Esta semana tive a oportunidade de viver um evento especial: o Scirocco. Trata-se de um vento que vem da África uma vez por ano e dura cerca de 2 dias. No entanto, não é um vento normal: trata-se de uma ventania quente que faz a Sicilia ferver!

Minha primeira sensação foi uma alegria incrível por conhecer uma coisa nova: “que irado, parece que estou na frente de um secador de cabelo gigante ligado a temperatura quente máxima”, pensei. Pois é, mas a alegria durou talvez uma hora.

Depois a coisa foi ficando quente. Na hora de dormir, aquele tradicional hábito de deixar a janela meio aberta para entrar o ventinho gostoso da noite, foi cancelado. Melhor fechar todos os vidros, para evitar que a casa, que já estava quente, ficasse ainda mais tórrida.

Para tentar amenizar o calor, as pessoas ligam ventiladores e ar condicionado. Resultado: caos nas centrais elétricas que registraram um super consumo de energia e geraram black-outs em diversos bairros de Palermo. Fora os incendios naturais. A temperatura chegou a 45 graus.

Me arrisquei a ir a praia, em Mondello, point italiano, que no entanto, estava quase vazia. Ficar sob o sol era uma penitência, mas a água fresca do mar dava um certo alívio. Chegando em casa, lavei minha canga e biquini em uma bacia. Saíram pingando da bacia. Estendi. Uma hora depois fui conferir no varal e estavam fervendo, já esturricados!

Foi uma experiência muito interessante e adorei viver ao vivo algo que estudava nas minhas aulas de geografia. Mas, socorro, viva o verão, mas não tanto! 🙂