Existiu uma época em que para viajar para a Europa era necessário comprar diversas moedas, de acordo com os países visitados.

Índice do artigo:
– Passado: cada país com uma moeda própria
– As mudanças das últimas décadas
– Necessidade atual: forma de pagamento internacional econômica, barata e segura
– Viajar pagando em criptomoedas
– O que são stablecoins
– As 3 stablecoins mais populares
– Como comprar stablecoins com cartão de crédito na Binance
– Links rápidos

Passado: cada país com uma moeda própria

No final do século XX, quem viajava para países como Portugal, Espanha, França, Italia e Alemanha em uma única viagem precisaria comprar pelo menos 5 moedas. 

Em Portugal tinha o Escudo Português; na Espanha, a Peseta; na França, o Franco Francês; na Italia existia a Lira Italiana e na Alemanha era usado o Marco Alemão.

Para cada país era necessário efetuar a troca de moedas em casas de câmbio: uma burocracia adicional, taxas a pagar, perda de tempo e de dinheiro.

Isso sem falar nas dificuldades comerciais porque planejar vendas e compras no “exterior” dependia da variação cambial.

Tudo isso até o dia 1º de janeiro de 2002, quando o Euro efetivamente entrou em circulação na União Europeia.

pagar em euros papel
As novas gerações na Europa cresceram com o Euro e não conheceram a época em que precisávamos de moedas diversas para visitar países como Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália…

O Euro foi uma revolução para os europeus, as novas gerações provavelmente tem dificuldade em imaginar como era a vida antes do Euro, uma moeda única aceita em quase todos os países da União Europeia. Mas ainda é uma moeda muito restrita a um território.

Será que vai existir uma moeda única no mundo que seja aceita praticamente em qualquer lugar?

As mudanças das últimas décadas

Na época em que existiam fronteiras rigorosas e cada país produzia a maior parte do que consumia era óbvio ter uma moeda para cada país.

Mas o mundo mudou e as moedas ainda não estão refletindo essas mudanças.

Viajar ficou mais acessível

Hoje somos “cidadãos do mundo”, viajamos com muito maior frequência do que na época do “Grand Tour” onde apenas uma elite tinha poder econômico e possibilidade de viajar. As viagens ficaram mais acessíveis, hoje é muito mais fácil comprar uma passagem e partir.

A comunicação ficou mais rápida, barata e de melhor qualidade

A internet também fez a sua parte.

Antigamente precisávamos escrever cartas que chegavam ao destinatário após diversos dias ou semanas.

A alternativa era telefonar pagando tarifas internacionais exorbitantes e nem sempre a ligação era de qualidade.

Felizmente hoje basta usar instrumentos como e-mail, whatsapp ou Facebook para uma comunicação praticamente em tempo real a custo zero.

Só para dar um exemplo: quando vim morar na Italia, em 2005, não existiam smartphones. O primeiro iPhone foi apresentado por Steve Jobs apenas em 2007 e não é que no início todo mundo tinha um. Já existia internet, mas era mais lenta e em pontos fixos. Eu precisava necessariamente ir até minha casa e tentar falar com a minha mãe que deveria estar em casa ou no trabalho. Não podia estar passeando no parque, por exemplo.

Aqui em Florença existiam os Internet Points, lojinhas de computador que cobravam por tempo de uso dos computadores e eram muito frequentadas por viajantes. Alguém aí lembra?

Produtos cada vez mais baratos e acessíveis

A produção também ficou mais barata, com alguns países se especializando em determinados procedimentos produtivos. Hoje um carro pode ter peças realizadas em diversas nações antes de chegar nas mãos do cliente final. Mas não vale só para indústria automotiva, vale para o seu celular e até para roupas.

Fazer compras ficou mais acessível porque com as novas tecnologias a produção é mais barata e rápida. O resultado é que hoje temos montanhas de coisas em casa. O novo problema é como lidar com o lixo, já que é lá o destino final da maioria das coisas. Inclusive tem um vídeo muito famoso que recomendo que você assista chamado “A história das Coisas“.

Trabalho flexível

No passado uma pessoa poderia passar a vida toda trabalhando em uma única empresa. Hoje em dia isso ainda é possível, mas é menos comum. Ao longo da vida de um profissional hoje é considerado normal trocar de empresa, de setor, até de carreira.

O trabalho também ficou mais flexível e nos tempos atuais é muito mais fácil trabalhar de forma remota de qualquer lugar do mundo do que no passado.

Se houve um setor que ainda não acompanhou as mudanças do mundo é o dos pagamentos.

Necessidade atual: forma de pagamento internacional econômica, barata e segura

Com todas essas mudanças culturais das últimas décadas existe um setor que ainda está bastante atrasado: o setor dos pagamentos. Seria bom ter uma opção para realizar pagamentos internacionais tão fácil quanto apertar um botão, mas ainda não é assim.

Necessidade atual: forma de pagamento internacional econômica, barata e segura
Necessidade atual: forma de pagamento internacional econômica, barata e segura

Ok, muita coisa melhorou. Hoje é muito mais fácil ter uma conta corrente ou um cartão de débito internacional. Existem bancos online que abrem contas em poucos minutos e até te pagam para abrir uma conta.

Mas as dificuldades em realizar pagamentos internacionais ainda existem.

Quantos obstáculos tive que superar para conseguir comprar produtos no Brasil aqui da Italia. E estou me referindo a tentativas recentes, em 2022!

Imagine que você queira presentear alguém em outro país. Vocês que moram aqui na Italia já tentaram comprar um simples chocolate na loja online da Kopenhagen no Brasil usando um cartão de crédito italiano? Não? Então nem percam tempo escolhendo os produtos porque na hora de pagar não vai passar.

Mas o problema não aconteceu em uma única loja online brasileira: tive dificuldade em dezenas delas, de Submarino a Americanas. A única loja online no Brasil que aceita pagamentos sem complicação é a Amazon, porque é uma empresa internacional. (Cheguei até a escrever um desabafo sobre isso aqui).

Muitas vezes acontece o contrário também: brasileiros comentam que não conseguem efetuar pagamentos em alguns sites italianos. Embora o cartão brasileiro esteja desbloqueado, com dinheiro pronto para ser gasto, a operação não é aprovada.

Não bastasse a dificuldade, quando a operação é confirmada ainda existem as altas taxas e comissões.

Enviar dinheiro ao exterior ainda é uma operação cara e difícil.

Pagamento em dinheiro de papel

Muita gente acaba optando, durante as viagens, por levar dinheiro papel e pagar na hora em “cash”, mas os governos começam a criar limites. Na Italia existe um teto máximo para pagamento em dinheiro que é de 2000 euros em 2022 e será reduzido para 1000 euros em 2023.

Existe também o risco em atravessar fronteiras com uma quantia muito alta em dinheiro cash não declarado o que pode resultar em ter o dinheiro apreendido (leia aqui a matéria “Controle financeiro no Aeroporto Malpensa flagra dois viajantes com 294 mil euros não declarados. Veja o que aconteceu aqui“).

Os riscos de viajar com dinheiro em papel incluem erros bobos que podem custar caro: como esquecer a mochila com a carteira no trem, ônibus ou táxi.

Por mais que a Italia seja considerado um país seguro, existem batedores de carteira profissionais. Vale a pena assistir o vídeo das batedoras de carteira que já foram diversas vezes temas de serviços jornalísticos como Striscia La Notizia, mas por mais que sejam conhecidas pela polícia italiana, as leis não permitem que fiquem presas por muito tempo e logo retornam a “trabalhar”.

Será que não existem formas mais eficientes de pagamento para simplificar a nossa vida?

Viajar pagando em criptomoedas

As criptomoedas surgiram exatamente para facilitar os pagamentos no século XXI.

Viajar pagando em criptomoedas
Viajar pagando em criptomoedas: um dia será a opção mais comum? Como hoje fazer uma pesquisa com Google?

É claro que você deve saber que a gente ainda está no início da implantação do uso de criptomoedas. Mais ou menos como no final da década de 90 do século XX algumas pessoas ainda preferiam usar enciclopédias ou aquele tijolão que era o catálogo páginas amarelas para buscar informações ou encontrar fornecedores de serviços e empresas. Os motores de busca eram uma novidade, lembre-se que o Google nasceu apenas em 1998 e naquela época a gente preferia usar outros serviços como Yahoo, Cadê ou Altavista!

Esses dias descobri um site chamado Coinmap que indica os bares, restaurantes e atividades comerciais que aceitam criptomoedas, não sei se está muito atualizado, mas vale dar uma olhada…

A primeira criptomoeda foi o Bitcoin, que tem como característica não ser ligada exclusivamente a um país ou a uma pessoa, mas a uma rede descentralizada que funciona e é aceita no mundo inteiro. O Bitcoin pode circular mesmo em situações de guerra e catástrofes. Não depende da aprovação de uma organização: um banco pode fechar a sua conta, mas se você tiver as chaves do seu Bitcoin é você quem controla ele.

Por quanto seja seguro para pagamentos, o Bitcoin tem um grande problema: é uma moeda muito volátil. Nos últimos meses 1 Bitcoin chegou a valer mais de 60 mil dólares, neste momento vale aproximadamente 20 mil. Perdeu um terço do valor. Poderá voltar a subir nos próximos meses/anos, mas neste momento é considerado mais uma moeda para especulação ou reserva de valor do que uma moeda para pagamentos.

Existem outras criptomoedas consideradas confiáveis como o Ethereum (ETH), BNB ou mesmo CRO. Mas elas costumam acompanhar a volatilidade do Bitcoin. Para pagamentos é necessário uma opção um pouco mais estável.

Uma das soluções mais usadas no momento para pagamentos internacionais em criptomoedas são as chamadas “stable coins”.

O que são stablecoins

As stablecoins poderiam ser traduzidas literalmente como “moedas estáveis”. Mas o que isso significa?

A principal característica de uma stablecoin é que ela tem um valor estável no tempo. Mas como é garantida essa estabilidade? Existem 4 casos diferentes:

Stablecoins garantidas por moedas Fiat

Uma stablecoin pode ter como garantia uma moeda emitida por um governo, como por exemplo o dólar ou euro. Neste caso 1 stablecoin será equivalente a 1 dólar, 1 euro ou outra moeda qualquer.

Stablecoins atreladas a commodities

Uma stablecoin pode ser atrelada a títulos de empresas, bens ou mercadorias. Existem por exemplo stablecoins atreladas ao ouro ou prata.

Stablecoins algorítmicas

Uma stablecoin algorítmica tem o valor regulado por um algoritmo. O processo é um pouco complexo para iniciantes, mas o que você precisa saber é que se trata de uma novidade que ainda está sendo testada pelo mercado e um dos mais recentes testes foi o caso da UST, stable coin atrelada a Terra LUNA que foi um verdadeiro desastre. Esse tipo de stablecoin eu particularmente prefiro evitar e recomendo que você só compre uma stablecoin algorítmica se souber exatamente o que está fazendo!

Aliás não confunda UST com USDT, são dois tipos de stablecoins completamente diferentes! A primeira era uma stablecoin algorítmica que perdeu completamente o seu valor e fez muita gente perder dinheiro. A segunda é uma stablecoin garantida em moeda Fiat, vamos falar mais abaixo.

Stablecoins atreladas a criptomoedas

Uma stablecoin pode ter seu valor garantido em outras criptomoedas, como por exemplo em Bitcoin (BTC).

É claro que os tipos de stablecoins mais seguros são aquelas atreladas ao dólar.

Você pode ler mais sobre as vantagens das stablecoins aqui.

As 3 stablecoins mais populares

As 3 stablecoins mais populares são Tether (USDT), Binance Coin (BUSD) e USD Coin (USDC).

Essas 3 stablecoins tem o valor equivalente a 1 dólar americano.

Assim: 1USDT = 1USD; 1BUSD = 1USD; 1USDC = 1USD.

Mas quem está por trás dessas stablecoins?

O Tether é uma stablecoin emitida por uma empresa, a Tether Holdings.

A Binance Coin é a stablecoin da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo.

A USD Coin é a stablecoin da Coinbase, uma grande corretora de criptomoedas quotada na Nasdaq, a bolsa de valores americana.

Se você quer começar a entrar no mundo das criptomoedas pode começar comprando stablecoins.

Com as stablecoins você pode pagar por serviços (leia este artigo que explica como funciona a Binance Pay), pode fazer investimentos para obter uma renda (aqui explico como funciona o Binance Earn) ou simplesmente pode enviar o dinheiro da sua carteira (wallet) diretamente para a carteira de qualquer outra pessoa que aceite receber o pagamento em stablecoin.

Quer experimentar? Então veja abaixo como comprar stablecoins.

Eu recomendo que você use uma corretora grande, séria e de confiança. Inclusive já publiquei no BRASIL NA ITALIA um artigo comparando as melhores corretoras de criptomoedas. Como para este tipo de operação eu prefiro a Binance, vou explicar abaixo como fazer:

Como comprar stablecoins com cartão de crédito na Binance

1 – Acesse a sua conta da Binance

Se você ainda não tem uma conta lá, clique aqui para ver como abrir uma conta na Binance e ainda ganhar 20% de desconto nas taxas de operações SPOT para sempre!

Em seguida clique em “COMPRE CRIPTOMOEDAS” e depois clique em CARTÃO DE CRÉDITO / DÉBITO.

Como comprar stablecoins com cartão de crédito na Binance: faça login na sua conta, clique em "Compre Cripto" no menu em alto e depois selecione a opção Cartão de Crédito - versão desktop
Como comprar stablecoins com cartão de crédito na Binance: faça login na sua conta, clique em “Compre Cripto” no menu em alto e depois selecione a opção Cartão de Crédito – versão desktop

Para quem usa a app da Binance no celular geralmente já tem em destaque a seção cartão de crédito na página inicial:

Na página inicial da App da Binance clique em "Compre Cripto com BRL"
Na página inicial da App da Binance clique em “Compre Cripto com BRL”

2 – Escolha sua moeda fiduciária e insira a quantidade de stablecoin que você deseja comprar

Se você deseja comprar stablecoins com Real selecione Real. Se deseja comprar com Euros selecione Euro. Aqui na Italia com o meu cartão de crédito italiano eu uso Euros. Aí no Brasil com seu cartão de crédito brasileiro você vai usar Real.

Selecione a moeda que usará para pagamento (BRL, EUR, USD) e a stablecoin que deseja receber (USDT, BUSD, USDC...)
Selecione a moeda que usará para pagamento (BRL, EUR, USD) e a stablecoin que deseja receber (USDT, BUSD, USDC…)

Qual stablecoin comprar?

Você pode começar com o BUSD que usa a rede da Binance e, se precisar enviar uma carteira fria, pagará menos taxas. O USDT usa rede da Ethereum com taxas mais altas. Se você for pagar serviços com a Binance Pay não faz diferença porque não são cobradas taxas.

Comprar stablecoins na app da Binance: selecione a Stablecoin desejada (ex. BUSD) e insira o valor em Reais
Comprar stablecoins na app da Binance: selecione a Stablecoin desejada (ex. BUSD) e insira o valor em Reais

Entre BUSD e USDC eu prefiro BUSD porque enquanto a Coinbase estava demitindo funcionários para cortar custos a Binance está contratando (se você perdeu essa notícia leia aqui). Então prefiro apostar em uma stablecoin de uma empresa em expansão e crescimento.

3 – Clique em adicionar cartão

Em seguida inisira os dados do seu cartão de crédito e endereço para cobrança.

4- Confira os dados de pagamento e confirme a ordem

Verifique se o valor que você vai desembolsar em Real está correto com a sua expectativa e quanto você irá receber em stablecoins. Cheque se o número do cartão está correto e vá em frente.

5 – Verifique o pagamento na página de transação do seu banco para saber se deu tudo certo mesmo.

Depois é só começar a usar as suas stablecoins para investir e fazer pagamentos. Na pior das hipóteses você aprende a usar um instrumento novo (e conhecer uma plataforma que é o novo Facebook das criptomoedas). Na melhor das hipóteses vai economizar e ganhar um dinheirinho.

  1. Página de compra de Criptomoedas da Binance
  2. Compre com saldo em dinheiro
  3. Deposite via Transferência Bancária

É claro que este artigo não é um conselho de investimento. Não sou uma profissional de investimentos, sou mais uma curiosa e apaixonada por tecnologia e investimentos que gosta da Binance e a escolheu como parceira.

Você já conhecia a Binance? O que acha da empresa? Conta para a gente nos comentários.

E se gostou do artigo “Viajar pagando em criptomoedas recomendo-o para os seus amigos”.

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Barbara Bueno é uma jornalista brasileira que mora em Florença desde março de 2005. Foi para a Toscana em busca das suas origens italianas. Em janeiro de 2007 criou o blog BRASIL NA ITALIA. Já trabalhou como content manager para a Regione Toscana, obteve habilitação como assistente turística e foi proprietária de agência de viagem na Italia (até chegar a pandemia...). Hoje se interessa por criptomoedas e voltou a fazer o que mais gosta: buscar novidades, visitar lugares interessantes e escrever! Se você tem uma dúvida sobre a Italia visite a seção Dúvidas sobre a Italia.

2 COMENTÁRIOS

  1. Adorei a matéria. Explicação de fácil compreensão. Boa oportunidade para viajantes.

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