A Itália é incrível! Além de toda beleza claramente visível que carrega, permitindo que leve com segurança esse adjetivo, a nação esconde detalhes peculiares que a destaca das demais e a coloca numa posição privilegiada quando o assunto é explorar uma terra em sua totalidade. Uma vez que, viajar até a Bota, permite um aprofundamento de história, arte, culinária e também geografia. Visto o exemplo que cito agora, qual poderá dizer: Essa eu não sabia!

O país, relativamente pequeno, é o único que possui, em suas terras, mais três: O Vaticano, que é o menor do mundo, localizado em Roma, com cerca de 800 pessoas e, obviamente, o mais religioso. Malta, um arquipélago no Mediterrâneo, com população de 360.000 mil e, certamente, o mais populoso. E San Marino, envolto totalmente pela península, com 30.000 habitantes, sendo, talvez, o mais charmoso. Outra prova de que tamanho não é documento.

Sonho de gigante é pegar o mundo com as mãos. Algo nunca possível, nem para os que têm mais ambição.

Localizado no Monte Titano, no centro-norte da Itália, perto de Rimini, San Marino é também conhecida como a “Sereníssima República de San Marino”. Sendo o estado mais antigo da Europa, fundado no século IV e possuindo a constituição mais velha do mundo ainda em exercício. Um país que tem como principal fonte de renda, o turismo e sabe muito bem tratar aqueles que a visitam, deixando sempre uma vontade de logo retornar.

No vai e vem das pessoas, pelo pequeno país, o hotel “Titano” continua lembrando que somos ainda menores.

Confesso que a primeira coisa que pensei ao chegar a San Marino foi: Cadê o autódromo de Fórmula 1? (Muitos devem fazer isso!) E, claro, não encontrei. Pois, quem acompanha o esporte sabe que, apesar de uma etapa levar o nome do pequeno país, o circuito fica na cidade de Ímola (a cerca de 100 km dalí) e não está mais no calendário do evento desde 2007. Por isso, minha confusão e frustração achando não ter mais ponto alto no passeio.

Caminhando pelo centro histórico, dá para perceber que o ponto alto local é, literalmente, o ponto mais alto.

Passada a frustração, e assimilada a informação, continuei subindo muitos e muitos degraus e ruazinhas, descobrindo construções antigas, mas muito bem conservadas e fotogênicas, em suas áreas administrativas chamadas de “castelos” em meio a curvas e escadas que me levariam aos símbolos do país: Suas torres. Onde, além de pontos turísticos, servem como sede do governo para tratar de assuntos de todo o país.

Adornando a paisagem, construções como o “Palácio Público” (direita) é exemplo de algo útil e agradável.

San Marino me surpreendeu e encantou. Principalmente pela harmonia da mistura, e convívio, entre o velho e o novo. Um lugar daqueles que, ao se despedir, já fazemos planos para visitar de novo! Agradável, pequena, linda e que não poderia estar em um lugar melhor: Dentro da Itália, de características favoráveis visíveis, como suas belezas; e invisíveis, mas “sentíveis”, como o fato de receber tão bem quem a visita e despertar eternamente a visão que fica.

Se com as mãos, não consegui pegar; com a ajuda da foto levei San Marino inteira para sempre me lembrar.

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Fernando Ferrari (fffernandoferrari@gmail.com) é brasileiro de nascimento, francês de cidadania e italiano de coração! Publicitário, escritor amador, mora em São Paulo, já esteve na Itália duas vezes e mantém o blog www.cabecatroncoetextos.blogspot.com
Um dia pretende trabalhar e viver mais tempo por lá, mas enquanto não surge uma oportunidade, escreve para diminuir a saudade.

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