Como viviam os italianos na época em que seu bisavô deixou a Itália em busca de um futuro melhor em outra parte do mundo? Uma das formas de investigar sobre o passado é através da literatura. E é por isso que o tema de hoje é Pirandello, um dos grandes escritores italianos de todos os tempos.

O fim das certezas

Pirandello nasceu em 1867, no auge de uma atmosfera cultural dominada pela escola positivista, que dava ao indivíduo a certeza de poder dominar a inteira realidade. Entre 1850 e 1890 o positivismo influenciou todos os campos do saber, mas já nos anos oitenta, o modelo começou a ser colocado em crise por muitas transformações, econômicas e sociais, que abriram caminhos a novas tensões e incertezas.

O golpe mortal foi a formulação (1905-1915) da teoria da relatividade de Einstein, que negava o caráter absoluto dos conceitos de tempo e espaço, introduzindo a idéia do tempo “relativo” que tanto influenciou a especulação intelectual dos Novecento.

Na literatura, escritores como Kafka, Proust e Joyce substituíram o enredo ordenado do grande romance dos 1800′ com a “desordem” da dimensão onírica, a imprevisibilidade da memória e o “fluxo de consciência”.

A Itália que entra no século XX…

… era uma Itália provinciana, mas tolamente convencida de que poderia fazer parte das grandes potências (convicção que a levou ao trágico erro de participar da guerra em 1915). Um país onde a indústria estava concentrada exclusivamente ao norte, a agricultura estava em crise, a emigração era enorme e o analfabetismo imperava.

Foi neste contexto que Pirandello captou uma nova mensagem, elaborou uma sua visão despedaçada do indivíduo e conseguiu conquistar com as suas obras o reconhecimento internacional, inclusive com o conferimento do Prêmio Nobel em 1934.

Principais obras:

L’esclusa e Il Turno (1901-1902)
Il fu Mattia Pascal (1904)
L’umorismo (1908)
I vecchi e i giovani (1910-1915)
Si gira… (renomeado para Quaderni di Serafino Gubbio operatore, 1916)
Pensaci, Giacomino (1917-1919)
– Liolà (1917-1919)
– Così è (se vi pare) (1917-1919)
Il berretto a sonagli (1917-1919)
La giara (1917-1919)
Il piacere dell’onestà (1917-1919)
Ma non è una cosa seria (1917-1919)
Il gioco delle parti (1917-1919)
Sei personaggi in cerca d’autore (1921)
– Enrico IV (1922)
Ciascuno a suo modo (1924)
– Questa sera si recita a soggetto (1930)
Uno, nessuno e centomila (1926)

fonte da informação: texto da edição definitiva de I vecchi e i giovanni, Luigi Pirandello, editore Arnoldo Mondadori, 1931.

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