Não consigo parar de cantar essa canção do Jovanotti. Piove, senti come piove, madonna come piove… A coisa interessante da chuva em uma cidade como Firenze é que basta cair algumas gotas para o trânsito parar. Um percurso que em geral levaria 10 minutos pode durar até 30 minutos e você já começa a testar a sua paciência natalina. Afinal, a uma semana do natal ninguém pode sair dizendo palavrão. É Auguri de lá e auguri de cá. E todo mundo em contagem regressiva.
Mas voltemos a explicação do trânsito. Tem quem diga que o fiorentino não pode ver duas gotinhas para pisar no freio. Não é verdade. A questão é que todas aquelas pessoas que costumam se locomover de bicicleta ou motorino pegam o carro (ou um ônibus) e o resultado é uma lentidão de fazer você se arrepender por não ter preferido a versão “bicicleta com chuva”.
Digamos que você opte pelo transporte público. Bem, a sua situação não melhora porque o busunga já está mais lotado do que o normal e ainda por cima todas as pessoas fecham imediatamente a janela. A isso adicione o aquecimento ligado e o resultado é uma sauna a vapor! Você praticamente morre sufocado, os vidros todos embaçados; uma senhora que quer passar; uma menina que insiste em entrar no ônibus já lotado, não cabe, a porta não fecha, mas ela fica no meio do caminho, o ônibus não parte sem a porta fechada e lá está você atrasado.
Se ainda tivesse um bendito metrô em Firenze, vá lá. Mas invés disso estão construindo uma Tramvia (bondinho) que não fica pronto nunca e as obras deixam a ruas que já são poucas, ainda mais estreitas. Ai, ai… e vamos que vamos! Só mais alguns dias…
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