Que tipo de arte foi produzida no século passado? Para responder essa pergunta existe o Museo del Novecento em Florença. Neste museu florentino o tema principal é a arte italiana do século XX (mas também existem obras que produzidas no século XXI). O visitante vai encontrar uma área com a coleção permanente e outra com exposições temporárias. Tudo isso em um edifício histórico do centro da cidade, a poucos passos da estação ferroviária Santa Maria Novella. Neste artigo você encontra tudo o que precisa para organizar uma visita.
Índice
A localização do Museo del Novecento: o edifício histórico
Ao entrar na belíssima Praça Santa Maria Novella de Florença você vê de um lado a imponente Basílica de Santa Maria Novella, do lado oposto está o Museo del Novecento.

O edifício onde se encontra atualmente o Museo del Novecento já teve diversas funções diferentes: inicialmente fundado no início do século XIII como um hospício para peregrinos, dedicado a São Paulo Apóstolo, ele reflete uma era em que ainda não existia a basílica de Santa Maria Novella, e a estrutura se situava próxima à Porta a San Paolo.
Com o passar dos anos, e especialmente a partir de 1345, o hospício se transformou em um hospital propriamente dito, administrado pelos pinzocheri, terciários franciscanos, voltado ao atendimento dos “pobres enfermos febris”. Esse lugar de caridade e cura cresceu ao longo dos séculos, recebendo doações e legados que permitiram significativas ampliações e modernizações.

No Renascimento, sob o patrocínio da Arte dos Juízes e Notai e liderança de Benino Benini, o hospital foi profundamente reorganizado e ampliado. Benini promoveu a construção de uma loggia, elemento de maior caracterização do complexo, projetada por Michelozzo e decorada com os tondi de Andrea della Robbia. Este período marcou a consolidação do hospital como um centro de caridade e saúde, abrangendo até a incorporação de um mosteiro feminino e a construção de um convento franciscano.
No século XVIII, com as reformas de Pietro Leopoldo que levaram à supressão de muitas entidades religiosas, o hospital foi fechado e transformado em uma das quatro Escolas Leopoldinas de Florença, destinadas a educar jovens da cidade. Essa função educacional perdurou até o século XX, passando por uma fase de escola profissional até o fechamento final em 1976.

Após um período de inatividade e várias fases de restauro, o edifício agora abriga o Museo del Novecento, dedicado à arte do século XX, perpetuando a história rica e multifacetada desse monumental complexo florentino.
O Museo del Novecento foi inaugurado no dia 24 de junho de 2014.
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A coleção permanente do Museo del Novecento de Florença
A coleção permanente do Museo Novecento é composta pela Coleção Alberto Della Ragione, doada à cidade de Florença após a enchente de 1966, e pelo legado de Ottone Rosai, que chegou ao Município de Florença em 1963 por desejo da viúva Francesca Fei e do irmão Oreste.
A coleção de Ottone Rosai
Ottone Rosai nasceu em Florença em 1895 e viveu até 1957, quando faleceu em Ivrea.
Entre as suas obras, encontramos uma série de retratos de pessoas que eram queridas por Ottone Rosai: poetas, críticos e artistas como Piero Bigongiari, Eugenio Montale, Giuseppe Ungaretti, Giorgio De Chirico.

Uma outra seção inclui as obras dos tetos e panoramas de Florença da época.

Durante a minha visita em maio de 2024 com minha filha Aurora (9 anos no dia da visita), paramos para sentar em um banquinho e Aurora começou a observar uma das obras de Rosai para desenhá-la no seu caderninho como uma recordação da nossa visita. Como se fosse uma artista que invés de usar simplesmente um smartphone para registrar o momento com uma foto ou um vídeo, parasse para saborear lentamente uma obra, ver com calma seus traços, suas sombras e luzes, a forma como um outro artista interpretou a realidade.

A coleção de Alberto Della Ragione
A coleção Alberto Della Ragione, doada à cidade de Florença logo após a enchente de 1966, foi enriquecida com obras de Giorgio De Chirico, Filippo De Pisis, Gino Severini, Giorgio Morandi, Mario Mafai, Renato Guttuso, Felice Casorati, entre outros.
Aurora particularmente achou interessante a obra “La Cinese” e pediu para um fotografá-la para mandar a foto para sua irmã, Gaia, que não pôde vir com a gente. Olha aí Gaia, a chinesinha realizada por Arturo Martini em argila (terracotta).

Mostras especiais no Museo del Novecento
Abaixo as novas mostras:
Helen Chadwick – Life Pleasures, de 25 de novembro de 2025 a 1 de março de 2026
O Museo Novecento apresenta Helen Chadwick: Life Pleasures, a primeira grande mostra dedicada na Itália a uma das artistas britânicas mais provocadoras e influentes da segunda metade do século XX. A exposição inaugurou no dia 25 de novembro de 2025, data simbólica da Giornata internazionale per l’eliminazione della violenza contro le donne, e nasce em colaboração com The Hepworth Wakefield e a Kunsthaus Graz, instituições que receberão o projeto após a etapa de Florença.

Esta é a primeira retrospectiva de grande porte dedicada a Helen Chadwick (1953–1996) em mais de vinte e cinco anos. O percurso expositivo atravessa sua carreira desde obras iniciais, como In the Kitchen (1977), até trabalhos que se tornaram ícones de sua produção, entre eles Piss Flowers (1991–92).
Artista experimental e anticonvencional, Chadwick explorou a relação entre estética, matéria e corpo ao utilizar elementos inusitados como fluidos corporais, carne, flores, chocolate e compostos orgânicos. Seu olhar irônico e feminista redefiniu fronteiras da escultura e da instalação no pós-guerra britânico, consolidando-a como referência na cena contemporânea. Em 1987, tornou-se uma das primeiras mulheres indicadas ao Turner Prize.
Ao reunir obras de diferentes fases, a retrospectiva no Museo Novecento reforça a importância de Chadwick no panorama internacional e evidencia sua capacidade de abordar temas feministas ainda urgentes, enquanto transforma a cultura material com um espírito lúdico, crítico e sempre surpreendente.
CENTOVENTI – 1905-2025 Villa Romana, de 26 de outubro de 2025 a 8 de março de 2026
A nova mostra CENTOVENTI – 1905-2025 Villa Romana, em cartaz no Museo del Novecento de 26 de outubro de 2025 a 8 de março de 2026, celebra os 120 anos da histórica Villa Romana, um dos polos mais importantes da arte contemporânea em Florença. Com curadoria de Elena Agudio e Sergio Risaliti, e colaboração de Mistura Allison e Eva Francioli, a exposição ocupa as salas do primeiro andar e reconstrói o papel fundamental da Villa como espaço independente de experimentação artística desde 1905.


Villa Romana sempre foi reconhecida como um lugar de liberdade criativa, intercâmbio internacional e pesquisa longe dos padrões acadêmicos tradicionais. Ao longo das décadas, esse espírito original se transformou em um apoio consistente à arte jovem e ao pensamento crítico, reunindo artistas e intelectuais que encontraram ali um laboratório único para criar, refletir e dialogar com o mundo contemporâneo.
A mostra apresenta materiais de arquivo e obras de protagonistas que marcaram a história da instituição, incluindo nomes como Ernst Barlach, Georg Baselitz, Max Beckmann, Michael Buthe, Max Klinger, Georg Kolbe, Käthe Kollwitz, Markus Lüpertz, Anna Oppermann, Max Pechstein e Emy Roeder. As peças vêm tanto da coleção da própria Villa Romana quanto de importantes museus e instituições italianas e internacionais, oferecendo ao público uma rara oportunidade de compreender o impacto cultural e artístico irradiado desse espaço aparentemente afastado do centro histórico, mas profundamente conectado com a cidade de Florença.
Georg Baselitz – AVANTI!, de 25 de março a 13 de setembro de 2026
O Museo Novecento apresenta Baselitz. AVANTI!, uma grande mostra dedicada a um dos protagonistas absolutos da arte contemporânea, realizada em colaboração com o estúdio do artista. De 25 de março a 13 de setembro de 2026, o museu acolhe pela primeira vez na Itália um projeto expositivo de grande fôlego que coloca no centro uma dimensão fundamental e frequentemente menos explorada da prática de Baselitz: a gravura.
Distribuída pelos três andares do museu, a exposição reúne cerca de 170 obras, entre gravuras, pinturas e esculturas, restituindo a complexidade e a radicalidade de uma pesquisa que atravessa mais de sessenta anos de trabalho. As obras selecionadas narram a variedade de temas abordados pelo artista e reafirmam sua ideia de arte como processo, transformação e gesto subversivo, longe de qualquer forma de harmonia tranquilizadora.
Nascido na Alemanha em 1938 e criado entre as ruínas da Segunda Guerra Mundial, Baselitz fez da destruição uma matriz fundadora de sua obra. Figura pioneira e anticonformista, o artista é célebre pelo “inversão” das imagens, ato que desestabiliza a visão e obriga o espectador a recomeçar do zero. A mostra também ilumina o profundo vínculo do artista com Florença, cidade decisiva em sua formação desde 1965, quando estudou a arte maneirista de nomes como Rosso Fiorentino e Pontormo.
A retrospectiva no Museo Novecento oferece a oportunidade de se confrontar com uma das maiores personalidades da história da arte, não apenas do nosso tempo, que soube demolir a tradição figurativa para regenerá-la a partir de suas próprias cinzas.
Mostras passadas (por curiosidade)
Lorenzo Bonechi – La Città delle Donne de 4 de julho a 14 de janeiro de 2026 (ENCERRADA)
O Museu Novecento de Florença inaugura em julho de 2025 a mostra Lorenzo Bonechi – La città delle donne, dedicada ao artista nascido em Figline Valdarno em 1955 e falecido precocemente em 1994.

A exposição, que comemora os setenta anos de seu nascimento, reúne 25 obras em diálogo com a coleção permanente do museu e poderá ser visitada de 4 de julho a 29 de outubro de 2025.
Curada por Sergio Risaliti e Eva Francioli, em colaboração com o Arquivo Lorenzo Bonechi, a mostra destaca o universo espiritual e poético do artista, marcado por figuras femininas etéreas e pela construção de paisagens e arquiteturas que evocam uma dimensão sagrada.
Bonechi iniciou sua trajetória no final dos anos 1970, inserindo-se no vibrante cenário artístico dos anos 1980, e construiu uma linguagem própria baseada no desenho, na pintura a óleo e a têmpera.
Em suas obras, o feminino surge como símbolo universal de pureza e transcendência, refletindo tanto a tradição do Trecento toscano quanto a influência das iconografias bizantinas. Reconhecido internacionalmente ainda em vida, expôs em instituições como a Tate Gallery de Londres, o Smithsonian Hirshhorn Museum de Washington e o National Museum of Modern Art de Tóquio.
A retrospectiva no Museu Novecento busca reposicionar Bonechi entre os grandes protagonistas da arte italiana contemporânea, convidando o público a revisitar sua visão única, que une espiritualidade, rigor formal e intensa humanidade.
MP5 – La Terceira Dimensão – de 22 de junho de 2024 a 31 de dezembro de 2025 (ENCERRADA)
Celebrando o décimo aniversário do Museu Novecento, a renomada artista MP5 foi convidada pelo diretor Sergio Risaliti para criar uma obra inédita e monumental, totalmente integrada ao espaço físico do museu. O resultado é La Terza Dimensione, uma imersiva e provocante instalação que se espalha pelos dois andares dos loggiati do museu.
A obra se desenrola como uma longa fita de figuras em preto e branco, pintadas diretamente nas paredes, evocando a monumentalidade dos afrescos da Capela Sistina. As figuras parecem emergir da luz e se mover em uma coreografia visual, criando uma narrativa fluida e ao mesmo tempo poderosa, em que os corpos se entrelaçam e desafiam o espaço.

Conhecida pela sua linguagem incisiva e pela capacidade de provocar com sutileza, MP5 explora aqui a ideia de comunidade, sensualidade e diferença. La Terza Dimensione não se limita a convenções ou rótulos, mas abraça um estilo visual inclusivo e poético, criando uma obra que se conecta com as emoções mais profundas, sem medo de expor o que é íntimo e diverso.
Haley Mellin – La Terceira Dimensão, de 24 de junho a 29 de outubro de 2025 (ENCERRADA)
De 24 de junho a 29 de outubro de 2025, o Museu Novecento em Florença apresenta a primeira mostra individual em uma instituição italiana da artista e ambientalista americana Haley Mellin.
Reconhecida por sua prática que une pintura e ativismo ambiental, Mellin é fundadora da iniciativa sem fins lucrativos Art into Acres, responsável pela proteção permanente de milhões de hectares de florestas em colaboração com comunidades locais e indígenas.

A exposição, com curadoria de Sergio Risaliti e Stefania Rispoli, reúne pinturas, desenhos e projetos que revelam a interconexão entre arte e preservação, destacando como sua produção artística é inseparável do compromisso com a conservação da biodiversidade.
As obras de Mellin traduzem, com pinceladas delicadas, os ambientes naturais que busca proteger, propondo uma reflexão sobre a presença humana e o papel da arte como testemunho de um estado de consciência em relação à natureza. Na mostra em Florença, o público encontrará pinturas de pequeno formato realizadas ao ar livre, em sintonia com o ciclo das estações e com práticas de baixo impacto ambiental.
Paralelamente, Mellin colabora com o Museu Novecento na regeneração do Giardino delle Leopoldine, onde cerca de 300 plantas nativas foram reintroduzidas, resgatando o valor histórico e ecológico desse espaço verde no coração da cidade.
Marion Baruch – Un passo avanti tanti dietro, de 15 de março a 8 de outubro de 2025 (ENCERRADA)
De 15 de março a 8 de outubro de 2025, o Museu Novecento de Florença apresenta Un passo avanti tanti dietro, a mais ampla retrospectiva já dedicada à artista Marion Baruch em uma instituição italiana.
Curada por Sergio Risaliti e Stefania Rispoli, a exposição se estende também aos espaços da Manifattura Tabacchi e da Polimoda, reunindo quase setenta anos de criação intensa e transformadora.
Nascida em 1929, em Timișoara, na Romênia, Baruch construiu uma trajetória cosmopolita entre Israel, França e Itália, explorando linguagens diversas que vão da moda ao design e às artes visuais.

A mostra apresenta desde suas primeiras experiências nos anos 1950 até as obras em tecido realizadas após 2000, destacando seu uso inovador de resíduos e recortes da indústria têxtil.
Entre esculturas, instalações e trabalhos performativos, o percurso expõe o olhar único de uma artista que transformou sobras de roupas em obras que respiram no espaço, criando um diálogo entre arte, vida e sociedade.

Suas reflexões sobre linguagem, identidade, trabalho, migração e consumo atravessam as obras, reafirmando Marion Baruch como uma das vozes mais livres e radicais da arte contemporânea.
Retroscena. Histórias de resistência e dissidência na Coleção Della Ragione – de 28 de setembro de 2024 a 02 de abril de 2025 (ENCERRADA)
O Museu Novecento apresenta a exposição Retroscena – Histórias de resistência e dissidência na Coleção Della Ragione, com curadoria de Sergio Risaliti, Eva Francioli e Chiara Toti.
A exposição reflete sobre as relações dos artistas com o regime fascista, por meio de obras de mestres como Scipione, Mario Mafai, Antonietta Raphaël, Renato Guttuso e outros, que enfrentaram ou viveram sob o fascismo. Alberto Della Ragione, colecionador e engenheiro naval, apoiou muitos desses artistas, criando laços profundos com eles.

As obras expostas revelam tanto o ativismo político quanto os conflitos éticos dos artistas durante um dos períodos mais sombrios da história italiana. A exposição convida os visitantes a olhar além das superfícies e descobrir os bastidores emocionais e as resistências internas presentes na arte dessa época.
Oleksandra Horobets – Ho paura di disegnare mia madre – de 23 de setembro a 30 de outubro de 2024 (ENCERRADA)
Até o dia 30 de outubro de 2024, o Museu Novecento em Florença apresenta a instalação de vídeo “Tenho medo de desenhar minha mãe”, da jovem artista ucraniana Oleksandra Horobets. Curada por Sergio Risaliti e Stefania Rispoli, a obra ocupa as salas do primeiro andar, oferecendo uma experiência imersiva que explora as complexidades da memória e das relações familiares.
A instalação tem como ponto de partida um breve documentário em 16 mm, filmado em 1984 em um orfanato de Kharkiv, na Ucrânia, que Oleksandra descobriu por acaso em janeiro de 2022. A artista reinterpreta o material original, adicionando desenhos animados e fragmentos de narrativas que evocam lembranças da infância. Ela também modifica o áudio, removendo quase todos os sons e preservando apenas as falas em ucraniano, criando assim um diálogo entre passado e presente.
“Tenho medo de desenhar minha mãe” é uma reflexão profunda sobre como a mente reconstrói memórias, mesclando sensações e diferentes planos de realidade. Além disso, a obra aborda o poder das imagens—seja na arte, fotografia ou cinema—e o vínculo entre representação e autoridade. A projeção é complementada por desenhos, textos e documentos que nos transportam para dentro de uma sala de edição, onde a artista questiona laços afetivos e dinâmicas familiares. Com um toque surreal e por vezes amargo, Oleksandra Horobets investiga temas como memória, jogo, ansiedade e os conflitos que emergem dessas experiências.
Louise Bourgeois – Do Not Abandon Me – 22 de junho a 20 de outubro de 2024 (ENCERRADA)
O Museo Novecento, em comemoração ao seu décimo aniversário, orgulhosamente apresenta a exposição Do Not Abandon Me de Louise Bourgeois, em parceria com The Easton Foundation. Curada por Philip Larratt-Smith e Sergio Risaliti, a mostra explora a obra da icônica artista, com foco na relação mãe-filho, um tema recorrente em sua produção.
A exposição ocupa os espaços do edifício Ex Leopoldine, no centro do Museo Novecento, e traz quase cem obras, incluindo guaches criados nos anos 2000 e esculturas em diferentes materiais como tecido, bronze e mármore. Uma das peças mais impressionantes é Spider Couple (2003), uma escultura que simboliza a dualidade da proteção e vulnerabilidade. O diálogo entre as obras de Bourgeois e o ambiente arquitetônico histórico adiciona uma camada de significado às suas reflexões sobre maternidade, dependência e a fragilidade da vida.

Do Not Abandon Me reflete a angústia do abandono, um tema que permeou a vida e a obra de Bourgeois. A maternidade e os medos que a acompanham estavam no centro de sua identidade artística. Com o passar do tempo, enquanto envelhecia e se tornava mais dependente, Bourgeois revisitava inconscientemente a relação com sua própria mãe, o que trouxe nova profundidade emocional ao seu trabalho.
Abaixo algumas das mostras especiais que visitamos:
Ritorni. Da Modigliani a Morandi – de 23 de março a 15 de setembro de 2024 (ENCERRADA)
Uma das minhas grandes expectativas para a mostra de Amedeo Modigliani era ver o seu famoso auto-retrato e mostrá-lo para a Aurora.

A obra, realizada pelo artista nascido em Livorno, na Toscana, é uma das mais valorizadas do mundo e advinha de onde ela vem? De São Paulo, no Brasil! Pois sim, esta obra encontrava-se no MAC, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo como uma doação de Yolanda Penteado e Francisco Matarazzo Sobrinho.
Tirei foto da obra e do quadro com a Aurora ali, como um registro “para a posteridade”. Como ela gosta muito de desenhar rostos, tinha pensado em parar para ela fazer a sua interpretação do auto-retrato de Modigliani no seu caderninho. Mas ela não quis, talvez pela falta de um lugar para sentar nos arredores, talvez pelo excesso de pessoas no local. Ela preferiu desenhar um cenário de Florença de Ottone Rosai, como mostrei acima.

André Butzer. Liebe, Glaube und Hoffnung – De 1º de março a 9 de junho de 2024 (ENCERRADA)
André Butzer é um artista alemão nascido em Stuttgart em 1973. A mostra “Liebe, Glaube und Hoffnung” (Amor, fé e esperança) tem curadoria de Sergio Risaliti. O artista é reconhecido por fazer uma mistura de expressionismo europeu e cultura popular americana.
Ao lado de nomes como Jawlensky, Munch e Kirchner, na biografia e formação artística de Butzer, desempenham um papel fundamental também Henry Ford e Walt Disney, aos quais é necessário associar, adicionalmente, as lições de Cézanne e Matisse, pintores franceses fundadores do modernismo na arte e admirados pelo artista desde a juventude.

Quando vimos sua obra pensamos que ele representa o novo artista contemporâneo com obras coloridas, que usa “personagens” reconhecíveis, como um Mickey Mouse em uma loja da Disney. Algumas obras eram divertidas, outras um pouco tétricas.

Refletimos sobre o que é ser um artista de sucesso no século XXI, ou pelo menos um artista que ganha dinheiro com suas obras. Segundo o site Artsy, a obra dele com o valor mais alto vendido em leilão alcançou £403,2 mil: foi André Butzer Chips und Pepsi und Medizin (Das Glück), 2003. Mas ele vende muitas obras por alguns milhares de euros como você pode ver aqui por exemplo.
Horário de abertura do Museo del Novecento de Florença
- Horário de verão (1 de abril a 30 de setembro): Aberto de segunda a domingo, das 11:00 às 20:00 horas. Fechado às quintas-feiras.
- Horário de inverno (1 de outubro a 31 de março): Aberto de segunda a domingo, das 11:00 às 20:00 horas. Fechado às quintas-feiras. Além disso, o local está fechado no dia 25 de dezembro, mas aberto nos dias 1 e 6 de janeiro, das 11:00 às 20:00 horas.
Para ambos os períodos, o último ingresso é permitido uma hora antes do fechamento.
Ingressos Museo del Novecento em Florença
Abaixo os detalhes para compra de ingressos diretamente no site do revedendor oficial autorizado:
| Categoria | Tarifa até 31/01/2026 | Tarifa após 01/02/2026 | Ingressos Online |
|---|---|---|---|
| Inteiro | Euro 9,50 | Euro 13,00 | comprar aqui |
| Reduzido (18-25 anos e estudantes universitários) | Euro 4,50 | Euro 9,00 | comprar aqui |
| 0-17 anos | Grátis | Grátis | comprar aqui |
Veja também: Mostra do ítalo-brasileiro Alfredo Volpi no Pecci de Prato
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