Fazer uma viagem é sempre um acontecimento especial: partimos para reencontrar pessoas, descobrir lugares, fechar negócios ou relaxar. Não importa a motivação, esperamos sempre um final feliz. Mas… a realidade nem sempre é tão tranquila. Você pode se deparar com um aeroporto enorme, em um país onde você não entende a língua e ainda por cima ter que resolver algum problema como extravio de malas, cancelamento de vôo na última hora e afins. Como evitar as roubadas típicas?

Conversamos com alguém experiente no assunto: a Ana Lúcia, que trabalha com turismo há mais de dez anos e em parceria com Gilmar Bevilacqua comandam a agência Bevilacqua Viagens, especializada em roteiros para brasileiros na Europa.

Ana Lúcia, quando foi que você e o Gilmar Bevilacqua começaram a trabalhar no segmento turístico?
Em 1989 comecei com viagens de Intercâmbio no Instituto de Idiomas Yazigi, nossos alunos em geral ficavam em acomodação em casa de famílias e fazíamos todo o processo desde a compra da passagem e hospedagem até documentação. Em 1996 entrei na VARIG trabalhando no aeroporto e ali percebi o stress, dúvidas e angústia de muitos clientes.
Já meu Diretor comercial Gilmar Bevilacqua começou em 2003 como free lancer vendendo passagens Zurique/Brasil para amigos e conhecidos da Áustria; na época ele trabalhava em uma empresa na suíça, pois tem cidadania Italiana.

Qual foi a maior roubada que já viveu?
Viajei a passeio para o Chile, deu overbooking no vôo e como eu era funcionária de empresa aérea me autorizaram a embarcar na cabine com o comandante e o copiloto. Foram 4 horas de um vôo que se tornou fantástico.
No início a possibilidade de não embarcar foi terrível, adrenalina a mil, mas como conhecedora do horror de vôo lotado não pressionei o colega do aeroporto de Santiago.
Depois que todos já estavam em seus lugares dentro do avião, eu fui acomodada no assento extra dentro da cabine de comando. Ali você vê a grande seriedade e responsabilidade de quem comanda uma aeronave com tantas vidas. Seriedade que deve começar desde a venda do bilhete com informações corretas e atualização frequente ao cliente sobre sua viagem.

Como fez para sair dela?
Usei meu conhecimento do outro lado do balcão como atendente VARIG que era. A maioria dos clientes chega para o check-in rezando para a reserva estar confirmada, rezando para o vôo não estar lotado e que o atendente não implique com o peso extra da bagagem. Geralmente o passageiro olha ansioso o atendente para que dê tudo certo. Era um caso de overbooking (vendas de passagens acima do limite da aeronave), sabendo do sufoco dos colegas em Santiago, ajudei a acalmar alguns passageiros, esperando minha vez de forma tranquila e ciente que o atendente apenas representava a companhia aérea. Não descarreguei nele minha preocupação de ter que estar no dia seguinte em Florianópolis para atender no aeroporto de lá.
Quando você se vê numa situação assim o melhor é manter a calma e logo pedir qual a solução proposta pela empresa naquele momento. No check-in nada vai ser resolvido como gostaríamos, é apenas um paliativo para a situação.

Quais são os problemas típicos que podem acontecer durante uma viagem internacional?
Atraso na saída de casa para o aeroporto devido ao tráfego, em vôos internacionais a antecedência exigida é de duas horas. O Bevilacqua tem um lema “mais vale esperar no aeroporto já atendido do que chegar correndo em fila única que muitas vezes é para mais de um vôo”. Outro fator a ponderar é o excesso de bagagem, cada vez mais as companhias aéreas veem seus porões como outra fonte de renda e não mais como o local destinado às malas. Mas o que mais me assusta ainda hoje em dia são passagens vendidas sem a confirmação dos trechos. Já vi muitos casos de alterações de horários em que os clientes fora do Brasil não foram avisados e os ajudei nos aeroportos por estar ali casualmente embarcando nossos grupos.

Muita gente prefere organizar a viagem autonomamente, sem passar por agências, com o objetivo de economizar. O que você diria a essas pessoas?
Hoje em dia a internet possibilita isso, porém quem paga uma agência de turismo não é o passageiro e sim a companhia aérea. Quando um vôo muda de horário sem tempo hábil de conexão nós da agência corremos atrás do cliente, mudamos os vôos, avisamos da mudança e garantimos seu embarque. A surpresa de ser comunicado apenas no check-in que não poderá voar é frustrante. A compra em sites normalmente funciona para trechos simples, rotas únicas, não para vôos de conexão, pois o barato acaba se tornando caro principalmente ao chegar ao aeroporto, naquele momento de angústia e ouvir o atendente dizer “seu vôo foi alterado senhor”.

Eu sei que a Bevilacqua Viagens preza pelo atendimento completo ao cliente. O que significa excelência e comprometimento com o cliente para vocês?

Compromentimento é atender os clientes em fusos horários diferentes: estamos com nossos celulares ligados incluindo fins de semana quando eles embarcam em separado dos grupos.
Excelência é estarmos sempre prontos para resolver problemas para que o cliente possa viajar tranquilo. Existem fatores inevitáveis, como cancelamento de vôo por neve ou manutenção, mas estamos preparados para oferecer o que o cliente necessita o mais rápido possível. A venda não termina com o envio do bilhete e o pagamento do cliente.

Vocês trabalham com a comunidade de brasileiros que mora na Europa, principalmente Áustria e Italia. Os “brasileiros-austríacos” são diferentes dos “brasileiros-italianos”?
Sim e não, a principal dificuldade dos “brasileiros-austríacos” é a língua, a cultura Austríaca e Alemã são mais distantes da nossa realidade brasileira. Já os “brasileiros-italianos” tem uma maior facilidade da língua e abertura na cultura Italiana. Porém ambos sofrem as mesmas coisas, horários de trabalho nada fáceis, um tratamento profissional muito mais exigente com os brasileiros descendentes de europeus que retornam às suas origens, mesmo estando legalmente trabalhando. É por isso que nos identificamos com eles, porque o momento de eles retornarem ao Brasil é mágico, muitos agüentam neve, cansaço e saudade dos familiares e querem se incomodar o mínimo possível em suas viagens, de preferência que tudo funcione como deve ser: vôos nos horários, malas nos locais corretos e reservas confirmadas. É isso que eles compram: um comprometimentos de muitos setores, da agência, do aeroporto, do comandante e até mesmo do pessoal que cuida das bagagens.

Para um brasileiro que mora na Europa fazer a mala é um dos momentos mais difíceis. Quer dizer, fazer não é tanto o problema e sim fechar a mala! Vocês oferecem serviço especial para malas? Para quem está mudando de país?
Esse é um fator que certa vez originou uma situação cômica para não dizer trágica. Levávamos eu e Bevilacqua nossos grupos por uma semana de Bludenz – Áustria para embarque em Milano, pois acordamos um bom preço com VARIG além de poderem levar duas malas, coisa que em Zurique em 2005 não havia. Grupos dia sim o outro também fazíamos a rota de ônibus de 5 horas, quando no penúltimo grupo ligamos para uma moça que estava atrasada, todos do ônibus já angustiados, quando ela diz em prantos ao Bevilacqua que não iria porque não conseguia fechar a mala. Ele imediatamente se deslocou até onde ela estava sentou em cima da mala para ela poder fechar e creia estava bem pesada. No balcão do check-in feito pela VARIG precisei de todo fôlego para explicar a atendente Italiana que era um grupo e outras malas estavam não somente dentro do padrão como abaixo do peso permitido. Assim por viajar em grupo ela se safou de pagar o excesso.

Quem quiser te contactar para se informar sobre preços, promoções, agendar viagens, o que deve fazer?
Eu e meu sócio Gilmar Bevilacqua, que está baseado na Áustria, atendemos sem problemas de fusos horários, ele por ficar na Áustria e eu por nossos clientes estarem na Europa. Nossa agência é sediada no centro de Joaçaba – SC e atendemos Brasileiros de Foz do Iguaçu, Pato Branco, Londrina, Maringá, Criciúma, Treze Tílias e Porto Alegre (maioria de gaúchos na Suíça) entre outras cidades brasileiras.
Esse ano em especial eu vou para Verona e ficarei algum tempo lá enquanto Bevilacqua cuida da Áustria e regiões da Alemanha.
A qualquer momento podem nos contatar temos grupos garantidos para o fim do ano e claro, trabalhamos com todas as companhias aéreas objetivando sempre bom preço e acompanhamento sério aos grupos e/ou embarques individuais.

Gilmar Bevilacqua
Msn – gilmarbevilacqua@msn.com
Skype – bevilacqua42
Fone Austria 00 43 6 6641506751

Ana
Msn – anavidanova@hotmail.com
Skype – analucia.p

Espaço aberto para recados e considerações.

A dica que sempre dou aos clientes é “levem o mínimo que puderem porque vocês voltam do Brasil com muito mais coisas da terrinha…”
Estarei em Verona a partir de maio contatando amigos e clientes quem precisar de passagens ou mesmo apenas tirar dúvidas estejam à vontade.

Esse artigo é um publieditorial. Se você também quer um, escreva para brasilnaitalia@gmail.com

11 COMENTÁRIOS

  1. Entrevista muito interessante com boas dicas, sempre necessárias pra evitar aborrecimentos que estraguem o bom humor na viagem.um beijo,chica

  2. @Chica
    Com certeza, sempre melhor viajar com tranquilidade. Bom ver voce por aqui, como sempre. 🙂

    @Martinha
    Fico contente que tenha gostado. Até o próximo post! abs,

  3. Uma coisa esquecida por muitos é que alguns cartões de crédito oferecem seguro viagem quando a passagem é comprada com ele. E quando é para a Europa, é uma mão na roda ter de graça o famoso seguro Schengen, que pode eventualmente ser exigido na entrada.
    Vale verificar com seu cartão se essa opção é oferecida, antes de comprar a passagem.

  4. Adorei as dicas,
    Se puder tirar uma duvida,
    eu e meu pai vamos para Italia em Dezembro e um amigo fez as reservas pra mim pela Alitalia com cartão de milhagem. Por ser milhagem posso ter maior dificuldade no embarque ou até mesmo não ter os assentos reservados garantidos?
    Desde já agradeço em retorno.

    Abraços!!

  5. Se voce tem a passagem, esta tudo certo. A passagem eh igual para todo mundo: para quem viaja de cortesia, para quem pagou tarifa promocional ou cheia. Os direitos sao os mesmos.
    Nao se preocupe!

  6. Obrigado pela resposta,
    assim fico mais tranquilo.
    Não quero ser chato, mas me tira outra duvida,
    olha estou indo pra conhecer os parentes que nunca vi, você acha importante eu ter o contato de uma agência lá na daqui que preste serviço lá na Italia para o caso de haver desencontros?
    Grato!!

  7. nao entendi a pergunta. Uma agencia para que?
    Se precisar de hotel, basta girar um pouco a cidade (ou acessar a relaçao de agencias online para reservar hoteis aqui do Brasil na Italia!) 🙂

  8. Desculpe quis dizer uma agencia de viagens.
    Tenho medo de ficar meio perdido na hora de comprar passagens para viajar de uma cidade para outra, fiz umas pesquisas e alguns sites dizem que trêm é muito caro outros dizem que não, ae fico confuso. sera que alugar um carro seria melhor?
    Obrigado pela paciência de me responder.

  9. Se voce fica perdido com trem, imagina com o carro! 🙂 Alem de levar uma bela multa por excesso de velocidade (em alguns pontos das estradas locais a velocidade maxima eh 50km/h!), vc provavelmente ia se stressar muito mais.
    Relaxa e vai de trem. 🙂

  10. Entendi.
    Muito obrigado pelas dicas, quando eu voltar da viagem venho aqui contar como foi.
    Abraços!!

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