A XI edição da Florence Biennale – Mostra internacional de arte Contemporânea – reúne 462 artistas de 72 países diferentes. No dia 6 de outubro eu tive o privilégio de entrar antes da abertura oficial, durante a preview para imprensa, e fui para a mostra com uma curiosidade em especial: queria conhecer os artistas brasileiros que se apresentam em Florença: saber da onde vem, o que retratam, que bagagem cultural trazem e o que mostram em suas obras.

Este ano um total de 19 artistas brasileiros participam da Bienal de Arte Contemporânea Florença segundo a lista oficial divulgada pela assessoria de imprensa do evento.

Se você deseja ver as obras dos artistas brasileiros prepare-se para uma caça ao tesouro: os artistas não estão agrupados de acordo com o país de proveniência, eles estão espalhados pelos 8 mil metros quadrados do andar térreo do Padiglione Spadolini na Fortezza da Basso de acordo com micro-temas. Na verdade essa forma de apresentação é interessante porque evita a formação de guetos e comunidades “isoladas” e promove a integração, a colaboração, o mix cultural. E no meio do caminho você ainda tem a oportunidade de ver coisas interessantes de artistas do mundo todo… mas com um pouco de ajuda consegui conversas com 4 artistas que gostaria de apresentar aqui para vocês.

Artistas Brasileiros na Bienal de Florença 2017

Carla Fatio

Carla Fatio é uma artista suíço-brasileira muito envolvida com questões de preservação ambiental. Com um currículo de dar inveja que inclui de Doutorado em Ciências com foco em Produção Artística e Crítica Cultural na América Latina pela USP /PROLAM e diversos prêmios como o ISO World EnvironmentAWARD ela chama atenção com a profundidade e leveza de suas obras. Ela traz a obra “Dança das Pétalas” que faz parte da série “Rosas para Anna”. Abaixo ela se apresenta:

Para saber mais sobre a artista: visite o site oficial da Carla Fatio


Daniel Bordi

Este paulistano nascido em Campinas e radicado em São Paulo conhece bastante a Italia: no passado ele morou no país por aproximadamente um ano e está participando da Bienal de Arte Contemporânea de Florença pela segunda vez. Abaixo ele resume um pouco do seu trabalho e obra, confira o vídeo:

Para saber mais sobre o artista: visite o site oficial do Daniel Bordi


Judith Klein

Pela segunda vez na Bienal de Arte Contemporânea de Florença, a artista húngaro-brasileira Judith Klein apresenta duas obras da série “Brasil em Cinco Cenas”. Através de um trabalho de colagem em três dimensões, ela retrata o Rio de Janeiro com a favela da Rocinha e Salvador com o Pelourinho, em obras supercoloridas e detalhadas.

Como você pode ver no vídeo acima ela aproveita para fazer uma crítica do apoio que recebe do Brasil: “Eu nunca consegui nem um apoio financeiro (do governo brasileiro), nem um apoio institucional em nada do que eu fiz em relação a promoção (…) então eu tenho essa espécie de mágoa porque aqui na Hungria onde eu vivo há muito menos tempo eu já recebi várias vezes apoio, inclusive financeiro do governo húngaro também por causa do meu trabalho sobre o Brasil. Eu faço promoção do Brasil no exterior, tenho muito prazer em fazer isso, mas eu gostaria de chamar atenção de quem está envolvido nisso para que aconteça algo de bom para promover os artistas e produtores culturais para que o trabalho da gente seja mais reconhecido, mais valorizado.”

Para saber mais sobre a artista: visite a página facebook de Judith Klein


Osvaldo Chiquesi

O artista brasileiro Osvaldo Chiquesi está participando pela terceira vez da Bienal de Arte Contemporânea de Florença e, inclusive, na edição de 2015 ganhou o prêmio Lorenzo Il Magnifico. Natural da cidade de Itápolis no estado de São Paulo, o artista já participou de outras exposições na Itália como a Bienal de Roma de 2010 ou a Art Padova em 2011. Este ano ele trouxe três obras e aqui um pouquinho do trabalho dele:


Termino o artigo de hoje com uma frase que li hoje:

“Aquele que trabalha com suas mãos é um operário.
Aquele que trabalha com suas mãos e mente é um artesão.
Aquele que trabalha com suas mãos, mente e seu coração é um artista.” – São Francisco de Assis

E você, tem alguma experiência para compartilhar com a gente sobre a Bienal? Gostaria de deixar uma opinião, sugestão, dica? Comente!

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