Enquanto os brasileiros querem vir para a Italia, os italianos querem viver o Brasil. A Globo.com publicou uma notícia sobre o tema com o título “Italiana foge do frio europeu para trabalhar no verão do Rio“. Fiquei sabendo da notícia graças a Chica, que me enviou o link por e-mail e achei que tinha tudo a ver com o blog.

Expandir os horizontes

A personagem da matéria é uma italiana que se chama Paola Caravaggi e uma sua frase me chamou muito a atenção. Ela diz:

Além do português, aprendi a levar a vida mais de leve. Na Itália todo mundo está sempre com pressa, com cara feia, pensando negativo. Aqui não é assim. Todo mundo é mais alegre. Mesmo com problemas muito grandes, pegam leve, como se fala. Então, eu aprendi”

Fiquei pensando: poxa, quando eu vim para a Italia pensava exatamente o contrário. Pensava que na Italia todo mundo levava a vida mais leve, enquanto no Brasil todo mundo vivia correndo, os prazos eram sempre “para ontem”, um stress sem fim.

Acho que mudar de ares em alguns casos faz muito bem. Não importa tanto o destino, mas o espírito que você leva consigo. Em geral, deixamos para trás as coisas que não gostamos e nos abrimos para aquelas que queremos para a nossa vida.

É bem verdade que com o passar do tempo, pode ser que a gente comece a sentir um pouco de falta do agito, do estar sempre ocupada, do fazer mil coisas ao mesmo tempo. Mas aí, basta procurar um “pouco de sarna para se coçar”, já diria o ditado. Quem procura acha. rs! E como tenho constatado, não depende tanto de onde você está, mas como você age e pensa.

Bom sábado para vocês!

5 COMENTÁRIOS

  1. Super interessante esse post, eu penso exatamente como vc qud chegou aqui, ao contrario da italiana “fugida”. Achei q aqui todo mundo leva a vida mais leve, com cara mais alegre..

    Bom, hj é dia dos namorados e tive q ir a minha ex-cidade, px a Trento, tanto na ida qud na volta nunca vi um dia dos namorados com tantos casais na rua! no brasil nunca vi um dia dos namorados tao bem comemorado como vi hj. Casais de todas as idades. Em pleno metro em Milao agora a noite, 2 casais de idosos, super chiques, provavelmente indo a alguma janta ou baile! mt legal!
    Abraços e bom sabado!

  2. @ Mamães na Italia
    É verdade, na Italia vejo casais abraçadinhos o tempo todo. Deve ser o frio que dá mais vontade de ficar pertinho…

  3. Achei interessante e por isso te mandei. Aquela italiana estava feliz da vida por aqui e vivendo de modo bem simples, mas feliz “por dentro”! um beijo,chica

  4. Os italianos que conheço também dizem a mesma coisa: nós brasileiros levamos a vida mais leve, sem stress e com sorriso no rosto.

    Esses dias estava lendo meus livros para o exame da universidade sobre as várias formas de turismo. O que acontece é que a italiana da reportagem ainda está vivendo o Brasil como turista, mais precisamente como turista experimentalista (não sei se se diz assim em português). Se bem que a definição técnica de turismo não aborda atividades remuneradas. Mas enfim, ela está experimentando uma vida nova, conhecendo a língua, a cidade o modo de vida do brasileiro, assim como fomos nós no início de nossa aventura na Itália.

    Hoje eu penso que nem na Itália e nem no Brasil as pessoas vivem mais tranquilamente, sem pressa e sem problemas. Quando me dizem que os brasileiros é que sabem viver, que não tem preocupações e apesar dos problemas levam a vida numa boa, digo que a média de vida de um brasileiro é de 60 anos, enquanto a de um italiano de 90.

  5. Acho que viajando, especialmente quando se faz “turismo”, o distanciamento físico das coisas rotineiras faz com que a gente consiga fazer algo muito difícil nas nossas vidas diárias, que é se distanciar e dimensionar as coisas. De repente, aquele problema não diminui, mas também não precisa ser solucionado agora… Assim que você deixa de ser turista e realmente se fixa, seus problemas vem junto morar com você.

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