Essa semana tive a oportunidade de fazer duas viagens: uma para a Eslovênia e uma para Siena. Qual a principal diferença entre as duas? Simples: eu nunca tinha ido para a Eslovênia e me deparei com um país diferente, com uma outra língua, outros hábitos e outra cultura; enquanto Siena é uma cidade que eu visito várias vezes ao ano e o interior da Toscana é já um cenário conhecido.

As duas viagens foram incríveis, mas provocaram sensações em mim muito diversas. E hoje eu gostaria de discutir um pouco essa questão das emoções que as viagens provocam e da influência na nossa vida.

Helicóptero em Siena

Eu fui a Siena para experimentar uma emoção que nunca tinha experimentado: voar de helicóptero! Na verdade era uma viagem “a trabalho” visto que depois eu deveria compartilhar a aventura no blog oficial da Região Toscana – Around Tuscany.

Ainda hoje, depois de 5 anos, me apaixono por momentos como esse, de sobrevoar pequenos borgos medievais do alto, ou o voltar de trem para casa e me deparar com um pôr do sol maravilhoso. São momentos gostosos, mas momentos com sabor “casa”. Para mim uma viagem a Siena é a mesma coisa que uma viagem para Itú para um paulistano: um lugar interessante, que você sabe que está lá perto e pode voltar sempre.

O que eu quero dizer com isso é que é um lugar familiar. Eu já sei mais ou menos o que esperar de uma viagem para Siena, mesmo que esteja fazendo uma coisa que nunca fiz antes. Uma sensação totalmente diferente do que a que senti no final de semana passado indo para a Eslovênia.

Final de semana na Eslovênia

Desde que cheguei na Italia sempre dei prioridade para viagens dentro da Italia ou aos países mais “importantes” em termos de colonização brasileira: Portugal, Espanha, Inglaterra e França. Eventualmente inventava alguma moda como ir para na Tunísia, mas eram exceções devido a alguma oferta last minute irresistível.

Tudo isso para dizer que eu mal sabia onde era a Eslovênia ou o que esperar do país. Quer dizer, eu sabia que era um país para a direita da Italia, mas nunca tinha olhado no mapa com atenção ou curiosidade. Até que na sexta-feira passada decidimos pegar o carro e ir conhecer. A Eslovênia é só a 450 km de Florença, nem é tão longe assim, estava aqui do lado esse tempo todo.

Dei a sorte de chegar lá e encontrar um sábado e um domingo maravilhosos, com céu super azul, sem uma nuvem, dias quentes. Achei tudo estupendo como por exemplo poder caminhar ao lado do mar em uma espécie de calçadão sem fim. Até o fato que não tinha areia e as pessoas deitavam na grama, embaixo das árvores, me pareceu algo fantástico. O acesso a praia era fácil, mesmo quando tinham restaurantes ou serviços de praia a pagamento. Vários banheiros públicos acessíveis. Cidade limpíssima sem nenhum papel no chão. Muitas famílias com crianças pequenas! Nunca vi tanta criança pequena brincando junta! Muita gente andando de bicicleta, correndo, fazendo esporte. Almoçamos peixe fresquíssimo na beira da praia por um preço razoável (Euro 25,00 por pessoa) ou seja: a minha visão do paraíso!

Em dois dias esqueci que o mundo existia, me desliguei completamente e curti. Isso sem falar que o hotel que descolamos oferecia um monte de serviços que eu não esperava como uma maxi piscina de água quente, hidromassagem, saunas, área externa para tomar sol… tudo isso por um preço baixíssimo se comparado com os preços italianos.

Reflexão

Saí da Eslovênia (Portorose principalmente) com vontade de voltar em um próximo verão, completamente deslumbrada com a paz que o lugar oferece.

Já Siena foi bom como é bom viajar para um lugar que a gente vai sempre. É um bom diferente.

O que eu quero dizer com isso? Gostaria de convidar os leitores deste blog a refletir sobre os tipos de viagem que já fizeram. Publiquei aqui no blog os 24 dias inesquecíveis na Italia – por Priscila Ueno e um monte de gente caiu em cima matando dizendo que era uma visão deslumbrada.  Gostaria de saber quem aí já sentiu esse gostinho delicioso de se deslumbrar em uma viagem?

Eu, por exemplo, não conheço profundamente a política da Eslovênia, a história do país e posso dar a minha opinião baseado em 48 horas – inesquecíveis – no local. Não estou fazendo uma ode a ignorância, ao contrário, eu quero sempre aprender e viajar é já um primeiro passo. Não dá para saber tudo, de todos os lugares do mundo, em todos os assuntos. É impossível. Talvez nem aos 90 anos tenhamos todo esse conhecimento, o que dirá aos 20 ou 30.

Recebo com frequência histórias de gente que viveu momentos inesquecíveis aqui na Italia, alguns eu publico diretamente no blog da Toscana – como o relato da Cristina Suárez.

Acredito que todos nós temos momentos de deslumbramento em algumas viagens e é uma sensação deliciosa. Qual foi o seu último momento do gênero? Conta pra gente!

6 COMENTÁRIOS

  1. Ja estive na Eslovenia quando fui para a Croacia de carro. Adorei as duas. Achei tudo muito limpo e organizado. As pessoas que encontrei foram todas simpaticas. Na Eslovenia, o que me chamou a atençao, foi a quantidade de cassinos e de italianos que os frequentavam.
    Mas meu momento de deslumbramento, que inclusive me arrancou lagrimas dos olhos, foi minha primeira viagem a Paris. Por alguns dias, Paris roubou o lugar de Roma no meu coraçao. Nao queria mais voltar para a Italia,totalmente seduzida pela elegancia de suas ruas.Nenhuma outra cidade foi capaz de me propocionar tantantas emoçoes como Paris.

  2. Querida Bárbara,

    Muito legal sua descricão da Eslovênia, deu vontade de ir lá conferir. Gostei de ler que você relaxou e esqueceu de tudo no final de semana que esteve lá. Estou em busca de uma experiência assim e espero que seja em breve!
    Gostei das fotos também! Beijos
    Rosaly

  3. Meus paraísos são: Enseada do Bananal, em Ilha Grande no Rio de Janeiro e Lucca na Italia.

    Qdo fui pela primeira vez na Enseada, a Pousada do Preto era praticamente um alojamento, sem luz elétrica, sem água quente, e mesmo assim não existia pra mim lugar melhor no mundo!

    Quase todo ano eu vou pra lá, agora está tudo modernizado, tem luz, água quente, conforto… mas a comida ainda é fantástica, a natureza idem… Por se tratar de uma vila de pescadores as pessoas são simples, têm consciência de preservação da natureza, os turistas são avisados q nada pode ser retirado do mar. É lá onde recarrego minhas energias, curtindo a natureza, conversando com os pescadores e suas famílias no final da tarde, fazendo luau à noite. Turistas e locais vivem em perfeita harmonia!

    Mesmo depois do episódio triste do Reveillon, onde um deslizamento de terra matou muitas pessoas q comemoravam a virada do ano, a enseada continua sendo o meu paraíso favorito!

    O mesmo sentimento q sinto na Enseada senti em Lucca… nas legendas das minhas fotos ela consta como "meu amor italiano". A cidade é linda, não tem nada de espetacular, mas senti a mesma energia, fui inundada por uma alegria imensa qdo botei meus pés lá, uma sensação difícil de explicar. O amor foi tanto que no meu último dia, programado para conhecer Milão, acabei fazendo uma manobra e voltando pra Lucca, pra ir embora da Italia com esse gostinho de felicidade!

  4. Bárbara,
    adoro seus artigos. Vc faz com que eu sinta menos saudades da minha filha, sua chará, que mora na mesma cidade que vc, esta linda Firenze há 1 ano e 3 meses. Se preparou, estudou italiano por 5 anos em SP, e foi convidada para trabalhar em um escritório de arquitetura (é arquiteta). Tem viajado muito no seu tempo livre e nas férias. Recentemente esteve no Brasil a serviço. Vcs são muito parecidas e eu sempre indico seus post para ela. Bjs e obrigada por fazer com que a distância fique menor. Sucesso, sempre! Sandra Campanaro Marcos

  5. OI Sandra,
    Obrigada pela mensagem, quem sabe um dia posso conhecer essa minha xara? Fala para ela me escrever. 🙂
    Se nao estou me confundindo, me lembro de uma Sandra dizendo que a filha estava vindo morar na Italia uns tempos atras. Se for vc, fico feliz por saber que esta tudo dando certo.
    abs
    Barbara

  6. deve ser ela mesma, Bárbara. Para conhecê-la melhor e ver que lindo trabalho que ela está fazendo aí em Firenze como arquiteta, veja o FB arch barbara campanaro. Lá se vão 3 anos que ela se foi e, por enquanto, não pensa em voltar tão cedo. Tentei agendar um encontro com vc quando estive por 45 dias em Firenze (abril 2011), mas não deu certo. O namorado dela trabalha no PER BACCO, na Piazza Santa Croce. Um abração e mais uma vez, parabéns pelo seu trabalho. Bjs, bjs

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