Viajar para a Europa exige mais do que comprar passagem, reservar hotel e montar o roteiro. Uma das dúvidas mais comuns entre brasileiros é como fazer pagamentos na Europa sem depender apenas do cartão de crédito tradicional, sem carregar muito dinheiro em espécie e sem perder o controle sobre o câmbio.
Hoje existem várias formas de pagar compras, restaurantes, transporte, passeios e hospedagem durante uma viagem pela Europa. Entre as opções mais usadas estão os cartões multimoeda, como Wise, além do cartão de crédito brasileiro, dinheiro em espécie e carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay.
A melhor escolha não é usar apenas uma dessas opções. Para viajar com mais tranquilidade, o ideal é combinar diferentes formas de pagamento e evitar deixar todo o dinheiro da viagem em uma única conta ou em um único cartão.
Índice
Como pagar compras na Europa durante a viagem
Na maior parte dos destinos europeus, especialmente em grandes cidades, é comum pagar com cartão por aproximação. Restaurantes, hotéis, lojas, supermercados, atrações turísticas e máquinas de transporte público costumam aceitar pagamentos eletrônicos.
Mesmo assim, isso não significa que você deva viajar sem nenhuma alternativa. Pode acontecer de um cartão não passar, de a maquininha apresentar erro, de um estabelecimento menor preferir dinheiro ou de você precisar pagar algo simples em espécie.
Por isso, a melhor estratégia para brasileiros que vêm para a Europa é dividir o dinheiro da viagem entre diferentes meios de pagamento: cartão multimoeda, cartão de crédito, uma pequena quantia em dinheiro vivo e, se possível, uma carteira digital no celular.
Dá para pagar com PIX na Europa?
Não. Na Europa, o PIX não é usado como meio de pagamento no comércio, em restaurantes, hotéis, museus, táxis ou transporte público.
O PIX é um sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Ele funciona muito bem dentro do Brasil, mas não substitui cartão, dinheiro em espécie ou transferência bancária internacional durante uma viagem pela Europa.
Na prática, se você está na Itália, França, Espanha, Portugal, Alemanha ou outro país europeu, deve estar preparada para pagar em euro, usando cartão, dinheiro vivo ou carteira digital vinculada a um cartão aceito no exterior.
Pode até existir algum caso isolado de empresa brasileira, agência ou pessoa que aceite PIX para receber de brasileiros, mas isso não é o padrão para pagamentos do dia a dia na Europa. Para viajar, não conte com o PIX como forma de pagamento.
Wise: como funcionam os cartões multimoeda
Wise é a plataforma financeira digital que permite manter saldo em moeda estrangeira e usar cartão para pagamentos no exterior.
Para quem viaja para a Europa, isso pode ser útil porque permite converter parte do dinheiro antes da viagem, acompanhar os gastos pelo aplicativo e não depender apenas do cartão de crédito brasileiro.
Na prática, você pode usar o saldo disponível para pagar restaurantes, transporte, museus, compras, cafés, mercados e outros gastos do dia a dia.
Uma das grandes vantagens é o controle sobre o câmbio. Com um cartão de crédito tradicional, a conversão depende da cotação aplicada pela operadora no momento da compra ou do processamento da transação. Já em plataformas como a Wise, o viajante pode comprar euro aos poucos, antes da viagem, aproveitando momentos em que a cotação esteja mais favorável.
Isso pode ser interessante para quem está planejando uma viagem para daqui a alguns meses, ou até para o próximo ano. Em vez de deixar para comprar todos os euros perto da data do embarque, é possível ir separando uma reserva de viagem aos poucos, conforme o câmbio fica mais vantajoso.
Mesmo assim, antes de converter dinheiro, confira sempre a cotação, o IOF e as tarifas cobradas no aplicativo. A vantagem não está em “não pagar nada”, mas em ter mais previsibilidade e poder comparar as condições antes de confirmar a operação.
Se você quer solicitar um cartão Wise para sua próxima viagem, veja as condições atuais pelo meu link: cartão Wise.

Ao solicitar o cartão por esse link, você pode ter acesso a benefícios promocionais que mudam conforme o período do ano. Por transparência, é possível que eu também receba alguma vantagem como indicadora.
Wise vale a pena para brasileiros na Europa?
A Wise costuma ser uma das opções mais conhecidas entre brasileiros porque é simples de usar, permite converter dinheiro pelo aplicativo e oferece cartão para pagamentos internacionais.
Para uma viagem à Europa, a vantagem principal é a praticidade. O viajante pode transferir parte do orçamento para a conta, converter para euro e usar o cartão para pagamentos do dia a dia.
Mas é importante entender que a Wise não deve ser vista como uma solução sem custos. A plataforma pode cobrar taxa de conversão, aplicar câmbio próprio conforme a operação e recolher os impostos correspondentes. Antes de confirmar qualquer transferência ou conversão, confira sempre o valor final no aplicativo.
Outro ponto importante: a Wise deve ser usada da forma correta. Para uma viagem, o ideal é transferir dinheiro da sua própria conta bancária para usar durante o período no exterior. Evite usar uma conta pessoal de viagem para receber pagamentos de clientes, trabalhos ou terceiros.
A própria Wise informa que pode suspender contas enquanto realiza verificações obrigatórias de conformidade regulatória. A empresa também informa, em sua política de uso aceitável, que a conta pessoal não deve ser usada para receber pagamentos comerciais.
Isso não significa que a Wise seja ruim. Significa apenas que ela deve ser usada com bom senso: como ferramenta de câmbio, pagamentos e viagem, não como substituta improvisada de uma conta profissional ou empresarial.
IOF em pagamentos no exterior: atenção às mudanças
O IOF é um ponto importante para quem viaja para fora do Brasil, mas também é uma das partes que mais gera confusão.
Durante alguns anos, havia uma trajetória de redução gradual do IOF em operações internacionais, relacionada ao processo de adequação do Brasil à OCDE. Mas mudanças feitas em 2025 alteraram esse cenário.
Pelas regras atuais (válidas desde junho de 2025), para gastos pessoais e viagem, a alíquota de referência passou a ser de 3,5% em várias operações: compras internacionais com cartão de crédito, débito ou pré-pago, cartão de conta internacional, compra de moeda estrangeira em espécie e remessas para disponibilidade no exterior. Já remessas com finalidade específica de investimento podem ter tratamento diferente, com alíquota de 1,1%.
Na prática, isso significa que o viajante não deve partir da ideia antiga de que “carregar a conta global sempre paga 1,1% de IOF”. Para uso em viagem, a alíquota pode ser de 3,5%, dependendo da operação e da forma como a instituição processa a transferência.
Antes de confirmar qualquer operação, confira no aplicativo ou no banco qual IOF está sendo cobrado, qual câmbio está sendo aplicado e se existem tarifas adicionais.
Por que não deixar todo o dinheiro em um único cartão
Mesmo que Wise seja prática, não é recomendável colocar todo o dinheiro da viagem em uma única conta ou em um único cartão.
O motivo é simples: se algo der errado, você precisa ter alternativa.
Pode acontecer de o cartão não passar em uma compra específica, de o aplicativo exigir uma verificação adicional, de a maquininha não aceitar aquele cartão ou de haver algum bloqueio de segurança. São situações raras, mas quando acontecem durante uma viagem podem causar bastante estresse.
Por isso, deixe apenas uma parte do dinheiro da viagem no cartão multimoeda. O restante pode ficar dividido entre uma pequena quantia em espécie, outro cartão e uma conta bancária de backup.
A regra é simples: nunca dependa de uma única forma de pagamento fora do Brasil.
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Dinheiro em espécie: ainda vale a pena levar euros?
Sim, vale a pena levar um pouco de dinheiro em espécie para a Europa.
Não é necessário carregar todo o orçamento da viagem em notas. Aliás, isso nem é recomendável, por segurança. Mas ter uma pequena quantia em euros pode resolver situações pontuais.
Na Itália, por exemplo, boa parte dos estabelecimentos aceita pagamento eletrônico. Ainda assim, dinheiro vivo pode ajudar em táxis, pequenas compras, mercados locais, banheiros públicos, gorjetas ou situações em que a maquininha “não funciona”.
Também existem casos em que algumas cobranças aparecem separadamente, como a tassa di soggiorno, o imposto municipal de hospedagem cobrado em muitas cidades italianas. Em vários hotéis, apartamentos e estruturas menores, esse valor pode ser solicitado à parte. Por isso, ter notas de 5, 10 e 20 euros facilita bastante.
O dinheiro em espécie não deve ser visto como a forma principal de pagamento, mas como uma reserva prática. Ele ajuda quando a tecnologia falha, quando o cartão não passa ou quando o pagamento eletrônico vira uma complicação desnecessária.
Cartão de crédito brasileiro no exterior
O cartão de crédito brasileiro continua sendo importante em uma viagem internacional, especialmente como plano B.
Ele pode ser útil para reservas de hotel, caução de aluguel de carro, compras maiores, emergências médicas, mudança de planos ou situações em que o cartão multimoeda não funcione.
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O problema é que o cartão de crédito tradicional pode ser menos previsível. Além do IOF, muitos cartões aplicam câmbio próprio, spread e regras específicas para compras internacionais. O valor final pode ser diferente do que o viajante imaginava no momento da compra.
Por isso, usar apenas o cartão de crédito pode ser confortável, mas nem sempre é a forma mais econômica ou mais fácil de controlar os gastos.
Antes de viajar, desbloqueie o cartão para uso internacional, confira o limite disponível, veja se há cobrança de tarifa para saque no exterior e salve o contato do banco para emergências.
Apple Pay e Google Pay na Europa
Apple Pay e Google Pay são muito úteis na Europa, principalmente porque muitos pagamentos são feitos por aproximação.
Se o seu cartão permitir, vale configurar a carteira digital antes da viagem. Assim, você pode pagar com o celular ou relógio em lojas, restaurantes, transporte público e atrações que aceitam pagamento contactless.
Essa também é uma alternativa caso você esqueça o cartão físico no hotel ou prefira não tirá-lo da bolsa em situações de movimento.
Mas atenção: carteira digital não substitui completamente o cartão físico. Em algumas situações, especialmente em hotéis, aluguel de carro ou máquinas específicas, pode ser necessário apresentar o cartão.
Leia também: Dicas para Alugar carro na Italia
Cuidado com a conversão para reais na maquininha
Ao pagar com cartão na Europa, a maquininha pode perguntar se você quer pagar em euro ou em real.
Na maior parte dos casos, para quem está na Europa, é melhor pagar na moeda local. Ou seja: se você está na Itália, França, Espanha, Portugal, Alemanha ou outro país da zona do euro, escolha euro.
Quando o turista escolhe pagar em reais, pode cair na chamada conversão dinâmica de moeda. Nesse caso, a loja, a maquininha ou o intermediário aplicam uma taxa de câmbio própria, que normalmente não é a mais vantajosa para o consumidor.
A regra prática é simples: na Europa, escolha pagar em euro.
Cartão Crypto.com: opção para usuários mais avançados
Além de Wise e cartões bancários tradicionais, existe também a opção de usar cartões vinculados a plataformas cripto, como o cartão da Crypto.com.
A Crypto.com é uma empresa conhecida no setor de criptomoedas e oferece cartões com diferentes níveis de benefícios. Dependendo do plano, do país e das condições vigentes, podem existir vantagens como recompensas, benefícios ligados a assinaturas e acesso a salas VIP em aeroportos.

Essa pode ser uma alternativa interessante para quem quer começar a entender melhor o universo das criptomoedas e testar, na prática, como funciona uma plataforma desse tipo. O cartão pode servir como uma porta de entrada para conhecer recursos como conta digital, compra e venda de criptoativos, recompensas e benefícios associados a determinados planos.

Mas é importante deixar claro: essa não é a opção mais simples para quem procura apenas uma forma prática de pagar compras na Europa. Cartões ligados ao universo cripto podem envolver regras mais complexas, planos pagos, variação de benefícios e exposição a ativos digitais. Por isso, antes de usar, vale ler as condições com atenção e avaliar se esse tipo de produto combina com o seu perfil.
Para o turista que quer apenas segurança, previsibilidade e facilidade, Wise, cartão de crédito internacional e uma pequena reserva em dinheiro costumam ser soluções mais simples de entender e administrar. Já a Crypto.com pode fazer sentido para quem tem curiosidade sobre criptomoedas, quer aprender mais sobre esse mercado e está disposto a avaliar riscos, custos e benefícios antes de usar o cartão em uma viagem.

Eu particularmente uso o cartão há anos e adoro, mas entendo que não é para todo mundo (tenho o Level Up Pro, a nova versão do Jade Green, que mantenho com staking de CRO, mas novos usuários podem ter o cartão simplesmente pagamento de uma quota anual ou mensal).
Se você quer conhecer a plataforma, veja as condições atuais pelo meu link: cartão Crypto.com.

Ao abrir conta ou solicitar produtos por esse link, podem existir benefícios promocionais para novos clientes, dependendo da campanha disponível no momento. Por transparência, é possível que eu também receba alguma vantagem como indicadora.
Qual é a melhor estratégia para viajar com segurança?
Para a maioria dos brasileiros que viajam para a Europa, a melhor estratégia é não depender de uma única forma de pagamento.
Uma combinação equilibrada seria:
- levar uma parte do orçamento em um cartão multimoeda, como Wise;
- manter um cartão de crédito brasileiro internacional desbloqueado;
- ter uma pequena quantia em dinheiro em espécie;
- configurar Apple Pay ou Google Pay antes da viagem;
- não colocar todo o dinheiro da viagem em um único aplicativo ou cartão.
Também vale fazer um teste antes de sair do Brasil. Ative o cartão, confira se o app está funcionando, veja os limites, salve os contatos de suporte e confirme se você sabe como bloquear o cartão em caso de perda ou roubo.
Se estiver viajando em família, pode ser interessante que mais de uma pessoa tenha acesso a uma forma de pagamento. Assim, se uma bolsa for perdida ou um cartão apresentar problema, o grupo não fica totalmente sem alternativa.
Wise, cartão ou dinheiro: o que escolher?
Não existe uma única resposta certa. Wise pode ser uma ótima opção para gastos do dia a dia. O cartão de crédito brasileiro continua importante como reserva. O dinheiro em espécie ajuda em imprevistos. E opções como Crypto.com podem fazer sentido para quem já entende melhor o universo das finanças digitais.
Procurando ideias do que fazer na Europa? Aproveite para baixar a app da GetYourGuide e descobrir tours, ingressos e experiências na cidade. Novos usuários podem solicitar a promoção para a primeira reserva pelo app enviando um e-mail para promo@brasilnaitalia.net com o assunto “Quero Promoção!” e receber as instruções em poucos minutos. Detalhes aqui.
O ponto principal é viajar com redundância. Em outras palavras: tenha sempre um plano B.
Para uma viagem tranquila pela Europa, eu evitaria depender apenas do cartão de crédito, mas também não deixaria todo o dinheiro em uma conta digital. O ideal é combinar diferentes formas de pagamento e usar cada uma no momento certo.
Assim, você reduz o risco de ficar sem acesso ao dinheiro, controla melhor os gastos e consegue aproveitar a viagem com mais segurança.
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