Acabei caindo sem querer em um blog para lá de interessante, repleto de frases de efeito, textos. Oficialmente é daqueles que não tem nada a ver com Brasil e Italia, mas achei lá uma frase que me chamou atenção:

Precisava tanto do trabalho que até gostava dele.

Às vezes me vêm certas dúvidas a respeito de que filosofia de trabalho adotar. No Brasil, todos os meus amigos dizem que adoram o trabalho que fazem, se orgulham em dizer que trabalham pra caramba, que são praticamente workahoolics. Ganham bem para os padrões brasileiros e podem se permitir vir pelo menos uma vez por ano para a Europa em alto estilo.

Na Italia isso é mais raro. Aqui não é que o trabalho é ótimo ou horrível; é simplesmente um trabalho, que serve para pagar as contas e alguns luxos. Certamente tenho muito mais tempo livre, viajo bastante, às vezes descubro umas bocadas e tenho meus momentos Família Real. Mas ainda não descobri essa “realização profissional” brasileira. Não sei se ela possível aqui na Italia.

Achei a frase interessante porque talvez todo esse amor ao trabalho dependa muito da condição instável em que vive o Brasil: porque se você não trabalhar no fim de semana, fizer extras, etc, terá um outro para tomar o seu lugar: seja um outro funcionário, seja uma outra agência, seja um outro fornecedor. O trabalhador perde o emprego. O empresário perde o cliente.

Às vezes tenho a sensação que vir para a Italia é mais do que uma viagem geográfica, é também uma viagem no tempo. Como se ainda vivêssemos nos anos 60,70 (?) onde quanto mais tempo uma pessoa trabalhava em uma empresa mais ela era reconhecida, mais ela era importante e respeitada. No Brasil é o oposto: quem troca mais de empresa geralmente são os mais “fodões”, desculpe o palavreado. Na Italia as pessoas tendem a ser fieis a certas marcas. Enfim, a gente quer comprar e às vezes se bate na loja para sair de lá com o produto, enquanto parece que às empresas não tem que se esforçar muito para conquistar mercado.

Será uma visão errada essa minha? Bem, enquanto isso visite um blog que vale a pena, cheio de frases legais: Por um Prato de Comida ( http://porumpratodecomida.zip.net/ )

 

6 COMENTÁRIOS

  1. Olha, acho que vai de cada um, mas acredito que mesmo na itália as empresas multinacionais tenham a mesma mentalidade das empresas por aqui.
    Depende muito da sua ambição e do segmento em que trabalha.

  2. Nâo sei não, Conrado… Você mora na Italia? Em qual cidade? Eu não vejo esse mesmo espírito de Brasil, EUA, Londres. Talvez em Milão? Eu vejo uma Italia com um ritmo muito mais tranquilo. Quem se mata de trabalhar são os imigrantes: chineses, albaneses, romenos, brasileiros, que trabalham sem documentos. Aqui o reconhecimento também é diferente: não muda muita coisa se você se matar de trabalhar ou simplesmente trabalhar tranquilamente. Se você conhecer alguém que possa me dar um exemplo concreto para contradizer, vou ficar feliz. Sempre é bom ampliar as formas de pensar. Mas por enquanto eu vejo uma Italia mais socialista, com leis trabalhistas que protegem muito o trabalhador, algumas novas mudanças para dar flexibilidade ao trabalho mas que ainda atingem um pequeno percentual da população.

  3. Concordo. O mercado brasileiro é mais competitivo. É mais “salve-se quem puder”. Aqui na Itália é mais tranquilo.

  4. por coincidência, tava lendo este artigo, quando vc postou a questã: vai aí, para reflexão. [a TiO]

    Mais velha e mais pobre, a Itália está em depressão

    Ian Fisher*
    Em Roma

    Todo o mundo ama a Itália por ser velha mas ainda glamourosa. Porque ela come e bebe bem, mas raramente é gorda ou bêbada. Por ser um lugar na hiper-regulada Europa onde as pessoas ainda debatem com perfeita inteligência o que, realmente, o vermelho em um semáforo significa.

    Mas atualmente, apesar de toda a adoração externa e todas as suas virtudes inatas, a Itália não parece amar a si mesma. A palavra aqui é “malessere”, insatisfação ou mal-estar, e implica em uma depressão coletiva -econômica, política e social- resumida em uma recente pesquisa: os italianos, apesar de sua alegação de terem dominado a arte de viver, se consideram o povo menos feliz na Europa Ocidental.

    “É um povo que perdeu um pouco de sua esperança no futuro”, disse Walter Veltroni, o prefeito de Roma e um possível primeiro-ministro de centro-esquerda. “Há mais temor do que esperança.”

    Padre caminha em Milão, cidade ao norte da Itália, região mais desenvolvida do país

    Em grande parte os problemas não são novos, e este é o problema. Eles simplesmente envolveram a Itália por tantos anos, a ponto de ninguém saber ao certo como uma mudança poderia ser feita, ou mesmo se uma ainda é possível.

    A Itália há muito traçou seu próprio modo de pertencer à Europa, lutando como poucos outros países com uma política dividida, crescimento desigual, crime organizado e um senso tênue de nacionalidade.

    Mas cresce a frustração com o fato destas velhas fraquezas não terem melhorado, com o fato de em alguns casos até terem piorado, enquanto o restante do mundo deixa o país para trás. Em 1987, a Itália celebrava sua paridade econômica com o Reino Unido. Agora a Espanha, que ingressou na União Européia apenas um ano antes, em 1986, poderá em breve ultrapassá-la, assim como a Itália hoje está atrás do Reino Unido.

    O modo de vida de baixa tecnologia da Itália pode seduzir os turistas, mas o uso da Internet e do comércio eletrônico aqui estão entre os mais baixos da Europa, assim como os salários, investimento estrangeiro e o crescimento. As aposentadorias, a dívida pública e o custo do governo estão entre os mais altos.

    Os mais recentes números mostram um país mais velho e mais pobre, a ponto do principal bispo da Itália ter proposto uma grande expansão da ajuda alimentar aos pobres.

    Pior, cresce a preocupação de que os pontos fortes da Itália estão se transformando em fraquezas. Empresas de pequeno e médio porte familiares, há muito a espinha dorsal da nação, estão enfrentando dificuldades em uma economia globalizada, particularmente com a concorrência dos baixos salários da China.

    As dívidas incomodam a própria família: 70% dos italianos entre 20 e 30 anos ainda moram com os pais, condenando os jovens a uma adolescência prolongada e subprodutiva. Muitos dos mais capacitados, como os mais pobres de um século atrás, deixam a Itália.

    Os riscos aumentaram tanto que Ronald P. Spogli, o embaixador dos Estados Unidos aqui e uma pessoa com 40 anos de experiência em Itália, alertou que o país corre o risco de uma diminuição de seu papel internacional e de seu relacionamento com Washington. Os melhores amigos dos americanos, ele notou, são seus parceiros comerciais -e a Itália não é, comparativamente. A burocracia e as leis não claras mantiveram o investimento americano na Itália em 2004 em US$ 16,9 bilhões. O número para a Espanha foi de US$ 49,3 bilhões.

    “Eles precisam arrancar a erva daninha que cresceu ao redor desta fantástica árvore de 2.500 anos, que está ameaçando matar a árvore”, disse Spogli.

    Mas entrevistas com possíveis primeiros-ministros, empresários, acadêmicos, economistas e outros italianos sugerem que o maior motivo para este mal-estar parece ser a sensação de que há pouca esperança de que a erva daninha possa ser arrancada, o que deixa os italianos tanto tristes quanto furiosos.

    “Basta! Basta! Basta!”, disse Beppe Grillo, um humorista e blogueiro de 59 anos com cabelos grisalhos, em uma entrevista. Ele a repetia para deixar seu argumento bem claro para a classe política italiana.

    Nos últimos meses, Grillo se tornou a personificação definidora do sentimento de revolta na Itália. Em 8 de setembro, ele a expressou em voz alta quando convocou o dia da raiva, para as pessoas se reunirem na Piazza Maggiore, em Bolonha, para gritarem um palavrão que poderia ser educadamente traduzido como “vão se danar!”

    Esperava-se a presença de algumas poucas milhares de pessoas. Mas 50 mil lotaram a praça, e 250 mil assinaram uma petição pedindo mudanças nos limites de mandato e eleição direta para os candidatos ao Parlamento. (Os eleitores atualmente votam em partidos, que então escolhem quem servirá no Parlamento, sem o consentimento dos eleitores.)

    Sua mensagem foi um basta de inação e excesso (os legisladores italianos são os melhor remunerados na Europa e são conduzidos pelo continente pela maior frota de carros com chofer), basta de criminosos condenados no Parlamento (há 24), basta das mesmas pessoas.

    “Essa coisa toda fede demais!”, ele gritava. “O fedor vem dos esgotos e envolve você e você não tem como lidar.”

    Grillo tem inclinação política de esquerda, mas não poupa nenhum lado em suas apresentações com lotação esgotada e no seu popular blog. O problema, ele disse, é o próprio sistema.

    Há uma ligação entre o sistema político problemático do país e a piora de seu humor. Luisa Corrado, uma economista italiana, liderou a pesquisa por trás do estudo da Universidade de Cambridge que apontou os italianos como os menos felizes entre 15 países da Europa Ocidental. Os pesquisadores associaram as diferenças na felicidade informada nos países a vários fatores políticos e sociodemográficos, incluindo confiança no mundo ao redor deles, não apenas no governo.

    Na Dinamarca, o país mais feliz, 64% confiavam em seu Parlamento. Para os italianos, o número foi de 36%.

    “Infelizmente, nós descobrimos que havia falta dessa confiança social” na Itália, ela disse.

    Dois livros best seller -que provocaram meses de debate- capturam a desconfiança de grandes poderes que não podem ser controlados.

    Um, “O Castelo”, vendeu um milhão de exemplares (em um país onde vendas de 20 mil tornam um livro best seller) ao expor os pecados da classe política italiana e como ela se tornou privilegiada e irresponsável. Mesmo a presidência, considerada acima da confusão, não foi poupada; o livro apontou o custo anual do gabinete em US$ 328 milhões, quatro vezes o do Palácio de Buckingham.

    O outro, “Gomorrah”, que vendeu 750 mil cópias, trata da máfia ao redor de Nápoles, a Camorra. Mas a política, argumenta o livro, permite que a Camorra prospere, mantendo pobre o sul atrasado, e que o crime organizado seja o maior setor da economia, segundo um recente estudo.

    Apesar dos antigos problemas da Itália, Alexander Stille, um professor da Universidade de Columbia e um especialista em Itália, argumenta que este momento é diferente. Enquanto a economia expandia, dos anos 50 aos anos 90, os italianos toleravam o comportamento ruim de seus líderes.

    Mas há anos o crescimento é lento e a qualidade de vida está pendendo para o declínio. As estatísticas mostram que 11% das famílias italianas vivem abaixo da linha de pobreza e que 15% têm dificuldade em fazer com que seu salário dure todo o mês. “O grau de revolta é grande, porque antes era mais fácil sobreviver”, disse Stille. “Agora a vida está mais difícil.”

    Os italianos raramente associam a safra atual de líderes envelhecidos com capacidade de mudar. Eles são, na verdade, as mesmas pessoas que têm se enfrentado, alternando mandatos no poder, por mais de uma década. No ano passado, Silvio Berlusconi, o homem mais rico da Itália e que se tornou primeiro-ministro pela primeira vez em 1994, perdeu a eleição porque não cumpriu sua promessa de crescimento ao estilo americano e oportunidades baseadas no mérito. Quando ele deixou o cargo, o crescimento econômico era zero.

    Mas após a eleição, ficou claro que se livrar da centro-direita de Berlusconi não seria uma cura mágica. Romano Prodi, que serviu como primeiro-ministro de 1996 a 1998, venceu, mas contava com uma coalizão instável de nove partidos que não se entendem.

    Ele prometeu um novo começo, mas seu governo desajeitado de centro-esquerda decepcionou com seu primeiro ato simbólico: seu governo contava com 102 ministros, um recorde.

    Ele conseguiu a aprovação de dois pacotes de reforma e a economia está crescendo de novo. “Nossa situação não é feliz, mas está melhor do que antes”, disse Prodi.

    Mas o governo já caiu uma vez e ameaça cair de novo a cada votação difícil. Pequenas propostas provocam protestos de rua, um obstáculo às mudanças à medida que os interesses protegidos buscam a autopreservação. As farmácias fecharam suas portas neste ano quando o governo ameaçou permitir que supermercados vendessem aspirina. O preço de cartelas com 20 aspirinas na farmácia é de US$ 5,75.

    A medida foi aprovada, mas no geral, seu governo está praticamente paralisado. Os eleitores estão cheios e os adversários de Prodi sabem disso.

    “Eu entendo o mau humor, o mal-estar”, disse Gianfranco Fini, o líder da Aliança Nacional, o segundo maior partido de oposição. “As pessoas estão começando a ficar irritadas porque há um governo que não faz nada.”

    “É uma tristeza de que aquilo que poderia ser não é, a de que não somos um país normal”, disse Gianluca Gamboni, 36 anos, um elegante consultor financeiro em Roma, resumindo como se sente a respeito da Itália, que ele ama, mas que o deixa insano.

    Diferente da geração mais velha, ele viaja e vê como as coisas funcionam muito melhor em outros lugares. Ele não poupa a si mesmo: ele ainda mora com seus pais, não porque quer, mas porque apenas agora, após sete anos em seu emprego, ele pode arcar com os caros aluguéis de Roma. Ele finalmente está considerando se mudar.

    “Não é normal permanecer na casa dos meus pais na minha idade”, ele disse. “Isto desacelera o crescimento da pessoa, sempre ser vista como criança. O problema é que nem todos têm escolha.”

    Gamboni está no lado mais jovem da divisão italiana, uma lente pela qual muitos dos problemas do país entram em foco. Ele faz parte de uma das várias forças subterrâneas, fáceis de ignorar a princípio, mas que reunidas deixam muito claro o quanto a Itália mudou nas últimas várias décadas e quão pouco as mudanças foram digeridas.

    Por um século encerrado nos anos 70, 25 milhões de italianos deixaram o país em busca de uma vida melhor em outro lugar. Agora, a Itália é lar de 3,7 milhões de imigrantes. A posição da Igreja Católica Romana está diminuindo, de um pilar cultural a um grupo de lobby para um grupo de devotos em declínio.

    Politicamente, a Itália parece não ter se ajustado à morte, em 1992, dos democratas cristãos, que governaram por mais de 40 anos. Dois partidos de centro-esquerda se fundiram para produzir o Partido Democrático, que visava superar a fragmentação debilitante do sistema. Todos os lados concordaram finalmente que uma nova lei eleitoral é necessária para dar espaço para o vencedor respirar nas próximas eleições -algo crucial para promover grandes mudanças.

    Economicamente, antes era fácil resolver os problemas desvalorizando a moeda, a lira. Isto é impossível com o euro, que também aumentou os preços, particularmente dos imóveis.

    E há a família. O índice de divórcios aumentou. Famílias grandes são coisa do passado. A Itália tem uma das menores taxas de natalidade da Europa, o menor número de crianças com menos de 15 anos e o maior número de pessoas com mais de 85, fora a Suécia. O desemprego é baixo, em 6%. Mas 21% da população entre 15 e 24 anos não trabalhou em 2006. E os velhos não abrem mão de seus postos.

    A evidência da idade da Itália está por toda parte. Nos parques, dos aglomerados de senhoras idosas cuidando de um único bebê. Na televisão, os astros são velhos. (A idade média dos apresentadores do concurso Miss Itália deste ano era 70 anos. A vencedora, Silvia Battisti, tinha 18 anos.) Na esfera política, Prodi tem 68 anos, Berlusconi tem 71.

    “O problema de geração é o problema italiano”, disse Mario Adinolfi, 36 anos, um blogueiro e um candidato a legislador. “Em todo país os jovens têm esperança. Aqui na Itália não há mais esperança. Sua mãe mantém você bem em casa, e você fica lá e não luta. E se você não luta, é impossível tomar o poder de alguém.”

    “Nós não temos um Google”, ele acrescentou. “Nós não podemos imaginar na Itália alguém com 30 anos abrindo um negócio em uma garagem.”

    Em setembro, a notícia se espalhou em uma casa de jovens romanos, em meio a cerveja e massa, de que Luciano Pavarotti, o tenor e talvez o italiano mais famoso no mundo, tinha morrido.

    “Droga!”, gritou Federico Boden, um estudante de 28 anos. “Agora nós só temos massa e pizza!”

    A Itália não parece contar mais com a mesma grandeza de antes. Não há nenhum novo Fellini, Rossellini ou Sophia Loren. Seu cinema, televisão, arte, literatura e música raramente são considerados de vanguarda.

    Mas ela tem Ferrari, Ducati, Vespa, Armani, Gucci, Piano, Illy, Barolo -todos símbolos de estilo e prestígio. O que a Itália tem é a si mesma, e muitos acreditam que o futuro está em transformar a mística em uma marca “Made in Italy”.

    O vinho italiano foi um teste inicial. Os produtores conseguiram passar com sucesso de quantidade para qualidade. A Illy, a casa de café, cresceu ao combinar qualidade com uniformidade -ela só faz uma mistura- com inovação nos métodos e estilo na apresentação.

    “É neste ponto em que os italianos são vencedores”, disse Andrea Illy, a presidente da empresa. “Use suas forças em particular, que são beleza e cultura.”

    Não se sabe se esta estratégia “Made in Italy” será suficiente. Os céticos argumentam que investimento estrangeiro, pesquisa e fundos de desenvolvimento, assim como o dinheiro investido por capitalistas de risco, permanecem baixos demais, assim como a competitividade com outros países europeus.

    A indústria italiana dependia dos baixos salários, o que a deixou vulnerável à concorrência da China à medida que os custos trabalhistas cresceram aqui. O alarme começou a soar há vários anos, com os temores de que muitos dos negócios tradicionais da Itália -têxteis, calçados, roupas- perderam competitividade.

    Em Friuli-Venezia Giulia, no nordeste, a capital da produção de cadeiras, o número de empresas encolheu de 1.200 para cerca de 800.

    “A princípio acharam que era uma fase que passaria”, disse Massimo Martino, diretor da Maxdesign, uma pequena empresa de móveis. “Mas na verdade, muitas empresas acabaram fechando porque fundamentalmente o mercado não precisava mais delas. Elas não quiseram mudar.”

    Algumas empresas encararam o desafio. A madeira era o material principal ali, mas Martino começou a criar cadeiras baratas, a maioria de plástico, mas com belo design. Outros decidiram que concorrer com a China em preço era impossível. Em vez disso, a meta seria a qualidade e a singularidade da Itália, algo que a China não poderia igualar.

    Pietro Costantini, que dirige uma empresa de móveis de terceira geração, disse que começou a se concentrar não apenas em artigos de luxo -eles fazem móveis extra grandes para americanos grandes- mas também na criação de linhas que vendem o próprio estilo de vida italiano. Os clientes, ele disse, estão voltando.

    “Por exemplo, se você escolher um cliente russo, ele deve ter um carro alemão, um relógio suíço e roupas italianas”, ele disse. “Assim como a moda italiana, nós temos certeza de que eles procurarão móveis italianos.”

    Mas os empreendedores italianos se queixam de que estão sozinhos. Os políticos oferecem pouca ajuda em tornar a Itália competitiva, e isto continua um grande impedimento para fazer seus lucros crescerem. As empresas desejam menos burocracia, leis trabalhistas mais flexíveis e grandes investimentos em infra-estrutura para que os bens possam se deslocar mais facilmente.

    “Agora é a hora de mudar”, disse Luca Cordero di Montezemolo, o presidente da Fiat e da Ferrari, assim como da influente entidade empresarial Confindustria. “Se não, por que estamos caindo em todas as classificações de concorrência? O motivo é que, na melhor das hipóteses, nós estagnamos.”

    Mas os empreendedores do país são um ponto brilhante em um cenário como poucos outros. Alguns argumentam que a geração mais jovem é outra chave, se não agora, então quando aqueles que estão no poder morrerem. Eles têm educação, são viajados e, como faz Beppe Grillo quando está atraindo suas massas, eles usam a Internet.

    Mas entender os problemas é o menor passo. Muitos temem que neste ínterim a Itália poderá ter o mesmo destino que a República de Veneza, baseada no que muitos dizem ser a mais bela das cidades, mas cujo domínio do comércio com o Oriente Próximo morreu sem nenhum evento culminante. A conquista por Napoleão em 1797 apenas a tornou oficial.

    Agora ela é basicamente um cadáver requintado, pisado por milhões de turistas. Se a Itália não se livrar de seus confortos para promover uma mudança, muitos argumentam, um destino semelhante a aguarda.: ofuscada pela grandeza do passado, contando com turistas envelhecidos como uma questionável fonte de vida, a Flórida da Europa.

    “O mal-estar é: ‘Eu consigo ver tudo isso mas não há nada que eu possa fazer para mudar'”, disse Beppe Severnigni, um colunista do “Corriere della Sera”.

    Mas, ele disse, “mudar seus modos significa mudar seus modos individuais: recusar certas concessões, começar a pagar seus impostos, não pedir favores quando está procurando por emprego, não trapacear quando seu filho está tentando ingressar na universidade”.

    “Esta é a parte difícil”, ele disse. “Nós chegamos a um ponto em que acabou a esperança de que uma espécie de cavaleiro em armadura branca virá e dirá: ‘Nós resolveremos seu problema’.”

    “Nós italianos temos nosso destino em nossas mãos mais do que nunca”, ele acrescentou.

    *Peter Kiefer, em Roma e Trieste, e Elisabetta Povoledo, em Roma, contribuíram com reportagem.

    Tradução: George El Khouri Andolfato

    Visite o site do The New York Times

  5. Fala tIOS!

    Gostei do texto, mas não concordo com ele em algumas partes. O autor tem incorporado como significado de “sucesso e desenvolvimento” o estilo americano de vida, ao qual a Italia se contrapõe (ainda bem!).

    Quando o texto fala que tem italianos fugindo do país, acho a expressão exagerada. Ao contrário, a Italia é o país da Europa que mais recebe imigrantes, seja da própria UE como de fora. São ao mesmo tempo uma solução e um problema para o país: solução porque são a mão de obra barata; problema porque vêem de culturas muito diferentes e trouxeram com eles criminalidade que antes não existia (como bater carteriras, roubar casas, etc).

    Um dos grandes problemas (não só da Italia, mas do mundo) é que hoje as empresas internacionais são comandadas por investidores que querem resultados. Eles colocam dinheiro e querem que o dinheiro dobre de quantidade, esse é o resultado. Não importa se a empresa respeita as leis trabalhistas, se as pessoas que trabalham vivem em condições dignas e uma série de variáveis.

    O resultado é que as pessoas no mundo trabalham mais, ao contrário do que sonhavam. Antes pensava-se que com a tecnologia seria possível trabalhar menos. Só que na era do novo capitalismo dos mercados, tiram o sangue das pessoas por uma ninharia. Na Italia ainda não é assim.

    As pessoas vão para as ruas e estão indignadas exatamente porque querem manter os direitos conseguidos ao longo do tempo e não porque querem mudar para esse capitalismo desenfreado.

    O governo deve estar ao lado da população e não dando seu dinheiro a empresários que honestamente são os que menos precisam. Conheço italianos que já foram viver em outros países, como Londres, EUA, e dizem que não existem comparação: na Italia se vive melhor, se é respeitado, e ainda existem meios de se fazer respeitar graças as antigas leis trabalhistas.

    A casa é inacessível justamente porque a Italia continua sendo um país em crescimento, onde não conheço um italiano cujo pai não tenha pelo menos uma casa de propriedade. Como a lei é procura e oferta, uma casa de 70m2 em Roma custa Euro 400 mil. Caro, né? O Italiano reclama, mas faz o seu mutuo e compra.

    É verdade que os jovens continuam até mais tempo na casa dos pais. Mas não podemos comparar uma Italia a um EUA. A começar pela diferença geográfica. A Italia é o solo que é, aliás ao contrário do Brasil, por exemplo, não está concentrada em 1 ou 2 cidades, mas em pequenas cidadezinhas pelo país.

    A crise de governo é verdadeira. Berlusconi acaba de sair do seu partido e provavelmente sonha em se tornar ditador de direita e acabar com os partidos.

    Estão para fazer uma nova lei eleitoral multipartidária (oficilamente a Italia é governada só por dois partidos ou é direita ou esquerda). O governo de Prodi vive no cai não cai (mas é um modelo previsto na constituição italiana, não é a mesma coisa que cair no Brasil, que significa um golpe).

    E sobre a aspirina custar mais de 5 dolares, honestamente acho que faz pouca diferença na vida do italiano médio que gasta praticamente zero com saúde de qualidade oferecida pelo governo, o que inclui uma grande relação de medicamentos gratuitos.

    Os americanos se estão vindo menos para a Europa a culpa é do dólar desvalorizado: a moeda americana vale praticamente a metade do Euro. E os americanos também estão enfrentando crises, talvez por isso venham menos, estão mais pobres em modo geral.

    Voltando sobre a questão do post, se existe esse felicidade imensa em trabalhar eu não sei. Mas o salário com 13°, 14°, 70 dias de férias pagas ao ano… ah, isso por enquanto ainda está assegurado. E sem gastos com saúde, segurança, educação.

    Italiano reclama muito, mas é como o comerciante riquíssimo que sempre resmunga. Quando não resmunga é que a gente deve se preocupar…

  6. Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009
    PRIMEIRO SISTEMA FILOSÓFICO CRACIOLÓGICO GRACELIANO.
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    SEGUNDO SISTEMA FILOSÓFICO CRACIOLÓGICO GRACELIANO
    Postado por ancelmo às 01:28 0 comentários
    FILOSOFIA CRACIOLÓGICA GRACELIANA
    Filosofia craciológica – filosofia do poder.

    Segundo sistema filosófico graceliano craciológico.

    Vitalismo, divinismo, lógica da razão vital.

    Autor. ANCELMO LUIZ GRACELI.

    Brasileiro, professor, pesquisador teórico, graduado em filosofia.
    ancelmoluizgraceli@hotmail.com

    Rua Itabira, numero 5, Rosa da Penha, Cariacica, Espírito Santo, Brasil.

    Colaborador. MÁRCIO PITER RANGEL.

    Filosofia – CRACIOLOGISMO.

    DO QUASE NADA TUDO PODE SURGIR – EXCETO DEUS. POIS É O ÚNICO ABSOLUTO.

    Trabalho registrado na Biblioteca Nacional.

    POTENCIALISMO CRACIONISTA DO CRIADOR E TRANSCENDENTALIDADE.

    TRANSCENDENTALISMO.

    A realidade é vontade e potencialidade transcendente de ser e de vir a ser. Vontade e potencialidade vêm do Criador e o que transcende ao outro é a própria realidade na forma de vida, consciência, racionalidade.

    O criador produz a potencialidade na estrutura da realidade para que a realidade se encaminhe para a perfeição e a harmonia.

    FUNDAMENTOS DA RAZÃO NATURAL.

    HÁ VARIAS FORMAS DE LÓGICA.

    1- Cracionista e a meta natural, que vêm do poder do criador na construção do cosmo e da vida, em direção da eternidade, do bem e da harmonia.

    2- A cracionista – de potencialidades e inconscientes vitais, que é a lógica da construção biológica.

    3- A transcendente no sentido da melhoria e da manutenção vital.

    4- a racional e de vontades psíquicas, que rege a racionalidade e estímulos
    Inconscientes.

    A realidade é transcendente e transmissora, pois o ser vivo é transmitido aos descendentes, por isto que os filhos parecem com os pais na sua forma de ser, de pensar lógico, e sonhos, felicidades, e anseios psicológicos. Como também o seu funcionamento vital e biológico é parecido com o dos pais.

    Assim, temos.

    A RACIONALIDADE CRIACIONISTA de um poder superior na harmonia estruturação do cosmo e da vida em direção a perfeição e a eternidade e transcendência.

    A RACIONALIDADE INCONSCIENTE como forma de potencialidade biológica e vital na produção e estruturação da vida, QUE É A CRACIONISTA.

    A RACIONALIDADE DO INCONSCIENTE MENTAL, em que todo ser vivo possui, vê-se isto no homem que usa o cérebro sem notar conscientemente que o está usando, ou mesmo chegando a resultados que antes não chegou num processo consciente.

    E A RAZÃO NATURAL DOS ANIMAIS, vê que todos os seres vivos possuem aptidões e capacidades uns de camuflagem, outros de equilíbrio, como macacos, e todos de maternidade e paternidade.

    E A RAZÃO LÓGICA E HUMANA, do dia a dia, onde valores são estipulados em direção a resultados a serem obtidos.

    A razão biológica na forma inconsciente é o ponto mais alto [maior] da racionalidade e não a lógica e a consciência.

    Pois o poder superior juntamente com a inconsciência biológica determina e dirige todo o funcionamento celular e da engrenagem da vida, com as variações e manutenção da vida.

    A razão e o conhecimento humano não é ponto extremo do desenvolvimento humano e da realidade.

    O absoluto, o mais perfeito do desenvolvimento é o poder superior e a potencialidade inconsciente vital de coordenar e é o funcionamento da vida e toda engrenagem vital, onde acontece a vida, o homem, os seres, o bem supremo, e cria toda forma de inconsciente, consciente e racionalidade lógica.

    Pois já é por natureza e essência um ser biológico racional e estrutural.

    Ou seja, a razão absoluta e extrema é a inconsciência biológica, onde também é determinada e produtora da vida.

    Ou seja, até na melhor funcionalidade a inconsciência biológica se destaca, pois, se ela juntamente com o poder superior não fosse o pico a vida não se processaria, a vida seria um caos desestruturado.

    As espécies não evoluíriam, o homem, a mente não chegaria à produção da lógica racional.

    Logo, a realidade é dirigida por poder superior, potencialidades vitais e racionalidade lógica consciente vital.

    Ou seja, inconsciente para nós, porém consciente para o regedor da vida e da mente.

    Que são os poderes que sabem para onde dirigir a vida, o ser e a racionalidade.

    EXISTENCIALISMO VITAL.

    Na inconsciência biológica está a razão fundamentada da existência humana, a coordenadora da vida, a beleza mais perfeita que é o poder superior, a potencialidade vital e a vida estrutural e funcional.

    E é a melhor ética onde todos caminham numa só direção que é a permanência da vida para todos, onde o bem é o supremo, pois a engrenagem da vida, a vontade de perfeição é para todos.

    E é onde o homem torna-se uno de existência de vontade biológica, através do poder superior da criação e consciência de si no universo.

    Onde Deus o vê na perfeição da vontade biológica, e que trabalha em direção a obra do criador, que é a vida, o bem, a saúde, a felicidade, o amor, a fé, e a harmonia cósmica, espiritual e biológica, e a transcendência infinita do ser, da vida, da realidade, da racionalidade e do poder.

    A ESSÊNCIA DO EXISTIR.

    O EXISTIR NUNCA PODERÁ SER UM NADA.

    O existir nunca poderá ser um nada, pois ser existente é ser um estágio da transmissão da realidade e da vida, pois a vida é transmitida, logo não somos donos dela, somos uma fase da vida e da realidade e isto é o suficiente para sermos mais do que o nada.

    Pois somos matéria viva, poder do criador, poder e inteligência vital, funcionamento orgânico e vital, transcendência da vida e prolongamento da eternidade da realidade.

    E que a profecia continue na construção da vida, da fé e do amor. E só nos resta falar obrigado.

    OS ELEMENTOS PRIMÁRIOS DA REALIDADE SÃO.

    Poder superior.
    E poder vital regido pelo superior.

    ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DA REALIDADE.

    Os elementos primários e fundamentais da realidade são.

    Poder superior.
    Espírito.
    Alma.

    Poder vital,
    Vida.
    Potencialidade biológica.

    Racionalidade.

    Espaço denso,
    Energia e matéria.

    Os secundários são, vida orgânica e alma, potencialidade estrutural, sentidos, inconsciência biológica e consciência do eu psíquico, razão, e emoção.

    Os terciários são processos, mundanidade e transcendentalidade.

    Os quaternários, sem ação direta, e que precisam de terceiros para existir, são espaço e tempo.

    Vemos que existe um poder superior na formação e harmonia dos astros, na potencialidade vital e origem da matéria viva, na evolução, nos sentidos, no eu psíquico, na inconsciência e consciência, na razão e na emoção.

    Ou seja, são qualidades de origem do porque existe e da onde surgiu a vida e outros poderes e fenômenos vitais, ou seja, tudo possui uma só origem do Criador de poder superior e da solidificação do espaço denso até chegar a matéria bruta e desta a matéria viva e todos os seres vivos com suas potencialidades.

    Porém tudo isto para chegar a existir deveria ter alguma potencialidade no próprio espaço denso, e este por sua vez não o possui em si e na sua estrutura.

    Assim, todo este poder de vir a ser e de produzir uma engrenagem tão perfeita que é a vida com seus processos, e a matéria viva e a harmonia dos astros possuem um poder e direcionamento anterior a eles próprios.

    E que eles só se tornaram realidade na sua essência, estrutura e transcendência de ser por causa deste poder e direcionamento anterior a eles mesmos.

    O PODER SUPERIOR NA CONSCIÊNCIA.

    O mesmo acontece com a consciência, falar que a consciência é um sentido dos neurônios é até certo falar, porém da onde saiu, da onde se originou, pois a origem torna-se inexplicável.

    Ou seja, existe numa fase da vida como fenômeno e potencialidades.

    Porém a essência da sua origem está no poder e na vontade de um poder superior, pois do nada seria.

    Assim, a consciência é consciência, como a mente é mente por um elemento de potencialidade de ser, ou seja, é por ser causado por um poder superior que os fenômenos tornam realidade.

    É na vontade e potencialidade que a mente funciona, ou consciência se quiser.

    A natureza não funciona com vontade própria, mas sim funciona conforme suas potencialidades criadas pelo poder superior.

    Ou seja, a natureza de ser um existente futuro daqui a milhões de anos já existe como forma incubada e potencial de ser muito antes de ser causado e produzido.

    CAUSA ANTERIOR E HARMONIA CÓSMICA.

    Logo a natureza possui uma causa inexplicável, e é anterior a causa fenomenal.

    Ou seja, o fenômeno da evoluçao da vida, da mente e até mesmo da potencialidade só existe por haver uma natureza elementar primária daquilo na estrutura primária e que existe como poder superior.

    Pois de um espaço denso solidificado não surgiria uma obra tão esplendorosa como a vida ou mesmo a harmonia dos astros.

    Assim, vê-se que a consciência só existe por possuir nos sentidos propriedades para que ela exista, e os sentidos na vida, a vida na evoluçao, a evoluçao na matéria vida, ou seja, se procurar a fundo verá que a realidade não se processa por causa e efeito, mas por poder superior.

    Assim, vemos que primeiro a causa fundamental não pode estar no mesmo fenômeno, ou em fenômenos da mesma natureza.

    Segundo, o espaço denso e a matéria não teriam poder para uma obra de tamanho porte.

    Terceiro – só nos resta o poder superior, presente em tudo, inclusive na alma, no bem e na transcendentalidade.

    PRÉ-DISPOSIÇÃO DE EXISTIR.
    Assim, a natureza possui uma essência de potencialidade pré-disposta para existir e vir a ser que tem origem num poder superior, ou seja, o homem, a vida, a mente, a razão é parte de um universo pré-disposto na forma de essência e potencialidade para existir.

    Ou seja, possui uma origem primária de um poder estruturador de vontade e potência, logo não pode ser a mesma coisa ou o mesmo fenômeno. Ou seja, possui qualidades inerentes a sim mesmo no seu vir a ser.

    Logo a realidade é poder superior regendo a realidade criada pelo próprio poder superior.

    CRACIOCRIACIONISMO.

    A REALIDADE É PODER SUPERIOR NA ORIGEM E NA ESSÊNCIA. –

    O poder superior do criador está presente na origem da vida, da nas potencialidades vitais para uma propensa evolução, e constrói a vida e o inconsciente biológico, inconsciente mental e psíquico, que por sua vez determinam o ser vivo o homem e as espécies, dirigindo e determinando novos seres, e novos órgãos, sentidos e inteligências.

    Logo o determinante da vida e da realidade é poderes superiores vindo de um poder de criação, que está além e anterior ao próprio ser vivo, homem e realidade, pois é de tamanho poder que determina até a transcendentalidade através da reprodução e da permanência do ser vivo para após a sua existência.

    É onde está o inicio, o ápice, o meio e o fim, é a causa e o efeito dos fenômenos da realidade. É a substância sem materialidade e geradora e fundamental da realidade, da vida, da mente, da matéria nas suas duas formas – bruta e viva.

    É a consciência e o homem, pois é só através de poderes superiores que uma inconsciência, uma racionalidade, sentidos, emoções possam chegar a existir.

    TUDO SURGE DE ALGO. E NADA SURGE DO NADA.

    Vê-se a vida que só é vida por existir possibilidades para que ela se torna vida, assim com todos os outros elementos vitais e da própria realidade, pois – NADA SURGE DO NADA.

    É a través da inconsciência vital que surge a inconsciência mental que desenvolve as emoções e sentidos e surge a racionalidade, onde surge a realidade.

    ESSÊNCIA PRIMÁRIA.

    Assim como que a mente só é mente por possuir capacidades e potencialidade pré-existentes como essência primária, que apenas se revelou com avanços biológicos.

    Pois tudo que é já possuía uma natureza de ser, apenas se revelou para torna-se realidade existencial de ser.

    A ESSÊNCIA FUNDAMENTAL É O PODER SUPERIOR, LOGO O SER, A REALIDADE É O PODER.

    Se nada surge do nada, e tudo que já nasceu já possuía uma disposição como essência de poder para chegar a ser, logo, a forma e a materialidade não são a realidade. E a realidade é o poder superior, pois só ele possui o poder de transformar aquilo que é no outro que chegará a na posterioridade ser.

    A DIVISÃO DA CAUSA.

    A causa pode ser dividida em duas formas. A predeterminante e incubada pelo poder superior, e os caminhos que um ser ou realidade venha a desenvolver, pois a realidade é a que age, determina e dirige.

    E não vemos e não sentimos os poderes agindo sobre nós, pois somos o produto sendo estruturado e determinado pelo poder superior.

    Está em nós e temos apenas a inconsciência dele.

    NA VERDADE SOMOS ESTE PODER INSERIDO QUE NOS CONSTRÓI. LOGO SOMOS NÓS COMO CONSEQUÊNCIA DO QUE OS PODERES NOS PRODUZ.

    Podemos relacionar a consciência como o sexto sentido orgânico, pois a consciência determina e registra os outros cincos.

    Assim – nada não surge do nada. E se um sentido ser vivo, órgão vir a ser é porque há um ser superior e criador regendo e determinando que aquela forma de realidade venha a se tornar existente.

    A realidade no seu centro como essência fundamental de ser e de produzir-se e aparecer como força produtora de si, não e forma, não é matéria, nem intelecto, nem vida, nem consciência. Mas sim é poder e essência criadora, pois só um poder sobre real determinará a realidade na sua essência de ser.

    ESSÊNCIAS INATAS E TRANSFORMADORAS.

    Pode-se perguntar. da onde surgiram as essências incubadas, as potencialidades, para tornar-se realidade e ser um eterno vir a ser e transcender.

    A resposta só pode ser esta – do poder tudo surge. Tudo surge de uma vontade anterior ou de um poder superior. Pois o que existe e é o que determina e é a realidade, a vida e a mente, a inconsciência biológica e outros fenômenos que é o invisível diante do explicável e visível, que é a essência e poder diante da materialização da realidade e sua transformação e transcendência.

    É o poder superior e potencialidade diante da energia vital, da inteligência humana, ou instintos animal, ou da alma.

    Pois não é a matéria e a forma, a consciência, a inconsciência, pois é apenas poder superior regendo, direcionando e transformando a potencialidade.

    Está dentro, mas o que caracteriza não é o estar dentro, mas sim, ser o ingrediente fundamental do BOLO DA REALIDADE, da vida e da mente.

    ESSÊNCIA E PODER.

    E que o fundamental é ser essência e poder, e não vir a ser por apenas ser por transformação, pois tudo que é por essência e poder e não por transformação é o regedor e não o regido, o transformador e não o transformado. Assim, pode-se dizer que a matéria e a estrutura são realidades secundarias e não primárias.

    O PODER ESTÁ NO INICIO, NO MEIO E FIM.

    Pois nada nasce do nada, o absoluto é, pois o que está no inicio, no meio e no fim, pois só um poder superior estaria nestas condições e é possível de estar, que é o poder superior regendo as potencialidades da realidade e da vida.

    Pois nada se transforma para ser o que é, apenas se revela em que já existia em forma de potencialidade para um vir a ser e vontade de um poder superior.

    O ABSOLUTO ESTÁ NO PODER.

    Pois aí está o absoluto e não na consciência, na energia vital, matéria ou forma. Pois a realidade não se transforma apenas se revela. A identidade absoluta está no poder superior regendo as potencialidades, onde o ser é sempre o mesmo, pois apenas se revela.

    A MATÉRIA SEM FORMA.
    A matéria sem forma seria nada, e se tudo surge de poderes superiores, logo a realidade não é forma, nem matéria, nem identidade ou consciência, pois a vida é uma essência, e tudo é regido por poder superior, em forma de potencialidades e essências, pois o poder superior está em tudo, na alma, no nascimento e na vida, na consciência, no homem, e tudo o resto.

    Não é transformação, não é transcendência, nem lógica, nem causalidade, ou espacial ou temporal, pois é apenas ABSOLUTA REVELAÇÃO DO PODER SUPERIOR.

    POIS O ABSOLUTO SER JÁ É O SER, OU SEJA, ELE JÁ ESTÁ ABSOLUTO EM SI MESMO, ANTES ELE É ABSOLUTO PARA DEPOIS SER.

    A realidade é o que existe em poder superior regendo potencialidade para chegara ser essência.

    Pois, se vê no homem em que é mais vida do que matéria viva e do que matéria bruta.
    É mais inconsciente biológico do que vida.
    É mais alma do que inconsciente biológico.
    É mais essência do que alma.
    É mais potencialidade do que essência.

    Pois tudo é regido por um poder superior na criação. Que é Deus.

    Pois o mundo é poder superior, potencialidades e essências, o resto é capa e estrutura sem vontade e poder.

    Assim, a realidade é em si uma forma de poder superior e criação de potencialidades voltadas para essências incubadas, pois do nada, nada surge.

    E tudo que existe é porque existiu um poder e vontade para se realizar, logo a realidade não é lógica, dialética ou causal, pois o absoluto é o poder superior do criador.

    E a razão mais avançada não é a consciência psíquica, mas sim, a inconsciência biológica.

    O poder não precisa de causa para agir, pois não precisa de processo subseqüente. Ele pode agir no inicio, ou no meio ou no fim.

    O INVISÍVEL E O VISÍVEL.

    A realidade é o invisível, pois o invisível determina toda a realidade.

    E o visível que é a estrutura não possui vontade, é apenas uma capa com forma e função determinada pelo invisível.

    Vê-se que a realidade invisível é constituída de poderes e potencialidades regidos por poderes superiores, essenciais incubados, vontades regedoras, e inconscientes vitais.

    Ou seja, vê-se a matéria, sentimos os sentidos, pensamos através da racionalidade da consciência e inconsciência.

    Porém o coordenador, a essência transformadora que leva a realidade a ser o que é, é o que não vemos é fica escondido como se fosse um imenso nada, pois são os fundamentos primários de origem de tudo o existe e acontece, aconteceu ou virá acontecer e que tem o poder de transformar a realidade no seu eterno vir a ser.

    Pois o absoluto é o poder criador e transformador e que transfere o poder as potencialidades de seres, essências incubadas para serem um eterno vir a ser dentro e produtor da realidade.

    Enquanto e em forma de inconsciência e vontade e potencialidade vital a natureza biológica se estrutura como forma de vontade e transcendência pela reprodução, enquanto astros caminham na sua harmonia orbital e a matéria se estrutura numa unicidade.

    Pois o absoluto supremo é o criador que rege a realidade e a biologia com seus poderes e vontades, pois a realidade não ocorre como a matéria
    ou a mente, avanço ou retração, ser ou vir a ser, dialética ou lógica, ou forma e matéria, causa e efeito, espaço e tempo.

    Mas sim, como forma de poderes, potencialidades, essências incubadas e vontades inconscientes invisíveis e estruturadores.

    Pois só aí temos o eterno vir a ser da realidade e a transcendência da vida, e a racionalidade humana vencendo e crescendo cada vez mais, porém ainda assim a razão mais poderosa é a razão do inconsciente biológico [depois da de poderes], onde rege a vida e a coordena e rege a própria razão humana, a psiquê, a fisiologia e a psicofisiologia.

    Vê-se que a vida não está na evolução ou nas espécies. Mas sim, os seres com seus avanços e retrocessos são produto do invisível, de poderes, potencialidades, e essências.

    Assim, a beleza está na harmonia da engrenagem funcional onde tudo caminha para uma eterna harmonia, onde não existe caos.

    Pois Deus vence a negatividade e dá mais força e poder a vida e a realidade harmônica, pois a morte é o enfraquecimento de sua obra.

    Pois ele vence criando nos seres e daqueles que morrem nascem outros, pois a alma que perdura após a vida é uma forma de eternidade, e a vida e o nascimento são a grande obra do criador, onde tudo transcende e retorna no inicio com mais perfeição e vitalidade, aí está a eternidade na transcendência pelo nascimento, aí o processo da vida torna-se eterno, pois tudo nasce como poder e potencialidade e essência incubada, inclusive a própria existência humana e a realidade.

    EXISTIR É O TUDO E NÃO O NADA.

    O outro ser não nasce, mas a vida é transferida, em outra processualidade vai se formar um novo ser, com espírito, Deus, alma mente e poderes.

    Pois, o agente é a potencialidade e a inconsciência biológica, a estética é a harmonia e a beleza funcional da vida e dos astros com sua harmonia no espaço, a ética é o bem e a felicidade, a existência é estar inserido no todo da harmonia cósmica, vital e teológica, e teobiológica, pois – EXISTIR É O TUDO – é estar e fazer parte deste universo de vontade e poder.

    Vemos a matéria, a vida, sentimos, pensamos, nos emocionamos, nos reproduzimos, mas a realidade produtora está inserida, não vemos e não sentimos, por isso o ser é invisível. Pois o todo é o invisível. Onde o agente principal e criador agem sem nunca ser notado ou sentido. Deus.

    TEORIA DAS REALIDADES.

    A realidade ocorre através de formas primárias, fundamentais criadoras como Deus e espaço denso, formas secundárias, criadas e criadoras como potencialidades, terciárias, como criadas que são as essências incubadas, e quaternárias como os fenômenos, a matéria, a vida, o ser, a natureza, a mente, etc.

    Pois das essências surgem as estruturas, as transformações, as transcendências, poder e potência.

    A realidade é produto de criação superior, onde recebe poderes para continuar numa linha pré-determinada e do que está estabelecido.

    A realidade é produtora de si a partir do poder do criador, assim, pode-se falar que a realidade se estrutura por causalidade, porém só através de poderes já recebidos para chegar a ser o que é.

    Para a criação não há espaço nem tempo, nem causa e efeito, nem unicidade nem multiplicidade. Pois o que existe são potencialidades com formas variadas do elemento produtor e produzidas como realidade.

    Logo, a realidade é poder de criação, potencialidade secundária, essência incubada, realidade sendo regido por poder já pré-estabelecido.

    PODE-SE DIVIDIR A REALIDADE.

    Estruturadora – Deus, potencialidade, essência incubada.

    Estruturada – matéria, vida, inconsciente biológico, psiquê, sentidos, mente, ser vivo e evolução, homem e racionalidade, reprodução e transcendência, estágio evolutivo em que ocorre a evolução, e outros.

    Vê-se que há um poder superior na harmonia das órbitas dos astros, pois onde era para haver caos há lentidão e calmaria, um astro esquenta o outro, e vive do seu calor e energia, a matéria viva e precisa respirar e alimentar-se.

    Pois ela sente, pensa e se emociona, logo há duas formas de matéria uma viva e outra morta, e se tudo se origina do poder de Deus, e vemos tudo se estruturando a partir do espaço denso, onde surge a diversidade dos elementos químicos, a diversidade das formas de vida, como sentidos, mente, capacidade Psicofisiologia para mudanças morfológicas e estruturais dos seres vivos, pois de um poder superior e de um elemento estruturador – o espaço denso- todo o resto surge, numa diversidade incrível de componentes e novos elementos que virão a existir.

    Logo só há uma resposta – um criador no inicio, no meio e no fim, na causa e no efeito, logo não há espaço e tempo, só revelações do que já existe como essência e potencialidade. Pois o tempo surge com a mente e os fenômenos se revelam e se alternam num vai e vem existencial dentro de uma realidade já pré-determinada.

    CRACIOLOGISMO.

    O universo é um universo de poder, potencialidade, mágica, energia, processos, e essência.

    A causa e a essência são uma conseqüência do poder.

    O poder cria a mágica e cria potencialidade,

    O universo é um universo de poder e energia divina, cósmica, vital, física, psíquica, processual. Transcendental.

    O universo não se divide em causa e essência, ou espaço e tempo, espiritual e material.

    Mas sim, em poder e potencialidade, visível e invisível, mágica e energia, processos e essências.

    O ser é Deus. A realidade é o poder, a estrutura da realidade é a energia.

    O tempo não existe, é fruto da memória humana, o que existe é estágios que o poder já estruturou em um universo.

    E o poder está presente na formação da matéria, do espírito, da alma, da mente, dos astros, da energia, do cosmo e da vida. Logo o cosmo e a realidade são estágios de poder estruturante da realidade.

    O ser supremo é Deus, o criador e supremo de poder.
    A realidade é o poder.
    A estrutura é o secundário, o efeito.
    A cauda é o poder.
    O tempo é o estágio do poder em um universo.
    A realidade não se processa por processos dialéticos, ou de causa e efeito, mas sim de poder atuando sobre poderes.

    FUNDAMENTOS.

    Os fundamentos se dividem em poder supremo – do criador.

    Poder secundário – do cosmo, da vitalidade, do ser vivo e da mente e psíquico orgânico.

    Não é a causa, mas sim poder que rege o mundo e a realidade.

    Não é o efeito, mas sim o estágio e o tipo e estruturas que existem.

    O tempo não existe, o que existe é o transcender sobre si através de poder.

    Não é a dialética, mas sim o transcender sobre si em direção a perfeição e a eternidade.

    É o poder de transformar, transcender e processar.
    A essência é o poder, o ser é o poder, pois ele é o agente transformador, o sujeito e é a realidade.

    É a causa de si e sobre si, é a ação de sobre si, é o que faz e leva a acontecer e torna-se realidade e é em si mesmo a própria realidade e uma forma de realidade.

    Logo é a realidade na sua essência primária e fundamental, é o agente fundamental da produção da própria realidade.

    Isto está bem claro na biologia, Vitalogia e inconscienciologia e evolução vital, e religião onde o poder supremo rege o universo.

    É poder supremo e poder secundário e potência,
    É direcionamento e estruturalização,
    São estágios de poder e estágio de estruturalização.

    O PODER UNIVERSAL EM TODOS OS FENÔMENOS.

    O poder é universal e geral em todos os fenômenos, enquanto a causa é apenas fenomenal.

    O direcionamento e a estruturalidade é também geral, como um todo que avança numa totalidade em todas as partes, produzindo uma realidade transcendental e transformista em todos os pontos da realidade.

    Assim a realidade é o avançar geral direcionando e se estruturalizando, como um todo que caminha em direção a um estágio evolutivo e estruturalizante da realidade.

    Enquanto o efeito é individual e particular apenas naquele momento, e o avançar geral é universal e englobante a todos os estágios e pontos da realidade.

    REALIDADE NO TODO, NAS PARTES E EM FASES.

    E é uma prolongação e um ancadeamento sucessório de um após o outro, em que cada fase tem a sua ação e direcionamento sobre a próxima e todas as outras que virão a ser na forma de fases e estágios estruturalizantes da realidade.

    A estruturalidade é a causa da sucessória, e todas conterão a primeira e cada fase já passada.

    AÇÃO ESTRUTURALIZANTE.

    Para a realidade não existe tempo, pois o tempo é apenas uma construção da memória humana, porém o que existe são estágios da ação estruturalizante e direcionalizada do poder construindo a realidade.

    Na realidade não existe dialética, o que existe é poder construindo, direcionando e estruturalizando a realidade, a ação de estruturalisar já é a realidade.

    E ação é algo dinâmico. Pois a realidade é este eterno e universal e geral avançar estruturalizador em direção para a perfeição eterna. Ou seja, a realidade tem destino que é estar se processando e estruturalizando, e como um todo se direcionalizando.

    Numa espécie encontramos os estágios estruturalizadores, num organismo, no funcionamento de uma mente, num sistema cósmico, ou em fases estruturalizantes de universos.

    O avançar não é causa e nem efeito, mas sim é a totalização da realidade que vai numa ação conjunto como um todo. Se produzindo e se estruturalizando.

    Assim, a realidade é ação numa construção direcionada e estruturalizante sobre si mesma, e por natureza ela é dinâmica.

    E antes de ser ação e dinâmica ela é poder e potência sobre si mesma. A essência é o poder, pois em cada fase só há poder.

    O PODER É A REALIDADE.

    O poder divino dá vida e poder ao ser vivo.

    O poder divino dá eternidade à alma e ao espírito.

    Poder divino desenvolve, estrutura o cosmo e evolui a matéria.

    O poder estrutura a mente, a razão, o eu e a personalidade.

    O poder estrutura a realidade e o mundo.

    O ser é o poder, pois o poder é o agente fundamental da realidade.

    O poder é a essência primária e o fundamento de ser realidade, e ter em si o poder de transcender em direção a eternidade.

    A realidade é poder, pois em tudo há poder, em cada componente ou em cada passagem para outra fase ou outro estágio de ser realidade.

    O poder enquanto realidade transcende para se eternizar.

    O poder é racional, isto se constata no poder vital e no poder divino. Pois sempre caminha em direção a perfeição e a harmonia eterna.

    PODER E INTERAÇÕES DE ENERGIA.

    O poder e a energia se processam numa interação de energia e condições cracionísta e de energia alcançada de um para o outro. Uma célula recebe parte de hormônios e componentes metabolizados e energia processada por outra.

    O mesmo acontece com trocas e interações de energia nos astros e componentes químicos, assim, o universo e a realidade são na verdade uma aglomeração de varias coisas, uma agindo e atuando sobre a outra. Isto também encontra se na razão, na cultura e na sociedade.

    O poder produz a realidade e a realidade se processa por trocas, produção e interação de energia e de valores alcançados.

    Assim, a realidade é poder e interação entre fases da realidade já desenvolvidas.

    O cosmo, a vida e o homem não são obra do acaso.

    A mente é uma construção da vitalidade para trabalhar para o funcionamento da vida, e é mais uma ferramenta.

    O corpo possuí sua mente vital.

    O ser vivo é produto da vontade e do aprimoramento vital e não de espécies.

    As espécies são uma conseqüência deste aprimoramento.

    A realidade é Deus e o poder, pois só o poder superior teria capacidade para construir todo este cosmo com tanta multiplicidade.

    O mundo não possui alma, mas sim possui Deus – Deus é a alma do mundo.

    O ser é Deus.

    A realidade é o poder.

    O mundo é o que sofre a ação do poder.

    O poder se divide em supremo e divino, sobre o real, e vital e cósmico.

    O homem é parte do mundo e vontade criada por Deus.

    O objetivo é a construção do bem, da vida, do poder e da eternidade.

    O poder é o imaterial que age sobre a materialidade.

    A razão se divide em divina, vital, cósmica, biológica e racional.

    Assim temos três mundos, 1 – o supra real e supremo que é o divino, 2 – o real estruturante e invisível que é o poder, 3 – e o real materializado que é que sofre a ação das outras duas formas de realidade.

    O mundo é objeto de uma programação e de um objetivo a ser alcançado, que é a vida, o bem e a harmonia na eternidade.

    SOCIOLOGISMO VITAL, EXISTENCIALISMO E RACIONALISMO VITAL.

    São as potencialidades vitais e necessárias para a formação vital e funcional da vitalidade que determina o alcance e limite da racionalidade e da existencialidade.

    SER TRANSCENDENTAL. TRANSCENDENTALISMO.

    O ser é um processo transcendente de poder e direcionamento, logo, o ser não existe em si, nem em devir, pois ele é na sua essência de ser é não ser.

    E o ser é o conjunto de bilhares de seres transcendendo em outros, isto se confirma nas funções dos orgânulos celulares, onde infinitas células e infinitas funções que transcendem em outras para forma um ser, logo o ser não é uno e não é ele, mas sim poderes e infinitas funções e direcionamento na produção de um ser.

    Logo, o ser vivo também é um ser múltiplo, de infinitas funções, poderes e direcionamentos.

    Logo, o homem não é um homem, mas infinitos homens num só. O homem é infinitas transcendências de fases e processos, poderes e vontades, organizações e direcionamentos em fases e intensidades e funções diferentes formando o que chamamos de ser humano.

    Logo, o ser é transcendental e nunca chega a ser o que achamos que é. Logo, o ser é infinitamente múltiplo e transcendente, nunca chegando a ser um só, e o mesmo se dá com a realidade.

    Se falarmos que a realidade é uma célula, ou função ou transcendência, verá que a célula é composta de infinitos orgânulos e infinitas transcendências e funções.

    Com isto se conclui que a realidade é infinita e o ser nunca é, nunca foi ou será uma realidade em si. Porem é enquanto poder.

    Isto também ocorre com a questão biológica, em que o ser vivo são infinitas fases transcendentais de processos e funções com poderes e direcionamentos.

    DEUS SER IMUTÁVEL.

    Deus transcende no tempo e no espaço, na matéria e na mente, na vida e no espírito, no mistério e no poder, porém não transcende sobre si, não sua essência fundamental e de ser, pois ele em si é intranscendente, imutável, não é processos, mas sim poderes e ações sobre poderes, sobre a vida, o universo, a mente e o espírito e a racionalidade.

    SOBRE O NADA E O TUDO.

    O tudo só é o tudo em função do o nada, e vice-versa, porem o tudo possui a identidade de ser o tudo, como o nada, assim nada e tudo existem como fundamentos de si, e como referencia um do outro. Assim o tudo é o tudo e o nada é o nada, e o tudo é o tudo por ser em si e existir o nada.

    Porém o nada só existe como referencia para o tudo, pois o nada em si não existe e não é realidade.

    Não existe o nada de alguma coisa, pois nada é nada e não é realidade, muito menos em si.

    A REALIDADE É PODER, MILAGRE E MÁGICA.

    A realidade não é regida por movimentos dialéticos, processos físicos, químicos e estruturais, mas sim por poderes divinos, espirituais, almados, vitais que faz com que a realidade avance e se aprimore sempre em direção à perfeição, mas nunca como um ciclo, mas uma reta em direção a perfeição através do aprimoramento.

    A realidade é com uma mágica onde tudo pode aparecer, pois é o invisível que rege o visível, ele está ali e não é notado ou sentido, o próprio sentido não sabe da sua existência, apenas existe, porem é regido por poderes divinos e mágicos. Pois dá onde nada existe tudo pode surgir, como milagres, novas formas de vida.
    Postado por ancelmo às 01:18 0 comentários

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