Nada como o verão e a combinação sol, praia e bronzeado. Mas pegar uma cor às vezes pode ser entediante. Se você já nadou o seu km diário, já esgotou o assunto com suas amigas(os) ou namorado(as) e tá a fim de colocar o cérebro em atividade recomendo uma revistinha daquelas com caça-palavra e palavras cruzadas! Não deixa de ser um modo de testar o seu nível de italiano e o tempo passa em um minuto. Para quem é novato no assunto, recomendo o “Facili Puzzle”, 68 páginas, € 0,99.

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Voltemos ao tempo das palavras cruzadas da vovó sim! Vocês já leram as revistas femininas? Pois no mês de julho resolvi me render a Marie Claire italiana, que vinha em uma simpática bolsinha prática para levar revistinhas para a praia. Amigas, um lixo! Como é que essas revistas continuam a vender? Desde que li minhas primeiras, aos 12, 13 anos que o assunto não muda: como ficar em forma, acabar com a celulite no verão, o protetor solar último modelo, dicas para relaxar segundo a especialista do Spa tal. Enfim, parece um guia escrito por diversas assessorias de imprensa, interessadas unicamente em vender o seu cliente. Mas e o leitor?

A pior matéria de todas se intitulava: “Caccia all’uomo – I saldi possono essere una fantastica fonte d’ispirazione: per valutare (e scegliere) i maschi come un abito adocchiato in vetrina. Meglio un (in)cauto acquisto o un buon investimento?”. Algo que pode ser traduzido como: “Caça aos homens – As liquidações podem ser uma fantástica fonte de inspiração: para escolher homens como um vestido pendurado numa vetrine. Melhor uma oferta ou um bom investimento?” Tal artigo deveria ser acompanhado do texto: “Matérias desse tipo provocam crises e angústia em adolescentes que são levadas a acreditar que amor é como um vestido, que a gente pega na prateleira quando interessa.”

Outra coisa que não me desce guela abaixo é a idolatração de ex-drogados como se fossem símbolos de alguma coisa. E já que é para meter a boca, vamos lá. A matéria, da mesma Marie Claire, compara um jovenzinho ex-drogado chamado Rufus Wainwright com Wagner!!!! Diz que ele é o máximo porque coloca um trecho do bolero de Ravel em uma música que seria normalíssima. Se ele tivesse composto algo que chegasse aos pés de um Ravel, vá lá, mas copiar a música acrescentando um som mais pop e ainda por cima explicar que o rapaz é cult porque não consegue vender muitos discos, só me faz pensar a uma coisa: quanto pagaram para a revista publicar essa matéria????

E viva as revistas de caça palavra!

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