Florença amanheceu chorando hoje porque acabou o Festival della Creatività. Saí de casa hoje de manhã para trabalhar e diluviava depois de 4 dias de sol e dias lindos de outono. O frio por aqui chegou e já resgatei minhas roupas de inverno: malhas quentes, casacão, calça de veludo, bota. E como foi o Festival?
Palavras chave que resumem o Festival della Creatività


#disponibilidade : muita gente saiu de casa para participar deste grande evento e trabalhou grátis a começar por boa parte dos “Social Media Reporters” um grupo de jovens que ficou a disposição para cobrir todos os eventos que pipocam por Florença. Não sei se é um reflexo da crise (e a esperança de conseguir um trabalho no futuro dando uma “amostra grátis” do que sabe fazer) ou se é simplesmente curiosidade, boa vontade, interesse. De qualquer modo, é um reflexo do tempo em que vivemos aqui em Florença.
#Murate : com certeza Le Murate era o lugar mais interessante de todo o festival. O antigo cárcere de Florença que foi transformado em um espaço de arte contemporânea reuniu muita coisa interessante. Por exemplo o espaço Labyrinth. Os “artistas” deixavam entrar uma única pessoa em uma cela e a fechavam lá dentro! O espectador tinhas os olhos vendados com um óculos de realidade virtual, conforme caminhava apareciam imagens no interno do óculos, por exemplo tinha um lago de sangue no chão e quando você caminhava tinha realmente a sensação de pisar nesse lago!
#walking tour : um modo interessante de interagir com as pessoas presentes no Festival della Creatività. O “guia” era Carlo Infante que usava um microfone portátil para se comunicar com o grupo que acompanhava tudo através de um fone de ouvido. Não era um simples monólogo mas uma conversa sobre o que tinha de mais interessante no Festival, uma interação com o grupo e também com pessoas que apresentavam algo de interessante no Festival, como a bicicleta portátil.

Este ano a França era o país parceiro do Festival della Creatività e me desiludiu bastante. Os dois eventos que eu queria ter visto, que eram destaque do programa, foram cancelados: O primeiro era um encontro com Philippe Djian, que não aconteceu graças a uma greve na França (o autor não chegou!) O segundo era domingo às 11 da manhã: “I buoni, i brutti e i cattivi” com um grupo de jovens atores da companhia Tamèratong di Bellevilee, em Paris, que também não aconteceu. Além disso de 3 noites do Festiva, 2 eram o mesmo grupo que se apresentava: “Il Funky-Jazz Esplosivo dei Deluxe”, interessante, mas seria mais interessante um pouco mais de variedade.
A Casa della Creatività era o lugar de encontro para quem trabalha com social media: lá rolavam discussões do ToscanaLab, ToscanaIn, divagações sobre emprego, mundo, futuro e até felicidade. Acabei não resistindo e comprei o livro de Stefano Bartolini: “Manifesto per la Felicità – Come passare dalla società del ben-avere a quella del ben-essere”. Imagino que tenha algo a ver com o meu livro preferido: “Il Sogno Europeo” di Jeremy Rifkin. Depois conto…