A nova regra da União Europeia sobre embalagens voltou ao noticiário italiano nesta semana e já começa a entrar no radar de quem viaja. O tema ganhou destaque em veículos como o Il Messaggero porque afeta diretamente a experiência de turistas em hotéis, restaurantes, cafés e serviços de take-away. Na prática, a Europa está avançando para reduzir o uso de embalagens descartáveis e estimular soluções reutilizáveis e recicláveis em vários setores, incluindo a hospitalidade.

Embora a repercussão seja recente, não se trata de uma decisão tomada agora. O que está em curso é a aplicação do Regulamento (UE) 2025/40, conhecido como PPWR, que entrou em vigor em 11 de fevereiro de 2025 e, de modo geral, passa a ser aplicado a partir de 12 de agosto de 2026. Algumas proibições mais específicas, porém, têm data marcada para 1º de janeiro de 2030.

Embalagens individuais devem desaparecer dos hotéis europeus

Menos descartáveis: o que a nova regra da UE muda no turismo

Uma das mudanças mais visíveis para turistas deve aparecer nos hotéis. Entre os formatos que entram na mira da nova regulamentação estão as miniembalagens descartáveis de produtos de higiene usadas no setor de hospedagem, como pequenos frascos de shampoo, sabonete líquido ou loção.

A tendência é que, aos poucos, mais hotéis passem a usar dispensers fixos, refis e sistemas pensados para reduzir lixo e desperdício.

Isso não significa que, de um dia para o outro, todos os hotéis da Itália ou da Europa vão eliminar esses itens. O processo será gradual, mas a direção está clara.

Para o viajante, a mudança pode parecer pequena, mas mexe com um hábito bastante comum da hotelaria tradicional, sobretudo em quartos de categoria média e alta, onde os amenities individuais sempre fizeram parte da experiência.

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Restaurantes, cafés e comida para viagem também entram nessa mudança

O impacto não fica restrito aos hotéis. A nova regra europeia também afeta embalagens usadas em alimentos e bebidas, inclusive em cafés, restaurantes e take-away.

O regulamento prevê restrições a determinados formatos de uso único e estabelece que os distribuidores finais de bebidas e comida para viagem deverão oferecer ao consumidor a possibilidade de levar o próprio recipiente. Além disso, deverão trabalhar para disponibilizar parte da oferta em embalagens reutilizáveis até 2030.

Para quem viaja, isso pode significar menos sachês, menos porções individuais em certos contextos e uma presença maior de recipientes reutilizáveis em estabelecimentos voltados ao consumo rápido. Em destinos muito turísticos, onde o volume de lixo cresce fortemente na alta temporada, a mudança tem potencial para ser especialmente relevante.

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Por que o turismo entrou nessa conversa agora

O turismo entra nessa discussão porque é um dos setores que mais consome embalagens no cotidiano. Basta pensar em uma viagem comum: amenities no hotel, café para levar, comida comprada na estação, bebidas em embalagens individuais, pedidos por delivery e compras feitas ao longo do roteiro. Quando se observa essa soma em milhões de viagens por ano, o impacto ambiental deixa de ser um detalhe.

Segundo a Comissão Europeia, cada pessoa na UE gerou em média 186,5 kg de resíduos de embalagens em 2022, e sem medidas adicionais esse número poderia subir para 209 kg em 2030. É esse crescimento contínuo que está por trás da nova legislação. A ideia do bloco é reduzir resíduos, harmonizar regras entre os países e incentivar uma economia mais circular.

O que ainda vai demorar mais

É importante separar o que começa em 2026 do que só deve ser sentido de forma mais forte em 2030. A aplicação geral do regulamento começa em 12 de agosto de 2026, mas os vetos a alguns formatos específicos de embalagem descartável, incluindo miniembalagens de produtos de higiene na hotelaria e certas porções individuais, passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2030.

Em outras palavras, a repercussão de agora antecipa uma mudança que será progressiva. Primeiro, empresas e fornecedores terão de se adaptar. Depois, os turistas começarão a perceber cada vez mais essas mudanças no dia a dia das viagens. Em alguns casos, a transição já pode começar antes por decisão de redes hoteleiras ou estabelecimentos que querem se antecipar às exigências futuras. Isso é uma inferência razoável a partir do calendário regulatório e da necessidade de adaptação operacional do setor.

O que a nova regra pode significar na prática para quem viaja à Itália

Para brasileiras e brasileiros que viajam para a Itália, a tendência é encontrar aos poucos uma hotelaria com menos frascos individuais no banheiro, mais atenção à coleta seletiva e uma oferta maior de soluções reutilizáveis em bares, restaurantes e serviços rápidos. Não é uma revolução que muda o roteiro, mas é uma mudança que altera detalhes da experiência e mostra como a sustentabilidade está deixando de ser apenas discurso promocional para entrar na operação real do turismo.

Também é um sinal de como a Europa quer reeducar hábitos de consumo sem depender apenas da boa vontade do viajante. Em vez de pedir que cada pessoa faça escolhas perfeitas, a lógica da nova regra é mudar o sistema aos poucos, tornando menos comum o excesso de embalagens e mais natural o uso de alternativas reutilizáveis ou recicláveis.

O tema ganhou força no noticiário agora porque finalmente ficou mais palpável para o grande público, especialmente no turismo. Mas o cronograma oficial já está definido: o regulamento europeu sobre embalagens entrou em vigor em fevereiro de 2025, começa a ser aplicado em agosto de 2026 e terá alguns de seus efeitos mais visíveis no setor de hospitalidade a partir de 2030. Para quem viaja pela Itália e pela Europa, vale a pena acompanhar, porque esse tipo de mudança tende a aparecer primeiro nos pequenos detalhes da viagem.

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Barbara Bueno - brasilnaitalia
Barbara Bueno é uma jornalista brasileira que mora em Florença desde março de 2005. Foi para a Toscana em busca das suas origens italianas. Em janeiro de 2007 criou o blog BRASIL NA ITALIA. Já trabalhou como content manager para a Regione Toscana, obteve habilitação como assistente turística e foi proprietária de agência de viagem na Italia (até chegar a pandemia...). Hoje se interessa por criptomoedas e voltou a fazer o que mais gosta: buscar novidades, visitar lugares interessantes e escrever! Se você tem uma dúvida sobre a Italia visite a seção Dúvidas sobre a Italia.

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