28/02/2022 – Um dia a gente acorda de manhã e se depara com a possibilidade do início de uma 3º Guerra Mundial. Não bastassem dois anos terríveis de pandemia, de medo, de insegurança. Quando as coisas pareciam melhorar e começávamos a ver a luz no fim do túnel caem as primeiras bombas em Kiev.
Por razões que fogem completamente a qualquer racionalidade, de repente o problema fica grande demais. Alguns poucos homens no poder tem capacidade de decidir o futuro de bilhões de pessoas em todo mundo.
Não importa que a população na Italia não queira uma guerra e faça manifestações pela paz nas principais cidades italianas como Milão, Florença, Roma, Bolonha.

Abaixo a foto da Praça da Catedral de Milão lotada com manifestantes pela paz:
Leia: Viareggio, carnaval da paz na Italia
Abaixo algumas imagens da manifestação em Florença pela paz:
Aqui as imagens divulgadas pelo prefeito de Florença, Dario Nardella:
Não importa que os próprios russos tenham se mobilizado contra uma guerra e alguns tenham sido até presos como mostram as imagens abaixo:
Como se faz para impedir uma guerra?
A grande pergunta do momento é “Como se faz para impedir uma guerra?” Com mais violência? Mais guerra? Bastarão as manifestações pela paz, que hoje mal foram notícia nos jornais italianos?
Possibilidade de uma guerra nuclear que envolva a Italia
Hoje na capa do jornal italiano La Repubblica um dos destaques é a matéria em Focus: “Existe um perigo de conflito atômico?” E a resposta da matéria é que existem sim motivos de preocupação.

A jornalista Elena Dusi escreveu: “Na manhã de domingo, o líder do Kremlin deu um passo à frente, ordenando que as forças de dissuasão nuclear estivessem em alerta: ‘prontas para lutar’. A escalada – mesmo que apenas em palavras – continuou com o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko. Ele também lançou seu golpe: “Concordamos com Putin em usar essas armas, que farão com que poloneses e lituanos passem o desejo de fazer a guerra”. Segundo o artigo, o presidente bielorusso teria dito que as sanções contra a Rússia a estariam levando em direção a uma terceira guerra mundial.
Nem mesmo a Italia estaria fora de uma guerra nuclear. Em uma entrevista de La Repubblica a Paolo Cotta-Ramusino, cientista do Instituto Nacional de Física Nuclear, professor de armas nucleares, desarmamento e proliferação nuclear da Universidade de Milão e secretário-geral das Conferências Pugwash, uma ONG internacional que lida entre outras coisas com desarmamento nuclear e ganhou o Prêmio Nobel da paz em 1995 ele disse:
“Na Italia existem umas 50 ogivas atômicas. Em Ghedi, na província de Brescia, podem usar sistemas de lançamentos italianos. Em Aviano, na província de Pordenone, sistemas de lançamentos americanos. As armas pertencem a Otan, que não dispões de ogivas nucleares próprias. São de propriedade dos Estados Unidos.”
Na capa do jornal italiano Corriere della Sera as coisas não parecem mais tranquilas. Em destaque tem um box escrito: “Ucrânia: Putin ordena sistema de defesa nuclear em alerta”.

E o artigo do Corriere mostra esse vídeo de Putin que ordena ao ministro da Defesa russo e ao chefe do Estado-Maior do Exército que coloquem as forças de dissuasão, que também incluem o arsenal nuclear, em um “regime especial de combate”.
As declarações do francês Macron
O presidente francês Emmanuel Macron comentou: “A guerra está aqui, em nosso solo. Nos tempos trágicos em que vivemos, a Europa não tem escolha senão tornar-se uma potência.”
Posição do governo italiano
No dia 27/02/2022 o governo italiano publicou uma nota oficial afirmando que “A Itália dá o seu total e pleno apoio ao pacote de medidas contra a Federação Russa apresentado hoje pela Comissão Europeia. A agressão da Ucrânia é um ato bárbaro e uma ameaça para toda a Europa. A União Europeia deve reagir com a máxima firmeza.”

A nota se refere às sanções decididas pela União Europeia que estariam gerando a possibilidade de um ataque ainda mais forte por parte da Rússia. Ontem, a presidente UE, Ursula von der Leyen declarou: “Pela primeira vez, a UE financiará a compra e entrega de armas e equipamentos a um país sob ataque.”
Qual será o papel do Brasil nessa história toda?
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro disse no dia 26/02/2022: “Volto a afirmar que eu e meu governo estamos focados em garantir a segurança do nosso país, proteger os interesse do nosso povo, auxiliar os cidadãos brasileiros que se encontram nas regiões conflagradas e contribuir para uma resolução pacífica do conflito.”
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil esteve recentemente no Irã para estreitar acordos bilaterais (leia aqui) e o presidente Bolsonaro esteve na Rússia há algumas semanas. Mas era um cenário anterior ao atual, onde o clima está ficando cada vez mais tenso.
Nos últimos dias o presidente Bolsonaro reafirmou que a posição do Brasil é de cautela.
Esperamos que seja possível que o Brasil fique o mais imparcial e distante desta guerra. E se tiver que entrar em guerra, que não entre contra a Italia. Já pensou que situação surreal? Não, melhor não pensar.
Os hackers salvarão o mundo?
O Anonymous ameaçou Putin: “Se você continuar a guerra, acontecerão ataques hackers inimagináveis. Os seus segredos não estarão mais seguros, em breve você vai sentir a nossa raiva.”
Haja bônus psicólogo para aguentar esses tempos.
O que você está achando dessa história toda? Escreva nos comentários o seu ponto de vista e suas sugestões para que possamos chegar em uma solução pacífica.
Gostou da dica? Reservando através dos nossos links você apoia o Brasil na Italia e nos ajuda a continuar compartilhando conteúdos como este – sem pagar nada a mais por isso.
RESERVE SUA ACOMODAÇÃO AGORA
Você encontra as melhores ofertas e ainda colabora com o nosso site. Obrigada!
GETYOURGUIDE: RESERVE TRANSFERS E TOURS ONLINE
Reserve transfers, tours e excursões na Italia e no mundo com a nossa parceira Get Your Guide


