06/10/2021 – Não basta ter talento, é preciso conhecer os “truques” burocráticos para realizar “milagres”. E assim, um jovem romano de 14 anos chamado Lorenzo, foi admitido pela Universidade de Pisa. Um record absoluto já que os jovens costumam entrar nas universidades italianas a partir dos 19 anos. Saiba aqui o que ele fez.
Não basta ter talento, precisa conhecer a burocracia
Lorenzo contou para o jornal La Repubblica que sua paixão pela matemática começou a 9 anos. Na época ele não conseguia participar de atividades esportivas na escola por um problema físico então começou a estudar equações e não parou mais.

O jovem apaixonado por matemática teve a sorte de ter um primo que era um físico teórico da Università Normale di Parigi e ensinou para ele várias coisas do mundo da matemática antes mesmo de Lorenzo aprender a escrever.
Anos depois, quando Lorenzo cursava a “prima media” um professor de Roma Tre fez informalmente uma prova de Analisi 1 em Engenharia e ele foi super bem.
Até aqui tudo ok. Hoje sabemos que existem os chamados “gênios”, que são aquelas pessoas que tem facilidade para estudar um assunto e conseguem atingir ótimos resultados mais rapidamente que os colegas.
A parte mais surpreendente vem agora: como é que ele conseguiu ser admitido pela Universidade de Pisa assim tão jovem? Certamente não teria sido possível, apesar do talento, se Lorenzo tivesse seguido o procedimento regular de estudos da Italia.
Como eliminar etapas burocráticas para entrar antes em uma Universidade Italiana
Lorenzo conta que frequentou o equivalente ao colegial (na Italia se chama Superiori) na Grã Bretanha. E depois? Ele explica: “como meu pai sabia que na Alemanha era possível se inscrever em uma universidade sem o diploma di maturità, entramos em contato com a Università di Gottinga.”
Após superar uma prova de admissão difícil e duas cartas de recomendação de professores universitários, ele conseguiu fazer a matrícula na universidade alemã e realizou um grande sonho já que aquela era a escola do matemático Gauss.
Ele disse que tinha vontade de conseguir um diploma e conquistou os seus 3 a-level em matemática, matemática avançada e física em Cambridge e agora pode estudar onde quiser sem problemas”.
Durante a pandemia boa parte das aulas eram online, por isso ele estudou de casa. Lorenzo diz que Gottinga é uma universidade difícil e o exame de Teoria dei Numeri foi especial.
E por que agora em Pisa? Lorenzo conta que Pisa sempre foi a sua primeira opção, a universidade de Alessio Figalli que para ele era como o super-homem. “Este departamento é matemática”- diz. Quando crescer ele quer trabalhar como pesquisador.
Como é estudar ao lado de jovens 5 anos mais velhos?
A jornalista Valeria Strambi perguntou para Lorenzo como ele se sente sentado, virtualmente ou em presença, ao lado de jovens com 5 anos a mais que ele.
Lorenzo respondeu que esses dias está em casa e segue as aulas online, mas nas próximas semanas deve ir fisicamente a universidade. “Com os matemáticos nunca senti diferença de idade, no início tem curiosidade, mas quando começam a trabalhar passa tudo.”
Não podemos saber o que é melhor para os nossos filhos, mas talvez estimular o talento seja uma boa opção.
Deve ser muito chato passar horas em uma classe escutando um professor ensinar coisas que o aluno já sabe. E acontece muito nas escolas italianas, não só com gênios. O lema da escola pública italiana é “não deixamos ninguém para trás”. A gente só não sabe o quanto vão conseguir ir para frente. Pelo menos devido a ajuda da escola… Se você discorda, argumente. Esse é um assunto que particularmente me interessa e estou aberta a reflexões… 😉
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