Os brasileiros sempre tiveram uma relação especial com a Italia. Leia aqui 5 coisas que você provavelmente não sabia sobre o último imperador do Brasil (e a relação dele com a Italia). Vamos lá!
Índice do artigo:
1- Nome completo do último imperador do Brasil
2 – O último imperador do Brasil se casou com uma italiana
3 – A caricatura foi introduzida no Brasil durante o Segundo Reinado
4 – O último imperador do Brasil escreveu mais de 43 diários
5 – É possível ficar hospedado em Milão no mesmo quarto do último imperador do Brasil
1- Nome completo do último imperador do Brasil
Você sabe me dizer como se chamava o último imperador do Brasil?
Não vale responder apenas D. Pedro II. Precisa dizer o nome completo!
Oficialmente D. Pedro II se chamava Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Habsburgo.
O último imperador do Brasil nasceu no Rio de Janeiro, em 1825 e faleceu em Paris, na França, em 1891.
Foi aclamado imperador com apenas 5 anos, quando seu pai, D. Pedro I, abdicou do trono, em 1831.
Mas oficialmente só assumiu o cargo aos 14 anos, quando anteciparam a sua maioridade através de um decreto assinado em 1841.
Para quem estiver no Rio de Janeiro a dica é visitar o Museu Imperial para ver ao vivo obras como “O ato da coroação e sagração de D. Pedro II”, uma pintura realizada por volta de 1842 que está na ala do Segundo Reinado do Museu Imperial. Outra atração é a coroa imperial de D. Pedro II.
2 – O último imperador do Brasil se casou com uma italiana
O casamento do último imperador do Brasil, D. Pedro II, foi repleto de episódios interessantes.
O primeiro fato curioso é que D. Pedro II não conhecia a sua esposa pessoalmente.
Mas você pode estar achando que pelo menos ele teve oportunidade de vê-la no dia do casamento, não é? Nada disso.
O segundo fato curioso – que hoje pareceria um absurdo – é que D. Pedro II não compareceu pessoalmente no dia do seu casamento!
O casamento foi realizado por procuração, algo que era considerado normal, já que as viagens eram longas e demoradas (ainda não existia avião e promoção de passagem aérea, dá para imaginar?).
D. Pedro II se casou com dona Teresa Cristina de Bourbon, que era a princesa real das Duas Sicílias, no dia 30 de maio de 1843.
Naquela época a Italia ainda não se chamava oficialmente Italia e era dividida em diversos reinados. A união da Italia só aconteceu oficialmente no dia 17 de março de 1861 (já falamos sobre isso aqui).
A cerimônia religiosa foi realizada na Italia, mais precisamente em Nápoles, na Real Capela Palatina.
Existe uma pintura que retrata a cerimônia de casamento sem o noivo, que permaneceu no Brasil e foi representado pelo irmão da noiva, o príncipe Leopoldo de Bourbon, conde de Siracusa.

A noiva só foi conhecer o marido alguns meses após o casamento. No dia 1º de julho de 1843, a imperatriz Teresa Cristina embarcou na fragata Constituição e chegou ao porto do Rio de Janeiro em 3 de setembro do mesmo ano.
3 – A caricatura foi introduzida no Brasil durante o Segundo Reinado
Uma das caricaturas mais antigas do Brasil é a imagem de D. Pedro II, o último imperador do Brasil, realizada pelo artista Raphael Augusto Prostes Bordallo (1846-1905)
4 – O último imperador do Brasil escreveu mais de 43 diários
Se no século XIX existisse já internet e blogs e viagem certamente o último imperador do Brasil seria um travel blogger.
D. Pedro II deixou 43 volumes com seus diários escritos entre 1840 e 1891. O conteúdo desses diários foi publicado pelo Museu Imperial, em 1999 sob organização de Begonha Bediaga.
Nos seus diários ele relatava viagens, pelo Brasil e no exterior. Veja abaixo um PDF com o índice dos 43 volumes:
Quem quiser pode consultar os diários em formato de texto (PDF) e conferir mais de cinco mil páginas dos diários de D. Pedro II aqui no site do Museu Imperial.
Mas engana-se quem pensa que o último imperador do Brasil começou a viajar cedo.
A primeira viagem ao exterior de D. Pedro II foi realizada apenas em maio de 1871, quando ele já tinha 45 anos. E naquela época viajar não era tão agradável assim.
No volume 11, onde ele conta a primeira parte da sua primeira viagem ao exterior ele reclama do enjôo, das crianças chorando, da comunicação em inglês”.
D. Pedro II escreveu: “No dia 25 pouco depois das 5h começou N.E. forte e tive de ir estudar os homens horizontalmente. Contudo vomitei pouco. A noite foi boa apesar dos choros de crianças; ânsias de enjoados; arrastamentos como de cadeiras; um verdadeiro
castelo de Ana de Radcliffe. Jogou muito o vapor e a água lavou sofrivelmente a tolda e entrou pelos hatchways apesar da
caution. Consolava-me refletindo que outro vapor jogaria mais. Ontem pelas 2h da tarde amainou o vento mas eu só me animei a surgir esta manhã e vou muito bem na tolda onde estou escrevendo. Já vou conhecendo a gente de bordo que enjoou quase toda ontem, rolando um inglês pela escada.“
A Italia sempre causa boas impressões. Ao chegar em Brindisi, no estado de Apúlia, o último imperador do Brasil escreve:
14 de novembro de 1871 — 6h 20’ da manhã. Bons dias cara amiga.
Avista-se o porto de Brindisi.
Que bela viagem! Compensação da ida para Alexandria.
11h Almocei a bordo às 8, pouco depois da chegada. Já telegrafei e escrevi a Você.
Que saudades veio sua carta ainda fazer-me mais!
5 – É possível ficar hospedado em Milão no mesmo quarto de D. Pedro II
O Grand Hotel et de Milan que hoje faz parte do grupo The Leading Hotels of the World, foi inaugurado em 1863 e já naquela época era considerado um ambiente de luxo para viajantes nobres que passavam por Milão.
Só para dar uma ideia naquela época era o único hotel de Milão com serviço de correio e telegrafico. Por isso era um hotel muito frequentado por diplomáticos e homens de negócios. Imagine que já no final do século XIX o hotel contava com 200 quartos.
O maestro Giuseppe Verdi se hospedou no Grand Hotel et de Milan em 1872. Naquele período Verdi trabalhou na realização de “Otello” e depois “Falstaff”.
No dia 30 de abril de 1888 o então proprietário do hotel, senhor Spatz, recebia com todas as honras da casa o Imperador D. Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina no seu hotel em Milão. Para a ocasião ele decorou os apartamentos reais e transformou a entrada e as escada do hotel em um charmoso jardim tropical.

Durante a estadia em Milão, o Imperador d. Pedro II ficou gravemente doente. Por este motivo seu retorno ao Brasil foi diplomaticamente atrasado, permitindo que sua filha, a Princesa Isabel, assinasse no Brasil a famosa Lei Áurea que abolia a escravidão no Brasil.

Em homenagem a assinatura da Lei Aurea no Brasil, o proprietário do Grand Hotel et de Milão mandou realizar uma estátua de uma índia com plumas que “mata as serpentes da escravidão”. A estátua se encontra ainda hoje na entrada do hotel.
O quarto de D. Pedro II no Grand Hotel et de Milan é conhecido como “Superior Suite 123” e ainda hoje possui o charme do período imperial. A suíte é decorada com algumas imagens do Imperador. Que tal: você gostaria de ficar na suíte de D. Pedro II?

Reserve aqui sua suíte no Grand Hotel et de Milan – The Leading Hotels of the World
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