Um fotógrafo, brasileiro, nasce em Belo Horizonte; migra para Porto Alegre; se transfere para Brasília e atualmente divide sua moradia e trabalho entre o Rio de Janeiro e Napoles, na Itália. Retrato da inquietação dos tempos modernos. Retratos da Inquietudine aos olhos e lentes de Salvino Campos.

A Inquietação (tradução ao português) estacionada em São Paulo

Em mais um evento do MIB, quem estiver em São Paulo, de 02 a 22 de Abril de 2012, pode conferir no MIS (Museu da Imagem e do Som) a nova exposição do fotógrafo que expõe trabalhos em várias partes do mundo. Agora, voltando seu foco para um ensaio mais documentário, Campos buscou sintetizar, em vinte e cinco fotografias feitas em dezessete cidades do planeta, conceitos de viagem e locomoção em um mundo não pacificado e a relação entre as pessoas e seus deslocamentos, utilizando os diversos meios de transporte.

Em meio a vários cenários e pessoas, surge um ponto comum relacionado ao sentimento da falta e da persistência do ser humano na questão do buscar. Mesmo que seja algo que, muitas vezes, nem nós mesmos sabemos bem o que é! Retratos da vida real pulsante em todas as partes do globo.

Entre Berlin (esquerda) e Istanbul (direita) Campos vai a tantos outros centros focando o passar da vida real

Idas e vindas de trabalhadores, passageiros, viajantes de fisionomias diversas, retratadas nesta amostra reflexiva sobre o fato do isolamento das pessoas mesmo quando presentes em grandes centros. Onde o protocolo universal, aparentemente adotado, parece ser o “não nos tocarmos, umas nas outras”, causando solidão no meio de uma multidão inquieta, enquanto se trafega entre o ponto de partida e a chegada. Um conjunto bem pensado, antes, para na hora de visitar, não precisar muita explicação.

Num coletivo de individualides, as pessoas seguem tendo em comum a eterna busca

Vendo a exposição, lembrei-me da canção “Esquadros” (Adriana Calcanhoto) qual resolvi adaptar meu texto a estrutura dela, para finalizar, dizendo que: Campos anda pelo mundo prestando atenção em tudo. Passeia pelo escuro deixando tudo claro e registrando seu ponto de vista em fotos (cápsulas protetoras) feitas pela janela do carro, pela janela do ônibus e outras tantas que vão para telas (tudo enquadrado) transitando entre vários lados, incluindo opostos de fotógrafo e fotografado, expondo a seu modo sua Inquietudine.

Sua lente enquadra, capta e eterniza fragmentos do eterno vai e vem que movimenta o planeta

Para mais informações sobre a exposição, acesse.

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Fernando Ferrari (fffernandoferrari@gmail.com) é brasileiro de nascimento, francês de cidadania e italiano de coração! Publicitário, escritor amador, mora em São Paulo, já esteve na Itália duas vezes e mantém o blog www.cabecatroncoetextos.blogspot.com Um dia pretende trabalhar e viver mais tempo por lá, mas enquanto não surge uma oportunidade, escreve para diminuir a saudade.
www.facebook.com/fffernandoferrari

6 COMENTÁRIOS

  1. Legal Fernando! Conheci o trabalho do Salvino há muitos anos em Nápoles, e é realmente lindo! Abs Aline

  2. @Barbara: O pensamento da moça talvez fosse: A liberdade é o que nos move!

    @Erika: Obrigado! Graças a exposição reflexiva e inspiradora!

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