droga, migração não são problemas que podem ser afrontados por um país individualmente.

“Esses não seriam desafios globais, que nos colocam em uma condição de inter-dependência planetária?” – questiona Barber. E prossegue:”Um outro exemplo é o caso da Fiat. Seria ainda uma empresa “italiana”? Ou é americana? Ou alemã? (…) Atualmente falamos principalmente de etiquetas”

As crianças de hoje… os adultos de amanhã

Ao responder a pergunta sobre como será o mundo daqui vinte anos, Barber diz que basta olhar ao redor, observando principalmente crianças e jovens e imaginá-los daqui a vinte anos. Aquele será o mundo. E exemplifica:

Quando eu era adolescente, há meio século, na minha escola se falava uma única língua: o inglês. Hoje a minha filha frequenta uma escola pública de Los Angeles onde se falam 161 línguas diferentes. E ao lado dos coleguinhas de origem cultural diferente ela estuda, brinca, pratica esporte, esculta música, dança, briga. Ou seja, em relação a mim, ela já cresce em uma atmosfera totalmente nova, que está ao redor dela fisicamente.

Barack Obama e a mudança de direção

Os Estados Unidos foram dominados pelo medo por 7 anos e meio, a política foi construída graças as muitas angústias dos americanos. Reelegeram Bush quatro anos atrás. Até que em um determinado momento, mudaram completamente a direção e escolheram não apenas o primeiro presidente afroamericano, mas também um emblema do multiculturalismo: nascido no Hawaii, pai do Kenya,viveu na Indonesia… meio mundo de história.

Sobre o não do primeiro ministro italiano ao multiculturalismo

(…) Dizer não ao multiculturalismo hoje significa dizer não a realidade, as nossas cidades, ao mercado de trabalho, significa também negar a cultura individual de muitas pessoas. Uma atitude recorrente em períodos de crise, como esse, quando a sensação de fragilidade faz aumentar os medos. Foi assim na Alemanha dos anos 30 e também nos Estados Unidos de um ano atrás.

Conclusões pessoais

Achei a entrevista realmente fantástica porque vivo e vivemos na pele essas aventuras multiculturais. Penso no exemplo de uma leitora, brasileira, casada com um italiano, que tem um filho nascido em Portugal e agora vive na Espanha (ou algo do gênero). Quantas pessoas não têm histórias parecidas?

Talvez essa mobilidade das pessoas seja facilitada por passagens aéreas e transporte, em modo geral, a baixo custo. Sem falar na comunicação, a revolução da internet e ligações VoIP, telefonemas que custam 1/20 do valor de dez anos atrás.

A globalização é uma estrada sem volta, gera troca, conexão, interação. Espero apenas que não nos tornemos todos iguais…

3 COMENTÁRIOS

  1. OLÁ AMIGOS!
    Seu blog continua ótimo. Vim fazer-lhe uma visita e pedir seu voto, para o blog AMIGA DA MODA, que foi indicado ao prêmio TOP BLOG.
    OBRIGADA E GRANDE BEIJO

  2. O blog é muitooo bom!
    E eu gostaria de perguntar uma coisa que nada tem haver com o post acima…
    Tenho meu notebook miudinho, normal e como seria para ligá-lo na Itália? A tomada, a voltagem…
    O mesmo vale p chapinha, depilador e coisas assim…
    Há como levar coisas do Brasil?

    Obg desde já!

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