As diferenças entre cultura brasileira e italiana

As diferenças entre cultura brasileira e italiana

Antes de vir morar na Italia imaginava que as diferenças culturais entre o país-tropical-abençoado-por-Deus e a terra do Papa seriam praticamente inexistentes. Não me refiro a diversidade geográfica e climática, mas sim a de personalidade dos habitantes. Depois de quase quatro anos morando na Italia começo a enxergar melhor essas pequenas “sutilezas” de comportamento. Sua vida na Italia poderá ficar muito mais fácil se você entender certas coisas…

Isola dei Famosi

Esses pensamentos vieram à tona ontem à noite, quando assistia um dos episódios finais do reality show italiano Isola dei Famosi. Um grupo de “náufragos” famosos e não famosos deve sobrivever em uma ilha deserta em Honduras, no Caribe, sem ausência de qualquer comodidade moderna, mais ou menos como deviam viver os seres humanos nos primórdios dos tempos. A apresentadora Simona Ventura selecionou candidatos bem variados, entre eles uma brasileira, Veridiana Mallman que foi eliminada ontem.

Resolvi falar sobre Veridiana porque ela representa o retrato do brasileiro recém chegado: chegou na Italia há cerca de 8 meses, não fala o italiano muito bem, ainda tem o espírito mais para brasileiro do que para o italiano.

O sorriso

Os brasileiros são muito bem recebidos pelos italianos, mas existem coisas que despertam dúvidas e geram incômodo. Uma delas é o sorriso constante. Veridiana por exemplo: estava sempre rindo. É a natureza brasileira, não sei nem da onde vem, mas em geral somos um povo feliz, o sorriso sai fácil.

O italiano se sente intimidado com tanto sorriso. Pensa: ou essa pessoa é pouco inteligente ou está tirando com a minha cara. O sorriso gera desconfiança: “essa pessoa é uma falsa, está tentando me convencer de que é feliz o tempo todo.”

Não que os italianos não sejam felizes, não me interpretem mal. Mas os ânimos são mais contidos, as emoções são escondidas. Quem ri sempre são os estúpidos, aquelas pessoas com algum tipo deficiência (e aqui existem muitos, não sei se é a natureza ou se no Brasil eles vivem segregados e escondidos).

Quem me deu essa lição foi uma senhora dos seus 50 anos de origem Pugliese que logo no início da minha vida italiana veio a ser minha “chefe”. Um belo dia ela virou para mim e disse “mas porque você está sempre rindo?” e me explicou suas desconfianças de que ou eu tinha problemas ou estava tirando sarro da cara dela. Bem, no meu caso o trabalho durou uma semana, saí correndo de lá!

Capacidade de expressão

Voltemos a Isola dei Famosi. Quem teve a oportunidade de assistir o programa deve ter visto como era um drama cada vez que Veridiana abria a boca: ela falava muito e dizia pouco. Ou seja: usava muito tempo e muitas palavras sem transmitir seu pensamento com clareza. Dava até para perceber uma certa impaciência de Simona Ventura, tentando interrompê-la o mais rápido possível.

Assim como o telespectador se entendiava quando ela falava, na vida real acontece a mesma coisa: o interlocutor não tem muita paciência para escutar e acaba não prestando muita atenção. Com o tempo isso gera aquela sensação de “ninguém me entende”. Mas para felicidade geral, um pouco de estudo resolve o problema.

Belen, outra “náufraga” da Isola dei Famosi, também vem da América do Sul (Argentina), mas já não enfrenta essa mesma dificuldade de expressão. Os anos de Italia e o namorado italiano (o jogador de futebol Marco Borriello) ajudam.

Relacionamento

O brasileiro está acostumado a ter um milhão de amigos. Você senta em um bar, conhece uma pessoa nova, na próxima vez que o encontrar já o apresentará como “esse aqui é meu amigo fulano de tal”. Na Italia receber o título de “amigo” é quase tão difícil como conquistar uma medalha de ouro nas Olimpíadas.

Se você trabalha sempre com uma pessoa, depois vai a uma festa com essa pessoa, como a apresenta? O italiano dirá “questo é il mio collega fulano de tal”. Sim, sempre colega mesmo que vocês trabalhem juntos há anos!  Será que é só um modo para dizer a mesma coisa? Vamos apelar ao dicionário

Collega: compagno di professione, di studi, di ufficio, ecc. Socio in un’impresa, in un’attività, chi si trova nelle stesse condizioni di un’altra persona.
Amico: che è benevolo; chi è legato a qualcuno con affetto e familiarità: l’amico d’infanzia, l’amico del cuore.

Entenderam? O que diferencia um do outro é o sentimento. O collega é um colega por simples casualidade, o amigo é aquele do coração, que faz parte da nossa vida.

Talvez o brasileiro chame todo mundo de amigo porque mesmo por um breve período de tempo, deixa que aquela pessoa entre no seu coração. Aqui é preciso demonstrar, provar, merecer.

Na Italia cada um tem o seu papel e deve saber muito bem como não ultrapassar os limites da vida alheia. Tanto é que uma das expressões mais usadas é “Non mi permetterei mai” ou “Non ti permettere”.

No caso de Isola dei Famosi, Veridiana era a mais influenciável das pessoas. Parecia concordar com tudo e com todos e transmitiu assim a idéia ao público italiano de ser falsa. De não ter caráter. Da perspectiva brasileira eu diria que ela é simplesmente uma menina jovem que queria ser feliz, abraçada, se divertir, dar risada e que sofria porque de um lado o seu namorado dizia uma coisa, do outro sua amiga Belen dizia outra e ela ia para lá e para cá, sem assumir uma posição. Sem saber analisar a situação a fundo, sem olhar crítico. Muito mais guiada pela emoção.

Conclusão

A chave para entender as diferenças entre a cultura brasileira e a italiana é a emoção e o olhar crítico. Os brasileiros são emotivos, os italianos críticos. Para o italiano o ser muito emotivo é pouco preparado. Para o brasileiro, o ser muito crítico pode parecer simplesmente um infeliz. Dois lados da moeda, que misturados podem render um ótimo tempero! (ou uma crise de personalidade… rs)

Barbara Bueno é uma jornalista brasileira que mora em Florença desde março 2005. Foi para a Toscana em busca das suas origens italianas; em janeiro de 2007 criou o BRASIL NA ITALIA. Em 2010 foi a responsável pelo blog oficial da Região Toscana escrito em inglês (http://www.turismo.intoscana.it/allthingstuscany/aroundtuscany) e atualmente trabalha com comunicação digital e tradicional. Dúvidas sobre a Italia são respondidas exclusivamente online. Escreva um comentário abaixo ou publique sua pergunta aqui.

51 COMENTÁRIOS

  1. Esse problema do sorriso nao eh soh na Italia nao. Na Inglaterra perdi 2 empregos porque sorria muito…

    E essa coisa do brasileiro falar muito sem dizer nada irrita mesmo. Hoje em dia ateh para assistir jornal eu me irrito, parace que as unicas palavras do vocabulario nacional sao “legal”, “maneiro”, “gostei”, “nao gostei”. A impressao eh que as pessoas nao tem mesmo opiniao. Se voce me ver respondendo algo dessa forma pode ter certeza que eh porque eu nao estou interessada em discutir o assunto.

  2. Nossa, essa foi uma das melhores analises que ja vi das diferencas do comportamento entre brasileiros e italianos.

    Morei 2 anos na Italia, e, fiz muitos colegas, nenhum amigo italiano.

    Os unicos amigos que fiz foram ingleses e americanos.

    Agora estou morando na Inglaterra, e vou te dizer, por mais que eles sejam realmente educados, sao muito mais amigos tambem, te deixam entrar mais facil na vida deles, sao mais pacientes com as dificuldades linguistas, te ouvem, se esforcam pra te ajudar, entender e corrigir, outro mundo, da Italia agora soh quero o vinho…

  3. Caramba , ci sono persone come me che ridono parecchio , sono allegre e considerano amici anche i colleghi , peró se a e sembra cosi ne prendo atto. Poi , penso che siamo parecchio emotivi , forse troppo e che questo generi il dover nascondere le emozioni , se no sei una femminuccia …Poi incontro tanti brasiliani che han passato tempo in Europa e sentenziano ” os itálianos são os mais parecidos com os brasileiros ” ou ” morei na Inglaterra com 2 itálianos , um do norte um do sul e achei que a forma de lidar deles era muita parecida com a nóssa”. Chissá com’é !
    Vi que colocou o site da Condor , agora em parceria com a Tam chega até o sudeste. bjs

  4. Olá,

    Não vou entrar no mérito das diferenças de personalidade entre italianos e brasileiros, sou brasileiro, tenho já cidadania italiana, mas a Itália só conheci como tursita, portanto qualquer julgamento sobre a forma de ser e viver do povo italiano seria precipitada.

    Só achei de profundo mau gosto e de total infelicidade a frase: ” Quem ri sempre são os estúpidos, aquelas pessoas com algum tipo deficiência (e aqui existem muitos, não sei se é a natureza ou se no Brasil eles vivem segregados e escondidos)”.

    Pessoas com algum tipo de deficiência não são estúpidos, creio haver mais estúpidos entre a população dita “normal”. Ao meu, ver , não sei se vc. ri muito, mas acaba de dizer uma estupidez sem tamanho.

    Eu me orgulho imensamente de ser pai de um rapaz portador da Sindrome de Down. Ele tem 24 anos, trabalha, já está alfabetizado, tem página no Orkut, joaga e assiste futebol, enfim, procura levar uma vida a mais normal possível. Nunca esteve segregado ou escondido, estudou por algum tempo em escolas junto com todas as outras crianças, frequenta o clube, vai ao cinema e ao shopping.

    Felipe ri sim e muito, mas só quando acha graça em algo, como eu e como vc. Ele também tem seus momentos de introspecção e de tristeza. Graças à Deus ele é uma pessoa feliz e, principalmente, pura porque jamais chamaria, como vc. fêz, alguém de “estúpido”. Que pena para vc….

  5. Caro Renato Gagliardo,

    De modo algum eu gostaria de ofender o seu filho ou qualquer pessoa que tem síndrome de down ou alguma forma de deficiência.
    Devo dizer que durante toda a minha vida escolar no Brasil (15 anos) nunca vi na minha escola nenhuma pessoa com síndrome de down. Na minha roda de amigos brasileiros também nunca tive a oportunidade de conhecer nenhum. Não por preconceito ou discriminação. Simplesmente porque nenhum deles passou pela minha vida. Na Italia, no entanto, conheci diversos. Um que morava no andar de cima. Outros dois que estudam com a filha de uma amiga. E vejo vários pela rua, coisa que muito chamou minha atenção. Talvez eu que vivesse em estado de segregação no Brasil!

    Usei a tal expressão porque muitas vezes pessoas com deficiência agem sem uma motivação “lógica”. Podem repetir uma mesma frase sem senso por uma hora ininterruptamente, começar a rir do nada (ou chorar). Talvez esse não seja o caso do seu filho, mas de uma determinada pessoa que conheci por breves momentos. Na minha ignorância, atribuía o fato a uma falta de inteligência (o sinônimo seria estupidez), mas pode ser falta de alguma outra coisa que o senhor poderá me explicar melhor. Tentei usar a palavra estúpido no sentido mais ingênuo e não como xingamento.

    Se por acaso insultei alguém peço desculpas porque não era essa a intenção.

  6. Prezada Sra.,
    (Não consegui descobrir seu nome)

    Da minha parte está tudo bem. Não sei há quanto tempo mora na Itália, mas os Downs em geral e também portadores de outras síndromes como, por exemplo, os autistas, estão cada vez mais integrados à sociedade e lutando contra os preconceitos!

  7. @ Vicky
    Realmente o “legal” é sinônimo de “sai para lá chato!”… rs!
    A proposito, você agora está morando em New Mexico? Estive por lá muitos anos atrás e parei em um bar na estrada fantástico que se chamava “Cornudas” e tinha umas botas de cowboy no lugar de pé da mesa..

    @ Rodrigo Fante
    Bom ver você por aqui. Visitei esses dias o seu Yoomp, vi que está crescendo. Parabéns. Vai ficar aí por Londres para sempre, é?

    @ Celecelestino
    Lo so, lo so, in Italia esistono persone meravigliose. Per questo sono qui!
    Però è anche vero che è un po’ piu’ difficile entrare nella vita delle persone, c’è un po’ di diffidenza. Forse sarà lo stesso per te in Brasile…

  8. Complimenti, gentile amica, per il tuo senso critico e per le riflessioni espresse con obiettività. Condivido in pieno il tuo pensiero.
    Al contrario di te io sono un italiano che vive in Brasile, e le cose stanno proprio come hai detto. Un caro saluto.
    Carlo

    PS. ho linkato il tuo blog al mio.

  9. @ Carlo
    Grazie della visita. Sono andata dal Karma51 ed è davvero molto interessante. Ti ho linkato qua sotto i post. ti saluto,

  10. Ciao Bin.
    Ma da una vita che non leggevo il blog… Innanzitutto complimenti per il rinnovo estetico del sito. Mi sembra davvero più semplice di usarlo e di scoprirlo…ecco, forse è questa la parola più adatta.
    Su questo argomento condiviso in pieno quello che hai scritto: il sorriso e la nostra spontaneità sono visti un po’ come segnale di “non serietà”… di scarso “impegno”. Da l’altra parte, il “criticismo” italiano sembra molto esagerato per noi.
    C’è da aggiungere anche il “negativismo” che dilaga per tutta l’Italia e secondo me fa parte del DNA italiano… basta vedere quante volte capita di chiedere a un italiano come vanno le cose e la risposta inizia con “ma insomma…” o “tutto sommato…”. Che vuol dire “nonostante tutte le difficoltà tiro avanti…”.
    Dunque, nei nostri confronti al di là della diffidenza della nostra presunta “allegria nonostante tutto” c’è anche un po’ di invidia del nostro comportamento “positivo e solare”.

    Hai azzeccato pure sulla questione della amicizia. Basta vedere che da noi anche se andiamo al bar alla prima volta chiamiamo il cameriere come “amigo! me traz uma cerveja”. Siamo tutti “amici”, anche se non ci conosciamo. Qui invece è così: colleghi, coinquilini e ecc. Amici? Deve meritarli!

    Secondo me anche i festeggiamenti di compleanni sono vissuti in maniera diversa e rafforzano questa tesi: sono molto più riservati, soltanto con gli amici davvero vicini. Da noi invece si invita a tutti e capita spesso il fenomeno dell”amici degli amici”.

    Che ne pensi?

    Un saluto da Roma!
    Rogerio

  11. @ Rogério,
    Vedo che ti piace scrivere in italiano… Io preferisco il portoghese perchè ho paura di dimenticare la grammatica “nostrale”. :) Il blog serve anche a questo, a ricordare quotidianamente la nostra lingua.

    Questo fenomeno “gli amici degli amici” era veramente qualcosa di fantastico! Pero’ pensa un po':fra tutti questi “amici” c’era qualche straniero?

    A dire il vero mi ricordo solo di due: uno dell’Argentina e un’altro di Portogallo. Forse per loro non sarà tanto facile in Brasile. Forse possono pure andare al bar con un gruppo di 20 persone, ma poi… avranno veramente degli amici li? Piu di noi qui?

    Forse le cose sono complicate per chi vive in un’altro Paese. Sia in Brasile, in Italia, in Germania, negli Stati Uniti…

    Forse, forse, forse… Non so’ se ho una conclusione assoluta su questo argomento… ma ci provo…

    Saluti da Firenze!

  12. Ciao Cara.
    Sì, io preferisco scrivere in italiano perché vivo una situazione diversa della tua, ovvero, provare di scrivere e parlare sempre in italiano per miglirarlo (nel senso che sono in Italia da moooolto meno tempo di te per cui i miei sforzi sono sempre direzionati alla lingua di Dante).

    Ciao ciao!

    Rogerio

  13. Voltando a minha antiga birra com os italianos (nao por achismo, como o senhor Gagliardi acima que criou uma discussao impropria, mas por ter vivido na Italia e com italianos por muitos anos), eles sao bem menos condescendentes com o sorriso dos que tem sotaque. Se voce sorri e eh italiano (desde que cada um com os seus: polentones/polentones, terrones/terrones), voce eh feliz; se voce sorri e tem sotaque, voce eh um retardado. Eu passei por isso varias vezes na Italia, e acho que perdi muito do meu sorriso por lah mesmo por causa disso.

  14. Quanto ao NM eu ainda nao moro aqui, estou soh de ferias. Os planos de me mudar para ca ainda sao para uns poucos anos a frente. Ainda eh muito cedo e tenho pouca convivencia fora da familia do meu marido, mas por enquanto nao sofri nenhum preconceito aqui nos EUA. Na Italia meus problemas comecavam no fato de eu ser solteira, viver sozinha e ter passado dos 30… Talvez hoje com o marido (americano ainda por cima, coisa pelo qual italiano baba) eu nao tivesse problema algum.

  15. @Rogério
    Não que é que eu escreva o italiano maravilhosamente. Para falar a verdade minha cabeça é uma confusão de línguas e tento escrever em português, para pelo menos ter uma língua em que consiga escrever perfeitamente! E essa mudança gramatical do português para 2009. Precisavam complicar mais um pouquinho?

    @ Vicky
    Sabe que eu tenho a sensação que os americanos são os mais abertos de todos? Tenho um amigo de infância que foi morar em Austin e já está todo integrado com a tchurma. E é verdade, os italianos babam um pouco os americanos, ainda mais agora com o Barack Obama.

    Vou formular uma nova teoria: talvez os povos mais acostumados a bebida alcoolica sejam os mais receptivos porque você chega, já te dão um copo de alguma coisa e lá estão todos confraternizando. A Italia, apesar de ter um ótimo vinho e produzir ótimas bebidas, não é um lugar onde seja muito bem visto o beber fora das refeições. Talvez exista até uma certa timidez na hora de fazer amizades, que é o que cria essa barreira.

    Eu não posso comparar muito bem porque devo admitir que eu acabei optando por me afastar um pouco de tudo e de todos. Apesar de morrer de saudades de doer o coração dos meus amigos do Brasil e das nossas histórias, ao mesmo tempo nunca sobrava tempo para mim. Talvez não tenha tentado recriar aqui o mundo de lá. Talvez até seja melhor assim. Sinto que a prioridade na Italia é para a família. No Brasil são mil outras coisas: os amigos, o trabalho, a festa de lançamento da Nokia. Talvez o Brasil seja um ótimo lugar para passar a adolescencia, mas não para a vida adulta. Não sei, estou na fase dos talvez.

  16. E’ interessante essa diferença entre Brasil e Italia. Sobre o nosso sorriso espontaneo, ainda bem que ninguém nunca me falou nada do genero que falaram para voce. Pelo contrario, aqui onde moro, por ser cidade pequena, as pessoas se cumprimentam. Uma vez de manha um senhorzinho me cumprimentou com toda a simpatia e perguntou se estava indo para uma cidade aqui perto onde tem um Liceo. Eu disse: “magari, vado a Milano”, e ele deu uma risadinha: “allora in bocca al lupo!”.
    Porém notei que alguns confundem ser o ser educada, simpatica com o ser facil. Como pegava todo o santo dia o onibus que vai para Milao e que leva 2 horas para chegar la, acabei fazendo “amizade” com os motoristas. Um dia de manha, por curiosidade e para puxar um pouco de assunto, perguntei para o controllore a que horas eles saiam do ponto inicial. No dia seguinte, logo que sentei no meu lugar de sempre (na frente, perto do motorista e controllore), o tal do controllore, depois de me cumprimentar, começou com os elogios muito insistentes. O interessante é que naquele dia uma menina de uns 15 anos me sorria sempre e fui eu que achei estranho o ato dela (e na volta ela começou a conversar comigo). Mas voltando ao controllore, um belo dia teve a cara de pau de me chamar para almoçar, disse que ele ofereceria o almoço, mas respondi que estava atrasada para aula e, depois de umas insistencias, disse que meu namorado nao iria gostar de saber daquilo. Ele simplesmente respondeu: “Ma daiii, il tuo fidanzato non dovrà sapere di niente!”. Cada um…
    Outra coisa que notei aqui sao os vizinhos. Nossa, demorou um tempo para poder trocar umas palavrinhas com os vizinhos. Mas quem puxou assunto foram eles mesmos. So que acho estranho tratar por lei (meu namorado disse que fica estranho tratar por tu). Meus vizinhos do Brasil, exceto os que tinham idade dos meus avos, tratava sempre por voce. Professor também, mesmo se eles tem uma certa familiaridade com os alunos. Na facul la em SP, alguns professores até se ofendiam se dissessemos “mas professor, segundo o que o senhor disse no outro dia…” e pediam para que os chamassemos pelo nome.
    Mas voltando ao assunto dos sorrisos… acho que essa senhora que chamou sua atençao é invejosa das brasileiras :D No Brasil conheci alguns italianos e eles me diziam que adoravam o nosso jeito “solare”. Aqui na Italia também, todos que conheço me dizem que admiram o nosso modo ser, de viver, nosssa filosofia. Ok, eles falam na minha frente, nao é que vao falar mal, e também a maior parte dos que fazem tal comentario sao homens. Mas ainda continuo achando que as mulheres italianas tem um pouquinho de dor de cotovelo de nos [muitas brasileiras ja me contaram de historias semelhantes à sua, até piores, também ja vivenciei (in)diretamente esse lance com as italianas].
    Sobre o fato de que parece que ninguém te entende, que parece que nao tem paciencia, ja passei por isso. Até hoje, nao sei o que acontece, tem horas que demoro para estruturar bem as frases em italiano (ou em portugues). Acontece isso quando ou estou cansada ou estou fazendo mil coisas ao mesmo tempo ou estou muito nervosa ou ansiosa. E fico com a impressao que as pessoas estao impacientes, com aquela sensaçao “vai, desembucha!”. Na verdade eles querem ajudar, porque sabem que voce é estrangeiro. Um fato interessante que se passou comigo foi numa prova oral. Estava nervosa, como sempre fico, mesmo tendo estudado e reestudado a matéria, e o professor, para ajudar, parecia que nem estava prestando atençao, sem paciencia, mexia no celular a toda hora (ou que anotava alguma coisa sobre minha avaliaçao ou controlava o tempo ou mandava sms). Comecei a confundir as coisas, un casino!
    Sobre a Veridiana, coitada, eu a acho muito simploria, mais que a Juliana. Uma vez ela estava contando num programa que veio de uma cidadezinha do interior do Rio Grande do Sul e estava acostumada com a vida simples do contadino (uso em italiano porque se uso caipira pode causar desentendimento). As pessoas nao entenderam ou ignoram a ingenuidade dela. O mundo é cheio de ingenuos (sou uma delas :D) e as pessoas ou ignoram que ha ingenuidade em muita gente com mais de 30 anos ou entao se aproveitam da situaçao…

  17. Ah, esqueci o ponto dos colegas x amigos!

    Meu namorado ve todos os santos dias, vai em trasferta e às vezes nos finais de semana e feriados os colegas de trabalho. E eles se conhecem ha anos! Mas mesmo assim os chama de colegas, nao combinam de sair juntos (ele sempre diz, sao meus colegas de trabalho, non c’entra niente). Isso porque ele é metade brasileiro! O que nao entendo é que com os amigos tem muito menos convivencia e saem muito de vez em quando.
    Nossa, no Brasil, todo mundo era amigo. Das minhas vizinhas seculares (quer dizer, que nos conhecemos desde crianças) até os colegas de trabalho, faculdade (mesmo que nao fosse da mesma sala, do mesmo curso, da mesma unidade). Quase sempre, com os amigos do trabalho, combinavamos de fazer o famoso happy hour (ainda mais que de sexta-feira saiamos mais cedo), com os amigos da faculdade o famoso café, lanche ou jantar na cantina ou bandejao e com as amigas de infancia um barzinho ou até mesmo na rua de casa.

  18. Ciao, me chamo Alberto e o meu portugues é tão pobre, que prefiro escrever em italiano, desculpe-me. Giudicare i popoli per stereotipi non è mai una politica saggia. Gli italiani godono fama di essere allegri, amanti del bel canto, senza tanti pensieri, furbacchioni e poco seri, specie tra gli anglosassoni. In realtà non è così, ed è molto vero che noi siamo molto timidi e diffidenti nelle relazioni interpersonali e poco amanti del sorriso. Soprattutto sul lavoro troppi sorrisi sono scambiati per poca serità professionale. Ma questo non vuol dire siamo oscuri ed ombrosi. Io lavoro nell’information technology di una banca, e nel mio ambito, ta colleghi, il rapporto è rilassato e molto amichevole. Ma i veri amici sono un’altra cosa. Con i colleghi si organizzano spesso aperitivi e qualche cena, ma la profondità di una vera amicizia è merce molto rara. Mi spiace che l’esperienza di Vicky in Italia sia stata così negativa, dalle sue parole si capisce che ha perso molto stando in Italia, per colpa del cattivo carattere di noi italiani, la vita lontano dal prorio paese può essere molto difficile, io in Inghilterra e con gli inglesi mi sono trovato malissimo. Non dimenticate che gli italiani sono stati emigranti per molto tempo, ma nella nostra mentalità, ma non siamo così abituati ad accogliere gli “altri”. Abbiamo secoli di storia, ma abbiamo cominciato a mescolarci tra di noi, veramente, solo da 50 anni. Ho 42 anni, sono nato nella provincia di Torino e quando ero piccolo uscire a mangiare una pizza era un’esperienza esotica. Fino al 1975 erà più facile trovare una pizza a São Paulo che a Cuneo (“profondo” Piemonte). Questo per dire che in realtà siamo molto provinciali, e come tutti i veri provinciali, poco espansivi. Ciao

  19. Puxa, gostei bastante de varios pontos que vc abordou nesse seu texto. ‘E como se saissem da minha mente, pois vivo e vivi muitas coisas aqui na Italia que o texto trata. Sempre fui apaixonada pela Italia, desde meus 12 anos, naum sei explicar. Talvez pelas minhas origens, ou algum “gene” perdido do meu bisavo italiano q. veio até mim dizer: Volte para a terra dos seus antepassados,rsrs. Loucura minha, deixa pra là. Enfim, qdo cheguei em Trento (cidade que para mim é particular, pois o povo parece ser mais fechado ainda que o normal dos italianos do Norte, influencia austriaca ou das montanhas, naum sei) e comecei as aulas na faculdade, tive o mesmo problema. Ainda naum falava tanto o italiano, apesar da base que eu tinha. Mas queria ser simpatica e fazer amizades, por isso sorria. Vi que realmente tive que manter uma certa seriedade, e com o tempo senti que eles passaram a me respeitar mais. Mas acho dificil se envolver com eles. Fiz uma viagem de 10 dias com eles e morei em um predio universitario com todos da minha classe por 6 meses e as amizades continuam assim, um “coleguismo”. No Brasil seria o oposto com certeza, e me vem a nostalgia das festas da faculdade, e de que, como uma viagem seria muito mais animada e marcante. Teria conhecido todo o mundo provavelmente. Mas sao pontos de vista diferentes. O brasileiro com a facilidade que faz amizades, pode se afastar tb. No Brasil é tudo mais flexivel, passageiro. Pensava que tb naum veria gdes diferenças entre a terrinha verde-amarela e a terrinha da pizza, mas existem. Pensava que o povo era alegre como naquelas festas de imigrantes que eu via na TV, mas o povo contem mais as emoçoes msm (talvez menos os italianos do sul). E sao reclamoes tb. Tb somos reclamoes, mas aqui muitos vivem bem, mas vivem uma apatia, um pessimismo. No Brasil usamos a tal filosofia “a gente se fode mais se diverte”, que falta aqui, e ao mesmo tempo no Brasil é demais, pois o povo vira omisso aos problemas….e assim sao as diferenças. Me desculpe pelo longo texto, mas adorei seu post, queria poder trocar estas idéias com vc…abraçosssss

  20. @Katia
    Seja bem vinda a nossa discussao. Eh sempre bacana poder saber da opiniao de cada um que passa por aqui. Espero poder ler varios outros comentarios seus. abs

  21. Olá querida. Fuçando a net, encontrei teu blog! Passei horas e horas lendo sobre essa seção Diferenças Brasil X Italia. Impressionante, mas nossos pensamentos se concatenizam bem demais. Sou maranhense e to vivendo aqui na Italia faz 8 meses. Sou casada com um italiano e com ele, estou muito feliz. Senti, estou sentindo e acredito que sentirei bastante as diferenças entre as duas culturas. O brasileiro sorri, mesmo que seu sorriso seja dividido em alegrias e tristezas. O italiano, embora feliz, priva-se deste gesto.
    O brasileiro pensa no hoje e basta. O italiano pensa no ontem, no hoje, no amanhã, no depois de amanhã. Ponto pra eles! :)
    O brasileiro ama conhecer novas pessoas. O italiano restringe-se a naum dar "confidenzia". (naum sei bem se é assim q se escreve).
    Enfim, se for enumer aqui…naum vai ter espaço pra tanta diferença, de acordo com o meu pensamento, ok!
    Apesar de tudo, a Itália tem suas peculiaridades. Basta procurá-las com jeitinho.
    Esta foi a minha participação.
    Ah…gostei tanto da seção que coloquei alguns textos no meu blog. Se você disser: TIRA! Eu tiro.
    Grata e que Deus abençoe todos nós!!!!

  22. @Jusse,
    Obrigada pela participação.
    Você pode usar os textos, mas acrescente também um link aqui para o site indicando a fonte de onde tirou. :)
    abs,
    Barbara

  23. Oi, pessoal
    Bem, até gostaria de escrever em italiano, mas ainda não me permito..rsrsrrsrs
    Só queria dizer que gostei muito do blog, que me identifiquei muito com a forma como os temas, são tratados: com equidade, sem ficar "puxando o saco" da Itália ou do Brasil….
    E para a Kátia queria dizer uma coisa: se ter "gene" puxando para a Itália for loucura, podemos dar as mãos…Você acaba de conhecer mais uma "louca" aqui…Sempre fui mais italiana que brasileira, mesmo que nem soubesse o que é ser italiana. Olha, nem ligava muito para o fato da Itália existir….Depois de estar aqui em férias, descobri uma identificação incrível, natural, como se a vida toda tivesse vivido na Itália….Quem explica? Ou genes ou a reencarnação? ….Novela da Globo não pode modificar tanto uma pessoa….rsrsrsrsrs
    Beijos, Rosa

  24. Desculpe BrasilNaItalia, achei seu post bem interessante, mas tenho que discordar um pouco de algumas coisas. Acho que vc está generalizando um pouco. Nem todas as pessoas no Brasil são iguais e presumo que nem todas na Itália também o sejam. No Brasil existem várias pessoas que tentam ser o mais críticas e racionais possível e ser emotivas somente até o ponto em que isto não atrapaleh suas decisões racionais (eu mesmo me incluo nesta categoria). Aqui no Brasil também há variações de comportamento de região para região não sendo uma só coisa no País todo. Sou Curitibano e moro no Rio de Jenairo e percebo que aqui as pessoas são em geral um pouco mais extrovertidas e menos reservadas que em Curitiba. No nordeste creio que sejam até ainda um pouco mais expansivas, no geral, que no Rio. Mas isto também varia de acordo com a cultura de cada família e da personalidade da pessoa. Agora pode ser que do Brasil para a italia a diferença seja ainda maior. Agora venho de família italiana e em muitas das regiões de colonização italiana do Sul do Brasil as pessoas embora Brasilierias há varias gerações ainda consrvam varias italianidades, como o criticismo exagerado e uma maneira de ser a primeira vista um pouco mais reservada.
    De qualquer maneira achei muito instrutivo o seu post e adoraria conhecer o páis de onde vem boa parte de minha ancestralidade e quem sabe até morar aí por um tempo…
    PS: Apenas lembrando que assim como no Brasil não há apenas uma cultura brasileria, e algumas diferenças evidentes entre as regiões, o mesmo pode se dizer da itália. Não sei em que parte da itália vc vive, mas os italianos do sul são tidos como mais "emotivos" e "grosseiros" por exemplo, enquanto os do norte, mais "frios" e "sérios".

    Saluti, Altemir.

  25. A propósito, a Veridiana embora gaúcha não deiva ser de uma dessas regiões tipicamente italianas do Sul do Brasil. Se fosse, não digo que se sentiria totalmente em casa na itália e certamente teria que se adaptar, mas sentiria menos diferença e estranhanaria bem menos a cultura do país do que o "brasileiro médio"…

    Abraços, Altemir.

  26. Oi Altemir,
    Obrigada por expressar o seu ponto de vista.
    É verdade, existem diversos "Brasis" dentro do Brasil. E diversas "Italias" dentro da Italia.
    Na verdade o objetivo do site é sempre filosofar um pouco e tentar chegar a alguma conclusão.

    Já tem mais de seis meses que escrevi este artigo e muitas coisas mudaram na minha vida e também na minha forma de pensar a Italia.

    Acredito que o mundo ao nosso redor reflete muito a nossa realidade interna: como pensamos, como agimos, como nos relacionamos, o que buscamos e quanta energia dedicamos.

    Venha conhecer o país dos seus antepassados. Eu vim conhecer a terra dos meus, também eram italianos. Tem sido uma experiência enriquecedora, às vezes sofrida, outras feliz, mas sempre construtiva.

    abraços,

    Barbara

  27. historia de um italobrasiliano,,, um serto acordei na italia ,,porca miseria fui dormir ,,,acordei hoje de manha ja se passaram 10 anos ,,,nao sei mais se sou brasileiro ,,quem sao os brasileiros ,,se sou italiano e quem sao os italianos a unica coisa que sei è que se correr o bicho pega se ficar o bicho come seja aqui ,,ou seja no brasil ,,to que nem cachoro ,cherando o rabo dos outros pra ver se acho o meu cu ,,desculpem a minha ignorançia e os meus palavroes

  28. Acho que é bem por aí mesmo… Depois de um tempo a gente perde um pouco da identidade… é um pouco daqui e um pouco de lá. :)

  29. Oi!
    Sou carioca e estou indo fazer um intercâmbio em florença, tanto para aprender melhor a língua (só fiz alguns meses de curso até agora), quanto pela experiência cultural em si…
    Adorei ter achado o seu blog, pois estou buscando incansavelmente mais e mais informações sobre o estilo de vida italiano. Estou com aquele medinho saudável, afinal, vou passar o inverno aí (o que para alguém acostumado com o clima do rio já é um desafio em si), viajando sozinha a primeira vez e ainda por cima na casa de uma família que conhecerei na hora. Quero ter o máximo de cuidado possível com essa situação de morar com pessoas que não conheço e não têm os mesmos hábitos que eu.
    Vi que houveram alguns comentários concordando, outros discordando das diferenças que você citou… acho que na verdade só vou poder saber ao certo quando sentir na pele. Mas as dicas com certeza já foram preciosas e me farão tomar cuidado com estas coisas :)
    Queria saber como funciona o transporte aí… li que não tem metrô por não ser uma cidade muito grande. Quais são as melhores opções?
    Ah! Os italianos tem aquela cisma francesa de não gostar que se fale inglês? Tentarei sempre ao máximo me virar na língua, mas posso usar o inglês na hora do esquecimento? haha
    Beijos

  30. @Kalindi
    Seja bem vinda a Firenze. O melhor meio de transporte em Firenze é sem dúvida a bicicleta. rs! Principalmente se você for morar no centro da cidade. Você pode comprar uma nova por uns 80 euros + 30 de cadeado. rs
    Outra opção é o ônibus. Faça um abbonamento da ATAF por 34 euros ao mês e tome quantos onibus quiser. Ah, o mes começa no dia 1 e termina no dia 30(ou 31). O mes nao começa a contar a partir de quando voce compra o bilhete! O abbonamento eh vendido em qualquer tabbachi.
    Melhor começar a falar sempre em italiano. Depois pode tentar em português, afinal a língua é mais parecida com o italiano. Uma boa parte dos italianos nao fala ingles, mas qualquer lingua eh valida para se comunicar.
    Ah, nao esquece de voltar aqui para contar para a gente da sua experiencia. abs,

  31. Sobre o transporte, devo acabar usando o ônibus mesmo… por que como são dois meses só não é o caso de comprar bicicleta, apesar deu achar muuuito mais agradável!
    Me veio outra dúvida na cabeça outro dia. Qual é mais o menos a temperatura aí em janeiro e fevereiro? Qual tipo de roupa não pode faltar?
    Obrigada pelas dicas :)
    Beijos

  32. @Kalindi
    Janeiro é o mês mais frio do ano na Italia, por isso não pode faltar roupa quente.
    Minha sugestão é que você se vista como cebola: camisa de manga comprida, malha, eventualmente uma jaqueta e casacão. Dentro dos lugares tem ar quente e você tem que ir tirando as camadas superiores. Na hora de sair na rua, recoloque tudo!

  33. ciao a tutti!!!!
    eu penso que a italia è um pais muito complicado,nos brasileiros temos o previlegio de conviver so,ou pelo menos com a maioria da populaçao brasileira como a gente….eles aqui dividem o paiz deles com gente de todo mundo….varis culturas,religioess…pensa ,moro em milano…e quando pego a metropolitana,eu mais vejo strangeiros que italianos dentro do trem….vc sente todas as linguasdo mundo aqui…. e isso nao è uma coisa muito facil….com certeza,os italianos sao muito mais tolerantes do que a gente…por esse motivo penso que eles nao confiam muito nas pessoas como a gente,ou por exemplo….demoram um poco a demonstrar confiança e simpatia a primeira vista…mas è um povo admiravel,pela força e tolerancia de dividir o territorio deles com" o mundo todo".
    desculpem meu portugues….stou da muito tempo aqui na italia e quase nao escrevo em portugues…

  34. @Anonimo
    Eh verdade, a gente sai na rua em cidades como Milao e Florença e escuta todas as linguas deste mundo… O Brasil talvez tenha sido assim um dia…

  35. Simona

    Oi, carissimos. Gostei muito do blog. Morei no extremo sul da Italia por 5 anos. Tudo o que li é a mais pura verdade. Sofri por todos os 5 anos a sensação de não ser adequada, imperfeita, scema… sou do Nordeste brasileiro, de uma capital ultra turística, e belissima, sol o ano todo, pessoas simpaticas, spensieradas e efervecentes… quando fui ao sul da Italia, me deparei com pessoas pessimistas, desconfiadas, indiferentes, fofoqueirissimas, e não vi essa alegria toda. Os mais velhos eram mais acessiveis, mais gentis. Os mais jovens indiferentes, arrogantes. A comida é maravilhosa. As festas de rua é só para comprar, e/ou comer. Outra coisa, se eu tomava dois calices de vinho já era considerada um bebada (absurdo), agora quando eles veem aqui em minha cidade, misericórdia, ninguem sabe quem bebe mais, se são eles ou os da minha cidade… enfim. Meu marido, chegando lá (ele é de lá), ficou completamente apatico, indiferente a mim, e ainda por cima me compelia a ser como as pessoas de lá (impossivel, amo meu jeito de ser), resultado: depressão, solidão, pânico… graças a Deus voltei a amar a vida de novo, depois que voltei pro Brasil. De resto a Italia é linda! A natureza… o mar… os monumentos… nossa, muito lindo! Eles teem tudo pra ser felizes… mas, é um lance cultural… eles são felizes daquele jeito… eu, não, sou incapaz de ser feliz se não me comunico, sorrio, danço… outra, eu trabalho pra viver… eles vivem pra trabalhar… logicamente é um ponto de vista meu… e ressalto que existem excessões, poucas… pelo menos pra mim…

  36. FUI Á ITALIA EM 1993 E DEPOIS VOLTEI EM 2005, VISITEI VÁRIAS CIDADES E CONHECI MUITA GENTE DE LÁ E REALMENTE ELES SÃO MAIS FECHADOS COMO A MAIORIA DOS EUROPEUS, POR INCRÍVEL QUE PAREÇA O POVO ALEMÃO ME SURPREENDEU, FORAM MAIS COMUNICATIVOS QUE OS ITALIANOS, QUANDO EU FUI A PRIMEIRA VEZ Á ITALIA, NÃO SABIA QUASE NADA DA CARACTERÍSTICA DELES, ME HOSPEDEI EM BOLOGNA, ME SENTI UM TANTO QUANTO ISOLADO, DAÍ CONHECI UM PORTUGUÊS QUE ERA REPRESENTANTE DA FILIAL DA EMPRESA QUE TRABALHO E ELE ME DEU DICAS SOBRE COMO SOBREVIVER NAQUELE PAÍS, TAL QUAL ME PORTAR E AGIR FRENTE Á ELES, ELE ME DISSE QUE SE EU CHEGAR ABORDANDO-OS COMO NO BRASIL COM ESPONTANEIDADE, TERIA PROBLEMAS, QUANDO ANDAR NAS RUAS NUNCA ENCARÁ-LOS NA TENTATIVA DE COMPRIMENTÁ-LOS, ISSO NUNCA, SE FOR ABORDADO, SER PRÁTICO E OBJETIVO, BEM FRIO. SE ESTIVER ACOMPANHADO JAMAIS CONVERSAR EM VOZ ALTA PELAS RUAS OU TRANSPORTE PÚBLICO, ISSO ME AJUDOU, MAS AQUELA SENSAÇÃO DE QUE O ITALIANO ERA ALEGRE E COMUNICATIVO ME DECEPCIONOU, ENGRAÇADO QUE QUANDO ERA ABORDADO NA RUA, EU COMECEI Á TRATÁ-LOS FRIAMENTE, DEU CERTO, COMECEI Á CONHECER PESSOAS E FIQUEI CONFIANTE, DEPOIS DE MAIS DE 10 ANOS, VOLTEI AOS MESMOS LUGARES E ENCONTREI UMA ITALIA DIFERENTE, MAIS HOSPITALEIRA E ABERTA, MAS CONTINUEI COM A MESMA POLÍTICA, ENTÃO BRASILEIROS, CHEGA DESSA COISA DE RECEBER ELES COM SORRISO, DEVEMOS SER BRASILEIRO COM BRASILEIROS E TRATAR ESSA GENTE COMO ESTRANGEIROS, COMO ELES NOS TRATAM, CLARO SEM GENERALIZAR, SEMPRE HÁ EXCESSÕES.

  37. CONHECI UMA ITALIANA, A PRINCIPIO FRIA E RESERVADA, MAS DEPOIS DE LONGAS CONVERSAS ELA COMEÇOU A SE SOLTAR E HJ ME LIGA TODOS OS DIAS! P/ VER VER NÉEE QUE COISA? MAS REALMENTE TODO MUNDO SABE QUE BRASIL E ITALIA É COMPLETAMENTE DIFERENTE, ALIAS OS EUROPÉUS SÃO SERIOS, MAS VAI ENTENDER, VAI VER É POR ISSO QUE SÃO DESENVOLVIDOS, NAO PERDEM TEMPO COM BOBAGENS E BAIXARIA! VCS ENTENDERAM NÉE? MAS NAO VAMOS GENERALIZAR OK?

  38. Fui algumas vezes à Itália e em todas elas, tando no Norte como no Sul tive alguns problemas com o temperamento do italiano. Nas primeiras vezes interpretava como grosserias, até que aprendi que é o jeito deles e pronto…adoro ir à Itália, é um país realmente maravilhoso.Gostaria de tirar uma dúvida.Alguém me ajuda? Qual a diferença entre allora, quindi e dunque? Uso ambas no sentido de então, portanto…A não ser na expressão: "desde então", que uso "da allora".Mas em geral, queria tirar essa dúvida qto ao uso de quindi e dunque no mesmo sentido de allora. Obrigada.

  39. Oi,

    Eu adorei o blog, tem muitas informações utéis, parabéns… Eu namoro um italiano e em agosto eu fui visitar a família dele que mora em Torino. Eu adorei tudo, fui muito bem recebida por todos. Achei os italianos muito simpáticos e receptivos. Espero voltar em breve. Adorei a cozinha italiana, afinal quem não adora rsrsrsrs
    Beijos!!!

    Gra

  40. Que bom ^^
    Todos me chamam de estrangeira haha ( Só rio assim na Net e com os meus amigos[ só tenho 2 ..] xD)
    Não tenho perigo de sorrir muito na Itália ( Tenho perigo de cair no choro de felicidade. xD )

  41. Muito bom, eu ainda não fui, mas conheci varios na interente e me comunico, e já pude ver que relamente e assim, uns não sorria de jeito algum, eu vou afzer intercambio e estou a me comunicar ppor web para, olha me senti uma retardada porque eu abri aquele sorrisao e dizia porque voce e toa serio? seria? ahahahah nem ligo! um dia eles irão precisar e muito desse nosso sorriso acredito nisso, outra conheci um que tem a bandeira do Brasil no quarto ele diz que o sonho dele e morar aqui, pois la ele acha tudo chato e as pessoas serias. capice?

  42. nossa!! essa de sorri muito pra mim é novidade, passei 7 meses lá e agora vou voltar pra morar, eu sou uma pessoa que sorrio por tudo, amo rir me faz bem a alma, sou muito brincalhona,é durante o tempo q estive lá foi uma das coisas q mais fiz rsrsrs, devem ter me tachado de debio mental, e só por isso agora q vou rir mais ainda kkkkkkkkkkk pouco me importa o que eles pensao,mas olha vou ser sincera, as pessoas as quais eu convivi, tenho certeza q não pensavam isso,pois ate riam bastante e gostavam do meu jeito alegre de ser……

  43. Uma pena não ter conhecido ainda a itália, é um lugar q instiga curiosidade principalmente pq há forte influencia italiana em cidades brasileiras a mminha é uma delas. Achei engraçado o comentario sobre o sorriso mas acho q ainda há outros aspectos mto marcantes, os descendentes de italianos aqui por ex são extremamente machistas, arrogantes e preconceituosos. Existe ainda um resquicio de espirito de mafia, vc ñ consegue emprego se ñ tiver descendencia italiana, a maioria são gordos bufões e atribuem um inequivoco valor a familia, o casamento entre primos é tao comum q a cidade tem alto indice de sindrome de down, e como dito eles são acolhidos, felizmente ñ há tanto preconceito. Eles ainda são estupidos, grosseiros, gritam o tempo todo, e ñ aceitam nenhum valor diferente do deles. Tem um forte senso de coletivo, mas entre si são egoistas e mesquinhos. É eles tbém odeiam qdo vc ri, alias eles odeiam qualquer coisa q vc faça q acreditem ñ estar de acordo com a cultura deles, mas se constrangem totalmente num equivoco, qdo vc demonstra seriedade e profissionalismo. A pergunta, pq um apego tao gde à familia, seria por conta de tantas invasoes na peninsula? a hipocresia é so por causa da religiao mesmo ou seria um modo de sobrevivencia.

  44. ODEIO A ITALIA, ODEIO OS ITALIANOS . ENFIM NÃO GOSTO DOS EUROPEUS ADORO OS BRASILEIROS A CULTURA BRASILEIRA, O BRASIL TODOS OS ESTADOS BRASILEIROS, O POVO BRASILEIRO, O SORRISO DAS PESSOAS BRASILEIRAS, AMO DE PAIXÃO ESTE PAÍS.EU NUNCA DEIXARIA ESTA IMENSA NAÇÃO, CHEIA DE BELEZA, DE CONTRASTES ,UM IMENSIDÃO DE COISAS BOAS.AH EU TB SÓ UMA DESTAS PESSOAS QUE RI ATOA,AFINAL A VIDA É BELA, SÓ DE TER SORTE DE ACORDA DE MANHA JÁ É MOTIVO DE SORRI.NÃO SOU RETARDADA NÃO, SOU APENAS UMA PESSOA REALMENTE FELIZ.ACHO ESTUPIDA ESTAS COMPARAÇÕES AFINAL SÃO 2 PAISES MUITO DEFERENTES,SÃO 2 CULTURAS DIFERENTES CLARO QUE O JEITO DO POVO TB SERIA DIFERENTE,SEMPRE QUE EU LEIO ESTAS COMPARAÇÕES ENTRE 2 POVOS OU ENTRE 2 NAÇÕES NÃO ACHO LEGAL, PQ CAD UM TEM SUAS PARTICULARIDADES.SOU BRASILEIRA ROXA AMO MEU PAIS FIQUEM EM PAZ.

  45. Nossa, estou decepcionada ao saber de tudo isso, sempre achei a Italia, maravilhosa.
    Sempre quiz conhecer a Italia,mas depois dessa, ninguém falou claramente, mas se somos sorridentes os italianos são chatos.
    Vou fazer igual a Luiza, vou para o Canadá.

  46. Maria,
    Se a idéia for procurar um país para morar, provavelmente o Canadá é uma opção melhor… hehehe
    Já quem vem a turismo para a Italia não costuma ter problemas. Sabe como é, turista é sempre bem tratado em qualquer lugar porque tem dinheiro para gastar… :D

  47. eita! bom saber! eu vivo sorrindo! morro de rir à toa. Adoro conhecer a cultura italiana!

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