Eu me lembro como se fosse hoje daquela quinta-feira, 18 de dezembro de 2008. Era um dia daqueles em que você nem se importa em acordar cedo porque sabe que coisas muito legais te esperam. Por exemplo? Aquela viagem que você sempre sonhou – que no meu caso era um cruzeiro pelo Mar Mediterrâneo.

Há tempos eu tinha vontade de fazer um cruzeiro, já tinha ouvido relatos super positivos, mas nunca tinha surgido a oportunidade certa. Até que no final de 2008 eu encontrei uma bendita promoção último minuto, que transformou o meu final de ano em um SUPER final de ano a dois.

O roteiro

Savona (Italia) – Málaga (Espanha) –  Cádis (Espanha) – Lisboa (Portugal) – Alicante (Espanha) – Barcelona (Espanha) – Gilbratar Savona

Os preparativos da viagem

Acordamos cedo e fomos diretamente para a estação Santa Maria Novella de Florença onde pegamos um trem para Savona. O navio partiria apenas às 5 da tarde, mas nós queríamos chegar logo para dar despachar as malas e embarcar o mais cedo possível.

No trem em direção a Savona

O dia estava lindo, ensolarado, e o mar pouco movimentado: as condições meteorológicas não poderiam ser melhores para um cruzeiro. Assim que chegamos nos arredores do porto e avistamos o nosso navio… wow! Era realmente gigantesco!

Um dia espetacular para fazer um cruzeiro

Primeira coisa a fazer: despachar as malas. Não sabia que tinha um serviço do gênero em navios, imaginava que bastava entrar com a sua mala e ir até o seu quarto. Mas admito que é um serviço interessante porque você deixa a mala, pode passar no centro de Savona,  tem a oportunidade de  fazer “uau” quando entra no navio, não tem que arrastar malas para cima e para baixo e quando chega no quarto encontra a sua mala em cima da cama. Quer dizer, encontramos apenas uma das malas. A outra se perdeu e nós fomos encontrá-la no corredor. (talvez tenhamos sido rápidos demais e alguém mais cedo ou mais tarde a traria para o nosso quarto, mas por via das dúvidas fomos procurar a mala, afinal mala perdida, viagem arruinada, não é isso?)

Você despacha a mala e quando chega no seu quarto ela já está te esperando…

Uma das coisas que poderiam melhorar no porto de Savona é a questão da ponte que a gente tem que atravessar para chegar no navio. Não sei se ela é passagem obrigatória para todas as viagens de navio, mas no nosso caso ela fez a gente sofrer um pouquinho porque embora desse um toque de charme ao cenário e nos ajudasse a atravessar o pequeno canal, ela tinha um problema: muitos degraus. Agora imagina subir e descer uma escada que parece sem fim com duas malas, bolsa, frasqueira e coisas várias.

Após despachar as malas fomos dar uma volta no centro de Savona e aproveitamos para fazer um brunch. Estávamos famintos e pensamos “vai saber que hora vão servir a comida..:”. Que tolinhos!  Assim que você entra no navio começa a comilança e você praticamente pode comer sempre que quiser porque sempre tem um restaurante aberto durante o dia.

O embarque

Em Savona tinha um saguão de embarque como nos aeroportos: com direito a mesinhas, bar, gente lendo jornal e porta de embarque. Como eu disse, chegamos muito cedo  e tivemos que aguardar um pouco o nosso turno de embarque.

O salão de embarque em Savona em dezembro

A sala de embarque era grande e moderna, com direito a muita gente ansiosa que não vê a hora de entrar – como eu, por exemplo!

Outra ala do salão de embarque

Nós viajamos no Costa Serena que em 2008 era simplesmente o navio mais moderno da frota da Costa. Imagine você que a capacidade de um navio como aquele é de 4.890 pessoas embarcadas ( dos quais 3.780 passageiros e 1.110 tripulantes). É praticamente uma cidade ambulante que navega pelos mares desse mundo!

Embarque: pela primeira vez em um navio Costa

Os passageiros embarcavam em cima, as malas embaixo. No atrio de entrada do navio fomos recebidos com música. Uma das primeiras coisas que fizemos foi pegar a Carta Costa, a chave da nossa cabine que também serve como cartão de crédito para todas as compras a bordo do navio e vale como documento de reconhecimento para entrar e sair da nave. Praticamente é a única coisa que você precisa carregar com você, quando entrar no navio esqueça a carteira.

Antes porém você tem que registrar a sua carta de crédito. Para manter ativa a Carta Costa você tem 48 horas a partir do embarque para definir a modalidade de pagamento no final do cruzeiro. Quem optar por pagamento em dinheiro deve fazer um depósito de um valor mínimo de 150 euros por pessoa, que será aumentado de acordo com as despesas a bordo. Quem preferir  cartão de crédito deve somente registrá-lo.

O salão de embarque ficava para trás: a partir de agora é só diversão!

A cabine

Nós ficamos em uma cabine externa com terraço em uma das pontas do navio. Alguns amigos tinham nos aconselhado a pedir um quarto no meio do navio e em um andar alto porque balança menos. No entanto fiquei super satisfeita com a nossa cabine: não tivemos o menor problema com o balanço do navio: ao contrário, para dormir era realmente o paraíso. Depois de um ano estressante, finalmente um sono tranqüilo.

Pausa para fotografia na nossa cabine!

Praticamente todos os quartos tinham a mesma decoração, o que mudava era o tamanho da cabine, se ela tinha janela ou não, se ela tinha terraço ou não. A nossa tinha um terraço, mas que usamos apenas para tirar fotografia, afinal era dezembro e fora fazia frio (ainda mais com o vento do navio em movimento).

Detalhe da cabine
Vista de Savona do nosso terraço

Da foto abaixo podemos ver a nossa cabine, em uma das extremidades do navio, com o terraço de vidro azul.

O navio por fora

Todos os dias você encontra na sua cabine um jornalzinho chamado “Today” com os detalhes da programação. Nosso navio partiu às 17.00 em direção a Málaga. Para saber mais sobre essa viagem, aguarde os próximos capítulos…

Leia os outros capítulos sobre esse cruzeiro de natal:

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