Um dos destaques da edição online do jornal La Repubblica de ontem foi a temática dos estrangeiros na Italia. O título da notícia era “Berlusconi defende Maroni: “Não a Italia multietnica“. E continuava: “O ministro dell’Interno exclui mudanças na sua linha dura após polêmica. E o premier o apóia: ‘Não abriremos as portas a todos como fez a esquerda’ “. Logo em seguida o link para a notícia de um milhão de pedidos de cidadania italia aos descendentes de velhos imigrados.

Nas entrelinhas

Na verdade a matéria é de certa forma uma crítica ao governo atual que quer fazer uma linha dura aos estrangeiros quando os italianos no exterior são mais de quatro milhões. Aí entra a notícia de que atualmente, segundo os dados obtidos através dos consulados, existem mais de 996 mil pedidos de reconhecimento de cidadania vindos de Brasil, Argentina, Venezuela e Uruguai (dados relativos ao início de 2008).

O jornal explica que, com as novas normas sobre a cidadania de 1992, o direito foi estendido também a quem tem laços de parentesco até o segundo grau com italianos emigrados. “São os descendentes que não receberam a cidadania de pais ou avós, normalmente por causa da perseguição durante a guerra (…) A Lei de 92 nasce como uma espécie de reparação histórica em relação aos efeitos que o fascismo teve para a comunidade no exterior” – explica Giulio Mattiazzi, pesquisador da Universidade de Padova entrevistado pelo jornal.

Fuga de cérebros

O jornal chama atenção também para a fuga dos italianos qualificados que, após terminar a faculdade, preferem partir para outros países, em geral Alemanha e França. Segundo um estudo, em geral quase todos os entrevistados italianos que foram morar no exterior encontraram empregos melhores, de nível médio-alto e muito mais estáveis, uma demonstração de que as competências são mais valorizadas do que na Italia.

3 COMENTÁRIOS

  1. B.
    Voce esclareceu um pouco mais, mas assim que vi o titulo da materia comecei a soltar mil palavroes contra esse racista desse primeiro ministro e todo seu staff neofascista!!
    Eu nao tenho cidadania e, sinceramente, nao sei nem se vou ter… anyway. Independente da minha escolha pessoal, que pode mudar, como tudo na vida, o que me aflige aqui é a xenofobia, que como voce bem lembrou, é totalmente sem pé nem cabeça primeiro porque tem italiano pra tudo que é lado no mundo, muito bem instalado e muito bem tratado, e segundo porque eu nao entendo como é que o generalismo absurdo ainda impera nesse mundo! Ai..ai.. Cansa, viu?

  2. Silvio Berlusconi, sem duvida é mais uma macha negra da política italiana.
    Um pais tão belo e maravilhoso poderia ter um presidente melhor do que este racista!
    Sou Bisneto de italianos e a 4 anos consegui a dupla cidadania, isso depois de ter que provar durante 2 anos que meu bisavó veio pro Brasil durante a segunda guerra mundial.
    Tivemos que contratar um detetive na Itália, pra poder investigar as minhas origens, porque o cônsul italiano não estava acreditando nos meus pais, pelo simples fato de eu ser negro.
    Dói saber que ainda existe este preconceito em um pais tão querido como a Itália.

  3. O problema da “fuga de cérebros” é geral! Há um tempo atrás, li uma matéria falando dos pesquisadores ingleses que estão indo para os EUA em busca de melhores condições de trabalho!
    Abç,

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