Independentemente da sua religião, uma visita que você não pode deixar de fazer durante uma viagem para Roma é aquela para os Museus do Vaticano. Não só porque você terá a oportunidade de ver ao vivo a famosíssima Capela Sistina. Ou as famosas salas decoradas por Rafael. Mas principalmente porque você terá dimensão do poder e da riqueza da Igreja Católica, uma das religiões mais influentes há mais de 2000 anos no mundo, pelo menos daquele Ocidental. Através da visita aos Museus do Vaticano, você poderá descobrir um pouco mais da nossa história, a história da nossa civilização.

A beleza dos museus do Vaticano
A beleza nos museus do Vaticano

A minha visita aos Museus do Vaticano aconteceu durante uma viagem para Roma de 4 dias em fevereiro de 2013, viagem oferecida pela Hostelbookers e em tempos de mudança de Papa – de Bento XVI para o novo Francesco.

Dica: faça um tour particular no Vaticano com guia que fala português só para você!

Embora seja possível reservar os ingressos no site do Vaticano para evitar filas  (16 euros pelo acesso aos Museus e Capela Sistina + 4 euros pela reserva), você deverá pagá-los na bilheteria em dinheiro cash porque não aceitam cartões de crédito ou outra forma de pagamento. Aliás, dentro dos Museus do Vaticano só aceitam pagamento em dinheiro: na lanchonete, no restaurante, na lojinha, nos correios.  Aí você olha para os lados e vê toda aquela multidão de pessoas falando diferentes línguas e pensa em como em época de crise na Europa, a Igreja Católica possui liquidez financeira. 🙂

Corredores que exaltam riqueza e cultura

Imagine a cena: você entra em uma sala coberta de mármore, afrescos e obras de arte. Aí você caminha e encontra outra sala do mesmo estilo, e mais outra e mais outra e mais outra… Uma com os presentes que os Papas recebiam de líderes políticos das várias nações, outras com objetos de tecnologia do passado, mapas e globos, outra com objetos religiosos antigos. É uma sala atrás da outra que exalta a riqueza e poder da Igreja Católica como instituição religiosa. Realmente impressionante!

Nos corredores do Vaticano
Nos corredores do Vaticano

Aí você começa a lembrar das aulas de história da época em que você estava na escola: do clero que durante a Idade Média era a única faixa da sociedade que sabia ler e escrever, de Galileu Galilei que foi obrigado a negar sua descoberta de que eram os planetas que giravam ao redor do sol e não os planetas ao redor da Terra, da Igreja e suas missões com padres jesuíticas não só no Brasil como em outras áreas do planeta para catequizar os povos recém “descobertos”.

A Galeria dos Mapas

Quando cheguei na Galeria dos Mapas, começou a muvuca. todo mundo de olho nos diferentes Estados da Itália, muito antes que a Itália fosse um país unido (lembre-se que a Itália só nasceu em 1861!).

A sala dos mapas
A sala dos mapas

Eu também não resisti e tirei uma fotinho da Etruria, onde hoje encontra-se a Toscana,  que para mim hoje significa “casa”.

A "Etruria" de outros tempos corresponde praticamente a atual "Toscana"
A “Etruria” de outros tempos corresponde praticamente a atual “Toscana”

 A Capela Sistina

Muitos turistas ficam frustrados porque justamente a Capela Sistina é o único lugar onde não é possível tirar fotografias. Você até pode tentar burlar os “seguranças” em meio a tantas pessoas que estão lá ao seu lado (imagine a pista de um show de música pop – lá dentro da Capela Sistina é mais ou menos assim, mal dá para caminhar sem tocar alguém!). Mas meu conselho é: não perca tempo com as fotos e aprecie a beleza ao vivo.

imagem ilustrativa do tour virtual na Capela Sistina
imagem ilustrativa do tour virtual na Capela Sistina

Depois, se ficar com saudades no futuro, a qualquer momento você pode fazer uma deliciosa visita virtual a Capela Sistina disponível no site do Vaticano.

O Museu Egípcio

Outra seção dos Museus Vaticanos que vale absolutamente a pena visitar é o Museu Egípcio. Lá você vai poder ver uma múmia de verdade sem precisar ir até o Egito! E já que você está lá, aproveite para dar uma passadinha no Museu Etrusco (lembre-se que no passado, alguns milhares de anos antes do nascimento de Cristo, a área da Toscana se chamava Etruria: é uma viagem ao passado da Toscana!)

Quanto tempo devo dedicar aos Museus do Vaticano?

Se você quiser, você pode passar o dia inteiro lá, ver as coisas com calma, almoçar em um dos bares e restaurantes lá dentro e sair somente no final do dia! Acredite: não falta coisa para ver para quem é curioso. Os tours organizados duram em média 3 horas.

Recomendo a visita nos Museus do Vaticano de manhã bem cedo: você evita a lotação na Capela Sistina e se quiser ficar lá bastante tempo, não terá a preocupação de o museu estar quase fechando. Já se você resolver sair antes, dá sempre tempo de visitar a Basílica de São Pedro ou o Castelo de S. Ângelo, ambos ali perto.

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E você, já teve o prazer de conhecer os Museus do Vaticano? Conte a sua experiência para a gente!

Porta de saída "Musei Vaticani"
Porta de saída “Musei Vaticani”

*Esta viagem a Roma foi oferecida pela Hostelbookers Brasil, que patrocinou os custos da viagem, mas não teve nenhuma influência no nosso roteiro ou no conteúdo editorial deste artigo.
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