A Meire está organizando mais uma blogagem coletiva. Dessa vez o tema é: “O que você pode fazer para acabar com o analfabetismo no Brasil”. Eu acho a idéia muito válida e quem se interessar visite o blog Pensieri e Parole para pegar mais informações.
Eu, particularmente, dessa vez não vou participar. Não vou participar porque eu não acredito que possa fazer nada pelo analfabetismo no Brasil. Honestamente, eu acho que o Brasil não tem mais jeito. Antigamente poderia dizer que o jeito de salvar o Brasil era eleger pessoas capazes, pagar os impostos em dia, cada um fazer a sua parte. Mas não adianta.
Tem gente que vê o Brasil verde-amarelo. Eu vejo negro!

Cinema x realidade

Para aproveitar o dia do cinema a 1 euro eu fui assistir “Onora il tuo padre e tua madre” (Before the Devil knows you’re Dead). O filme é pesadíssimo e mostra um cidadão (americano) desprovido de escrúpulos, que sonha em pegar uma bolada de dinheiro e fugir para o Brasil.
Isso me fez lembrar minhas aulas na escola média brasileira, quando minha professora contava que os primeiros imigrantes do Brasil eram presos, marginais, ladrões que eram enviados para povoar o Brasil. Continuava a prof: no Brasil os colonizadores vinham para roubar as riquezas e voltar para pátria original.
Existe muita gente boa no Brasil, por favor, não me entendam mal. Mas a raiz de tudo foi essa. Raiz que explica porque o brasileiro acha lindo tudo que vem do “exterior” (e só aprende a dar valor para o que é brasileiro quando vem morar “naszeuropa”… )

Meu Brasil, brasileiro

Não é que o Brasil seja negro. Na verdade o Brasil é cor, é música, é alegria. É um povo feliz, apesar dos pesares, não é assim que dizem? É um país onde as pessoas já não tem mais medo. Italianos são medrosos. O mínimo risco parece uma ameaça mortal. Brasileiro está tão acostumado com a fugacidade das coisas, que sabe que viver é um risco e simplesmente vai em frente.

Por exemplo: estava lendo em um site italiano que “os brasileiros caminhavam pelo calçadão do Rio de bermuda, apesar do risco da dengue!” – tom de indignação e surpresa do autor. Oras, com um calor dos diabos, o povo vai sair como, todo coberto, com calça, blusa de manga comprida e máscara protegendo o rosto? O carioca simplesmente coloca uma roupa confortável e vai a praia!

Mesma coisa sobre a violência. São Paulo é violenta? É sim senhor. Mas eu absolutamente nunca deixei de fazer nada por causa da violência. Sempre saí a noite, de dia, de tarde, com companhia ou sem, dirigindo ou a pé, para lugares de risco ou menos risco. Lógico, que precauções a gente sempre toma. Não fica dando bobeira, né? Mas vai em frente e vive. Essa é uma característica que eu admiro. Na Italia frente ao menor risco, as pessoas ficam com medo e recuam.

Acho que o mundo é interessante assim como é, com variedade, diversidade, diversas possibilidades. Por mais que a globalização tenda a dar um toque de mundo igual nos quatro cantos do globo, com as mesmas lojas, com as mesmas roupas e mesmos produtos, ainda assim, a diversidade continua. E está dentro de cada um de nós, que somos lindos assim, como somos.

1 COMENTÁRIO

  1. Calma ai meu irmão , sono italiano , adoro la mia terra e anche il Brasil , sicuramente negli ultimi 15-20 l´Italia e gli italiani son cambiati , in peggio , ma credo che il brasile attuale sia simile al mio paese negli anni 60 e 70 , per allegria e affettuositá intendo… Sono stato a Rio fino a una settimana fa , gia si urlava del pericolo Dengue , mai messo scarpe e nemmeno pantaloni lunghi , solo bermudas e hawaianas , perché in effetti fa caldo , ora sono a B.h , dove in centro sono meno ” descolados” che a Rio e quasi tutti si mettono le scarpe e as calzas compridas , con il cadlo e senza dengue …Abraços e tente de curtir a Itália , uma dica , o sul é bem mais baratto do que o norte aonde tbm vc encontrara festa pra caramba , no interior , vem pra Valcamonica de Junio pra Setembro , a cada semana , tens festas dos patroeiros nos varios vilareijos , danças e vinho e comida tipica …

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