Atualização de 18 de setembro de 2026: o Sistema de Entrada/Saída (EES) está plenamente operacional desde 10 de abril de 2026. A implantação havia começado de forma gradual em 12 de outubro de 2025.
O controle de fronteiras da Europa mudou. O EES já está ativo nos pontos de entrada dos países europeus que utilizam o sistema e registra eletronicamente a entrada e a saída de viajantes de países de fora da União Europeia em estadias curtas.
Na prática, brasileiros que viajam a turismo, negócios ou para outra estadia de até 90 dias em um período de 180 dias podem ter os dados do passaporte, a imagem facial e as impressões digitais registrados na fronteira. O carimbo manual no passaporte foi substituído pelo registro digital para quem está sujeito ao EES.
EES em resumo
- Já está funcionando? Sim, plenamente desde 10 de abril de 2026.
- É preciso fazer cadastro antes da viagem? Não. O registro do EES acontece no controle de fronteira e não tem taxa.
- É um visto? Não. O EES é um sistema de registro de entradas e saídas.
- E o ETIAS? É uma autorização de viagem diferente e ainda não está em operação. A União Europeia prevê seu início no último trimestre de 2026 e informará a data exata com antecedência.

O que é o EES e o que mudou
EES é a sigla em inglês para Entry/Exit System, ou Sistema de Entrada/Saída. Ele é utilizado por 29 países europeus para registrar eletronicamente os viajantes de países terceiros que cruzam suas fronteiras externas para uma estadia curta.
O sistema armazena informações do documento de viagem, dados biométricos, data e local de entrada ou saída e eventuais recusas de entrada. Com isso, as autoridades conseguem calcular de forma automática o tempo de permanência e identificar quem ultrapassa o limite autorizado.
O EES começou a ser implementado em 12 de outubro de 2025. Durante seis meses, os países ativaram o sistema progressivamente. Desde 10 de abril de 2026, ele está plenamente operacional, e o carimbo manual deixou de ser o registro utilizado para os viajantes abrangidos pelo sistema. Irlanda e Chipre não utilizam o EES em suas fronteiras e continuam carimbando passaportes manualmente.
Quem é registrado no EES
O EES se aplica a cidadãos de países que não fazem parte da União Europeia quando viajam para uma estadia curta nos países que utilizam o sistema. Isso inclui tanto quem não precisa de visto de curta duração — como os brasileiros em viagens de turismo — quanto quem viaja com esse tipo de visto.
Estadia curta significa, em geral, até 90 dias dentro de qualquer período móvel de 180 dias. O limite é calculado para o conjunto dos países do espaço Schengen, e não 90 dias em cada país.
Quem não entra no EES
Entre as principais pessoas que não são registradas pelo EES estão:
- cidadãos da União Europeia, do Espaço Econômico Europeu e da Suíça;
- titulares de autorização de residência ou de visto de longa duração emitido por um país que utiliza o EES;
- determinados familiares de cidadãos europeus que possuam o cartão ou a autorização de residência exigidos;
- cidadãos de Andorra, Mônaco e San Marino e titulares de passaporte do Estado da Cidade do Vaticano ou da Santa Sé.
Há outras situações específicas. Quem tem dupla cidadania deve apresentar no controle de fronteira o passaporte correspondente à sua condição. A lista oficial e completa de exceções pode ser consultada na página da União Europeia em português.
Como funciona o EES na prática
Na primeira passagem pela fronteira depois da ativação do sistema, o viajante abrangido pelo EES apresenta o passaporte e fornece os dados biométricos solicitados. O processo pode incluir um quiosque de autoatendimento, quando disponível, e é concluído sob a supervisão das autoridades de fronteira.
Nas viagens seguintes, os dados já existentes podem ser verificados, o que tende a tornar o procedimento mais rápido. Ainda assim, o EES não garante a entrada: a decisão continua sendo do agente de fronteira, que pode fazer perguntas e solicitar documentos que comprovem hospedagem, passagem de volta, seguro ou meios financeiros.
Não é necessário preencher um cadastro antecipado nem pagar para usar o EES. Desconfie de sites que cobrem por um suposto “registro EES”.
Como funciona no Aeroporto Fiumicino
No Aeroporto de Roma Fiumicino, o EES está ativo desde 12 de outubro de 2025. A Aeroporti di Roma informa que os quiosques de autoatendimento são disponibilizados progressivamente para passageiros com mais de 12 anos que tenham passaporte biométrico. Depois do procedimento no quiosque, o passageiro segue para a conferência da autoridade de fronteira.
Em horários de grande movimento, reserve tempo para o controle de imigração, especialmente se for seu primeiro registro. Veja também nosso guia completo do Aeroporto Fiumicino (FCO) e a orientação oficial da Aeroporti di Roma sobre imigração e alfândega.
EES e ETIAS não são a mesma coisa
O EES registra a passagem pela fronteira. O ETIAS, por sua vez, será uma autorização eletrônica solicitada antes da viagem por cidadãos de países isentos de visto, inclusive brasileiros.
Em 18 de setembro de 2026, o ETIAS ainda não está ativo e não há nada a solicitar. A página oficial informa que ele começará no último trimestre de 2026 e que a data específica será anunciada meses antes. Quando entrar em operação, utilize apenas o site oficial em português do ETIAS da União Europeia.
O que acontece se ultrapassar os 90 dias
O EES calcula o período de permanência autorizado a partir dos registros de entrada e saída. Se não houver uma saída registrada antes do fim do prazo, a pessoa pode ser identificada como alguém que excedeu a permanência permitida.
As consequências dependem da legislação nacional e podem incluir multa, retirada do território ou proibição de novas entradas. Caso o excesso tenha ocorrido por uma situação comprovável, como hospitalização ou outro motivo grave, o viajante deve apresentar os documentos à autoridade competente para pedir a correção do registro.
Antes de viajar, use a calculadora oficial de estadia curta em português. Ela ajuda no planejamento, mas a autoridade de fronteira é quem confirma o período permitido.
Por quanto tempo os dados ficam armazenados
Segundo a União Europeia, os registros de entrada, saída e recusa são conservados por três anos a partir de sua criação. O arquivo individual com dados pessoais é mantido por três anos e um dia após a última saída ou recusa de entrada.
Se uma saída não for registrada, os dados podem permanecer por cinco anos após o fim da estadia autorizada. Existem prazos específicos para alguns familiares de cidadãos europeus. O viajante tem direito de pedir acesso, correção ou eliminação de dados indevidamente tratados. Consulte os detalhes na página oficial sobre os dados mantidos pelo EES.
Resumo para brasileiros que viajam à Itália
- Viaje com o passaporte válido e confira antecipadamente os documentos para entrar na Itália.
- Se você não se enquadra em uma exceção, espere o registro dos dados e da biometria na fronteira.
- Não procure um formulário do EES: não existe cadastro prévio pago para o viajante.
- Controle cuidadosamente o limite de 90 dias em 180 dias em todo o espaço Schengen.
- Leve comprovantes da viagem e confira quanto dinheiro é preciso comprovar para entrar na Itália.
- Não confunda EES com ETIAS: o EES já funciona; o ETIAS ainda não está disponível em 18 de setembro de 2026.
Fontes oficiais
- União Europeia: página oficial do Sistema de Entrada/Saída
- União Europeia: como funciona o Sistema de Entrada/Saída
- Conselho da União Europeia: cronologia e funcionamento do Sistema de Entrada/Saída
- União Europeia: situação atual do ETIAS
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